quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Curta o curto LIX

A piada de outrora agora é um funk... tutututututututututu/ritmo, tututututututututu/mesmos versos, chiclete mental que ataca a azia...

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Mimos que recebi... II





Mimos que recebi... I

Seguem alguns mimos que tenho recebido... Desculpem a ausência de créditos (com as redes e sua agilidade, muito se perde)... Coloco-me à disposição para atualizar ;-)




segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Microconto III

Na sexta-feira à noite... Ou seria sábado?
O happy hour começou...
Enquanto ela sente seu peito em chamas, tem a certeza de que a previsibilidade dele o levou a refrescar-se na cerveja, dar risadas, triunfar no samba...
Afinal, quem decide sai desfilando... quem é in-decidido, sangra...
Se ela pudesse escolher teria trocado de lugar, teria não dado a chance (ou teria a aquisição da decisão), teria não escolhido as mentiras coloridas em poemas... Mas o dia começou... e, afinal, a ressaca é de quem?

domingo, 25 de setembro de 2016

Há de valer sem pena...



Os sentimento verdadeiros perenes, peregrinam...
As veias sambamrodeiam sob a pele
- Mas são um livro aberto nos gestos!...

As lágrimas que corriam
(hoje apertam o passo),
A bronquite inesperada
(esperada pelo cigarro e bolor),
A falta de ar... consequências de boa amizade:
Mas péssimo amor!...

Os cuidados médicos necessários,
que pouco a pouco hão de abrir espaço:
à cura íntima, já que a alma é maior que as inconsequências...
Sou de baixa estatura, mas ocupo espaços que nem sempre podem oferecer!...

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A saudade perdoa - por Fabrício Carpinejar

A saudade já é perdão. Sentir saudade é desculpar.
Se você vem sentindo saudade é que esqueceu, é que não guardou mágoa, é que superou o ressentimento, é que dispensou a vingança, é que resolveu por dentro, com a quietude da esperança.
Quando a saudade chega não adianta mais impor regras e mandar embora. Acabaram o jogo, o blefe e as cláusulas minúsculas.
A saudade é um convite irrecusável. É um apelo. É uma passeata de pássaros.
Com a saudade, você aceitou a retratação - dita ou o implícita.
Saudade revoga prazos, ordens, ditames, censuras.
Não tem como exigir mais nada, não tem como reivindicar mudanças.
É admitir a volta sem explicação. É admitir o retorno sem contrapartida.
Saudade é um golpe de estado. Abole o que foi estabelecido antes.
Saudade é o domínio da pele, é a preponderância do cheiro, é a emoção desmontando a hierarquia das palavras.
A saudade é recompensa por seguir amando diante das inconstâncias, é a vitória do acertos sobre os defeitos.
Saudade é o fim da culpa, é o desejo livre.
Saudade é um vontade com juros: abraçar com as pernas, machucar com o beijo.
Saudade é serenar o travo, beber o seco.
Saudade é se despedir do sofrimento e ficar com a lição da cicatriz.
É respeitar a imperfeição, não precisar consertá-la para seguir inteiro. É respeitar a falha, não recorrer às mentiras para corrigi-la. É respeitar a ausência, jamais ocupar a cadeira porque está vazia.
Saudade é quando morre a idealização para não morrer o amor.
Somente o orgulhoso não é capaz de sentir saudade. O orgulhoso não avança nem anda para trás. O orgulhoso senta em cima do coração.

Publicado no Blog do Jornal O Globo / Coluna Semanal / 22.09.2016
Disponível no blog do escritor, aqui.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Minha visão de resiliência...

(Imagem retirada do Google)


Não sou resiliente... isso é claro... visível e palpável...
O termo pode ter origem em Física, mas em coaching ganhou asas...
Não volto ao meu normal, simplesmente não sei qual é o meu normal!
Sabes o que é coaching? Se para você está clara a resiliência, para mim está claro que o melhor é planejar e liderar a própria vida!...
Prefiro ficar com a inconstância de não saber quem sou, mas com a certeza do que sinto - a ficar com a razão de um sucesso por vezes ilusório!...
O travesseiro da NASA é resiliente!... Eu ganho as marcas que nunca sumirão... Eu cedo às pressões para um dia aprender, não somem... estão lá, vivas, com lágrimas, ansiedades, permeadas por sonhos!... 
... E é bom lembrá-las... Não preciso mudar porque sou o que sou... Preciso de coragem para escolher!... Permitir-me... Ao aceitar-me aceito escolhas e conseguirei ficar com as minhas!...
Não preciso recuperar-me da dor... eu mesma, sozinha, por mim, ao amar-me mais abro-me à vida... Sem desejar lucros que um dia acabam, mas com a certeza de que o sentimento verdadeiro, de que minhas ações são consequências de minhas palavras e diante delas bebo o sucesso que treinamento nenhum é capaz de ensinar!

Microconto II

Então o dia virou noite e a noite virou dia... As pessoas não sabiam mais se iam ou vinham...
Quando, sorrateiramente, aconteceu o eclipse!... A valorização do antes aconteceu depois... a vida é um sopro que derruba ou afaga...

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

(Para sair da Fossa II)


Por enquanto - Renato Russo   (vídeo do filme)        
           
Letra:
Mudaram as estações
E nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente

Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre sempre acaba

Mas nada vai conseguir mudar
O que ficou
Quando penso em alguém, só penso em você
E aí então estamos bem

Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
E nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa

Cansei de viver o menos...

Eu sou mais,
Sinto que sou,
Tenho certeza que sou, embora as incertezas geralmente me assombram...

O incerto está na subtração de números inteiros:
Um deles ilude-se que é mais, o outro abre espaço...
Quando deveriam somar!...

Cansei de ser menos... mais e menos... sou mais...
E para somar é preciso dividir!...

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Injustiça das justificativas do afixos...

Os prefixos trans-formam,
Afinal, o que vem antes modifica a raiz?
Ou são roupas que no verão despimos?

O justificar, se perder o sufixo,
Perde-se o ar?
Ou quem muito justifica quer a justiça que não (se) encontra?

Injustificável... Derivação parassintética,
Ou "in" e "ficável" são impossíveis?
Ou é justa...fim.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

(Para sair da Fossa I)


Música: Liberdade (Marcelo Camelo)                        

Letra:

Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom
Daqui não, eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares, vou sonhando em outros ares
Vou fingindo ser o que já sou, fingindo ser o que já sou
Mesmo sem me libertar, eu vou

É, Deus, parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro
Seguro de que vale ser aqui
De que vale ser aqui onde a vida é de sonhar
Liberdade