sexta-feira, 21 de julho de 2017

Curta o curto LXXII

Quero desenhar as últimas palavras...
Não, não é poder - não possuo borracha:
Tenho TOC! Minhas linhas escapam das folhas...
Então toque-me com sua gentileza!


Coffee Break XIX

O café demorou a ser marcado,
aconteceu no acaso!
A cafeína já agia um dia antes...
O caso é que não foi café, foi suco...
Como um soco no peito,
o ruído dos batimentos aceleraram...

domingo, 16 de julho de 2017

D'um dia real

(Meu clique)
Na sua mão uma flor tinha
E nas dela, unhas mal pintadas,
Que por instantes detinham
Impulsos que mal se tocavam...

Essa flor que não aparece
Era um momento perfeito:
Para ela, novo sol resplandece;
E para ele, fixação em aspeitos...

Diziam que vence quem se atreve,
Já estavam em nova segurança,
Quando o pulsar se teve,
Nas mãos corriam possanças...

E o desejo que lhes tomava
Não era apenas brisa passageira.
Ao ouvir o que o coração mandava,
A noite chegava faceira...

Caminharam pela cidade,
Sem temer que novo dia viesse.
Pensavam que tal felicidade,
Nem a distância desfizesse!...

E assim acabou um dia real,
As dúvidas, já não eram
E o sorriso - prova cabal
De que outros dias consideram...


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Aroma amoroso

(foto do meu acervo)

Sinto um novo aroma,
N'alma atinge o perfume
Que no Coliseu, em Roma,
Digladiam antigos costumes...

Pele odorífera que me atordoa
E meu pensamento conflitante:
Desconhece o novo pulsar,
A presença d'um amor militante...

As narinas vibram, viciadas,
Só querem mais uma dose.
As tremedeiras evidenciadas,
Quente suor em mim escorre...

Desfaço-me em pétalas,
Enquanto o cheiro permanece,
Correndo por entre as frestas,
Em meus dedos, não fenece...

Sinto um novo aroma,
A cobrir-me de êxtase,
A escrever axioma,
A beijar com ênfase...

domingo, 9 de julho de 2017

Ele parou o carro ao lado do monstro...

E encontrando monstro horrendo,
fostes logo perguntando:
- O que há de matar primeiro,
a saudade ou seu assombro exitando?
Criatura tenebrosa, mal sussurra a resposta:
"Saudade não mata, apenas aparta a briga,
razão e sentimento. Faço, então, uma proposta,
o que teu peito abriga? Sobrevive se decifras..."
Não sabias o que responder, nem ser
o que deveria ser o que em si carregava.
Negavas e queria ao desumano maldizer,
adiava o inevitável que aos seus olhos fumegava...
Assobiava canção repleta de dignidade,
o monstro o encarou de alto a baixo
decidiu largá-lo a sua própria sorte,
já que a saudade era seu pior fracasso.

terça-feira, 4 de julho de 2017

A incerteza das horas coloridas...

Quadro "A Pátria" (1919), de Pedro Bruno (retirado de: http://www.museus.gov.br)

Sabe-se que no universo dos pintores,
ora com tinta e sem pincel,
ora com pincel e sem tinta,
ora apenas oram,
para que o quadro
repare
e pare
horas...

As artes criam prêmios leais,
nem sempre o vencedor ganha,
nem sempre perde a prenda.
Perdem-se valores do passado,
perdurando a eternidade
da terna idade
que é impressa
sem pressa
no certificado,
certo?

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Um poema... várias observações...

Tua saudade, minha solidão...

Aves nas águas trazem cansadas,
Saudades tuas e merecimentos,
Assim como fera nunca domada,
Não controlo ilustres movimentos.

E se alguns nobres pensamentos,
Faz-me a madrugada em angústia,
Compilo versos, cujo intento
É tirar-me da solidão que preexistia...

A nossa história repleta de dureza,
E que o deus do amor aprova,
Permite-nos ver tais belezas
Da dor velha que vem e renova.

Era esta, talvez, minha doce sina
Saber-te saudoso, livre teve
A mão não mais de sua menina,
Sua menina com rédeas leves...


OBSERVAÇÕES:
Estou bem, bem cansada!... Precisava (e terei) férias merecidas!

Aproveito para avisá-los que recebi e aceitei um convite lindo: estarei participando do blog "Poemas Brabos!"
(http://poemasbrabos.blogspot.com.br/)
Carlos Drummond de Andrade chegou a afirmar que "Vinicius (de Moraes) foi o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural". Saibam, pois, que os poetas presentes no blog citado vivem uma poesia diária surpreendentemente "viniciana"...

Obrigada a todas as mensagens de carinho, saibam que os amo porque sou assim: metade amor e a outra também!...

Aos poucos, retomo minhas leituras!

Beijos! =)

segunda-feira, 26 de junho de 2017

AVISO

Boa noite!

Gostaria de agradecer, do fundo do meu coração, todos os recados amorosos que tenho recebido!
Em breve visitarei aos amigos que tanto amo ler e compartilhar meus devaneios!

Beijos a todos!...
=)

terça-feira, 13 de junho de 2017

PAUSA

... Em breve, prometo!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Curta o curto LXXI

As maçãs de ouro geram guerras, ficarei com as podres...
Adubar a terra árida que por acaso (ou descaso?) deixaste...
As sementes já não produzem cianeto!...

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Uma hora de batalha íntima

Imagem retirada do acervo Getty Images.

Embora meu inimigo não vencesse,
Deixou antes a prévia derrota,
Que na vitória eu me perdesse
E na perda, a esperança remota.
Não consenti uma morte há tempos,
Fiz do amor espada inquieta,
Hoje agonizo, além tormentos,
O toque já não é mais extrema meta.

Então deito em áureo leito,
Onde pensamentos incertos são,
Reavendo estranhos conceitos,
A vitória fulgura só na imaginação.
Estas duras vontades, adversárias
De inquietações, por si mostravam
Que, desde o início haviam várias,
E não partiam quem as alimentavam.

Então derrubo, lança e espada,
Concluo que quem vence, antes sua
E até mesmo ao passar estacada,
Já estava em uma morte crua.
Luto comigo, socorrer-me não queria
Por não causar bem, sei bem que erro
Do coração dado arrependia,
Minhas dores combatia a fogo e ferro!...

domingo, 28 de maio de 2017

Curta o curto LXX

Ele dormiu e roncou:
Sílabas poéticas saltaram,
Inundaram seu travesseiro...
Sou a moça da lavanderia -
- Fronha imprópria para sabão...
Notará que levei para mim?