segunda-feira, 4 de setembro de 2017

FECHADO PARA BALANÇO

Sabe quando você fica gripado, depois tropeça na rua e quebra o pé, até que percebe que não vestiu a camiseta do lado certo e esqueceu o dinheiro do ônibus?
Não, não aconteceram exatamente esses fatos, mas estou em uma avalanche e preciso aguardar que o gelo derreta!

Enquanto isso, irei visitar aos amigos que admiro e não tenho conseguido ler.

Agradeço a companhia de sempre!

Beijos! =)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Meia jarra

Foto retirada do acervo do Depositphotos

A jarra encheu vagarosamente,
Respingos inevitáveis na roupa,
Desejos que saltam da bocarra,
Choramingo a sua frente...
Não, não beba desse modo,
Não ouça o tilintar do copo,
Não deixa secar sua marra,
Não tente forçar a barra...
A jarra já está sem coragem,
Despede-se da vida cheia,
Gelo é apenas miragem,
Aquece-se e desnorteia...
Meio é um meio certo,
Assim como o talvez tem vez,
Na hora do conserto
Da alça já em sua viuvez...

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Coffee Break XXI

Mais um gole de café.
Pode ser que nem dê pé,
Já duvido até da catástrofe
Ao cantar em dó, mi e ré...
Bebida epígrafe,
Zona limítrofe:
Entre a acidez e a euforia da estrofe...
(Pausa finalizada)

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Da cigana em meus dias

O coração encanta,
em mantra ao sol,
somos sós,
somos sóis...
Sem saber a ordem,
no palpite não dito,
a desordem dos dias
fica a critério...
Pitadas de arco-íris,
luzes que sacodem,
arde o que já abrasa,
íris que oscila
olhar a vida remota...
Flor lilás que purifica,
a insensatez das horas,
a solidez da queda,
o andar cansado,
a música que não toca...
Lições das dúvidas,
energias da derrota,
cantos dos pássaros
- nota ao perdão...
Pelo deserto,
ser chuva,
ser o oculto a luzir,
o símbolo a significar,
fortaleza (ser)...
Fitas coloridas,
maçãs e cravos
desenham a pele,
segura a lua crescente...
E o coração canta
uma oração ao som do flamenco...


Para escutar:




domingo, 6 de agosto de 2017

Coffee Break XX

Ah, sem café hoje,
vamos de chimarrão,
cuia,
erva,
aroma... tua fúria,
minha vinda...

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Perguntas e respostas, ou sobre a dialética da teima

Perguntou se havia amor nas asas,
Sorrindo torto e com olhar reto.
Respondi com olhar torto e sorriso reto
Que as asas estavam em meu amor.

Alcancei algumas estrelas d'um céu,
Sem endereço, sem retorno.
Enquanto ficou na rua de pedras,
Com nomes, com duas vias.

Gritou por mim em seu infinito,
Respondi que não voltava ao fim.
Chorei por decolar sem ar,
Riu por ficar e respirar.

Para escutar:


terça-feira, 25 de julho de 2017

Deu bandeira...

Paraty/RJ - meu clique (2017)
Apresentou o impossível:
Seus olhos disseram,
Dissecaram a derme,
Qualquer coisa, qualquer fato - era mais um retrato!...

O dinheiro apareceu,
A pobreza destacada -
Era sopa de pedras preciosas,
Qualquer pedra, qualquer perda - era mais um retrato!...

Bandeiras presas no fio voaram,
As cores presas ao peso,
Do fio, do arame, no poste,
Qualquer cola, qualquer fita - era um retrato que não colava!...

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Curta o curto LXXII

Quero desenhar as últimas palavras...
Não, não é poder - não possuo borracha:
Tenho TOC! Minhas linhas escapam das folhas...
Então toque-me com sua gentileza!


Coffee Break XIX

O café demorou a ser marcado,
aconteceu no acaso!
A cafeína já agia um dia antes...
O caso é que não foi café, foi suco...
Como um soco no peito,
o ruído dos batimentos aceleraram...

domingo, 16 de julho de 2017

D'um dia real

(Meu clique)
Na sua mão uma flor tinha
E nas dela, unhas mal pintadas,
Que por instantes detinham
Impulsos que mal se tocavam...

Essa flor que não aparece
Era um momento perfeito:
Para ela, novo sol resplandece;
E para ele, fixação em aspeitos...

Diziam que vence quem se atreve,
Já estavam em nova segurança,
Quando o pulsar se teve,
Nas mãos corriam possanças...

E o desejo que lhes tomava
Não era apenas brisa passageira.
Ao ouvir o que o coração mandava,
A noite chegava faceira...

Caminharam pela cidade,
Sem temer que novo dia viesse.
Pensavam que tal felicidade,
Nem a distância desfizesse!...

E assim acabou um dia real,
As dúvidas, já não eram
E o sorriso - prova cabal
De que outros dias consideram...


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Aroma amoroso

(foto do meu acervo)

Sinto um novo aroma,
N'alma atinge o perfume
Que no Coliseu, em Roma,
Digladiam antigos costumes...

Pele odorífera que me atordoa
E meu pensamento conflitante:
Desconhece o novo pulsar,
A presença d'um amor militante...

As narinas vibram, viciadas,
Só querem mais uma dose.
As tremedeiras evidenciadas,
Quente suor em mim escorre...

Desfaço-me em pétalas,
Enquanto o cheiro permanece,
Correndo por entre as frestas,
Em meus dedos, não fenece...

Sinto um novo aroma,
A cobrir-me de êxtase,
A escrever axioma,
A beijar com ênfase...

domingo, 9 de julho de 2017

Ele parou o carro ao lado do monstro...

E encontrando monstro horrendo,
fostes logo perguntando:
- O que há de matar primeiro,
a saudade ou seu assombro exitando?
Criatura tenebrosa, mal sussurra a resposta:
"Saudade não mata, apenas aparta a briga,
razão e sentimento. Faço, então, uma proposta,
o que teu peito abriga? Sobrevive se decifras..."
Não sabias o que responder, nem ser
o que deveria ser o que em si carregava.
Negavas e queria ao desumano maldizer,
adiava o inevitável que aos seus olhos fumegava...
Assobiava canção repleta de dignidade,
o monstro o encarou de alto a baixo
decidiu largá-lo a sua própria sorte,
já que a saudade era seu pior fracasso.