Poemas, críticas, resenhas, abuso de reticências, desabafos e versolivrismo e livreversismo...empadinhas com um único palmito... Ideias sufocadas...
domingo, 6 de agosto de 2017
Coffee Break XX
vamos de chimarrão,
cuia,
erva,
aroma... tua fúria,
minha vinda...
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Germanices equatoriais
Entre sombras e mares,
Avante, adiante,
Tão somente seguir...
Toma-nos ares...
O velejar, tal constante
- Em dez anos a sorrir...
Não há como dizer,
Aquilo que não tem razão...
Todas as cores beijam em tom de azul,
Palavras que dançam em solidão
- E ganham a amplidão do verbete nu...
As distâncias dos polos inexistem,
No peito do poeta o magnetismo é um...
A poesia é perpendicular,
Certeira ao lugar-incomum...
Entre estorvos e (re)começos,
Da inação à Comunicação,
Agracia-nos com essências...
Uma a uma que abraçam e pingam... coram ação...
* Poema em homenagem aos dez anos do blog "O Equador das Coisas" - o presente ganhamos a cada postagem!...
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
De volta ao retorno de ir
O retrocesso é processo
E o carro atropela o tempo.
A jugular do relógio sangra tique-taques infinitos,
Findos são os dias de chuva,
Circulares o ciclo da desolação!...
O circo está em toda parte,
em toda parte tem palhaços
e todo mundo dá risada!...
E o combustível é transformado!... Superfaturado...
E o trânsito realmente flui sobre o céu...
E drones, tablets, biometria e(m) conformidade...
Realmente: o futuro foi drasticamente alterado!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Marili
Do pó são extraídas pérolas
Que perfumam telas com colares raros...
Mais alguns passos e o mundo todo rodopia,
Citando o poeta - aplausos para a arte do encontro...
A imensidão do mar que ensina o grumete,
A aula que nasce apenas do canto do olho,
Porque o ali é gigante!...
E o mar que ai ali... naufrágio com êxtase!
domingo, 22 de junho de 2014
Parabéns!
![]() |
| (presente de aniversário - ofertado) |
O livro "Declaração de Amor - Canção de Namorados" possui vinte e sete poemas selecionados pelos netos do grande poeta (e padrinho! rs) Carlos Drummond de Andrade.
Porque meu bem faz aninhos
Porque meu bem faz aninhos
um raio de sol dourado
entrelaçou mil carinhos
pelo céu, de lado a lado.
Um ramo de beijos ternos
balançava sobre os ninhos
entre miosótis eternos
porque meu bem faz aninhos.
Porque meu bem faz aninhos
o rei, o valete, a sota
mais a fada e os anõezinhos
dançaram samba e gavota.
A nuvem mais cor-de-rosa
enfeitiçou-se de gatinhos
de bigode à Rui Barbosa
porque meu bem faz aninhos.
Porque meu bem faz aninhos
eu ganhei um chocolate
que tinha sete gostinhos
todos do melhor quilate.
Hoje eu brinco, pulo, canto,
assim como os passarinhos,
e mais eu canto me encanto
porque meu bem faz aninhos.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Da chuva que inspira...
Aproveitando o tema... Vejam que linda homenagem:
![]() |
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Da senhora que toma sol...
Todo dia que é sábado passo pela casa : branca... cabelos, mãos, vibrações: "a senhora que toma sol"!
Sem alcunha e eu sem coragem!...
O trajeto é alegre... é o sábado, normalmente sábado... o sol brilha gostoso e o gelo é apagado. A "senhora" lá está: cadeira, portão, sorriso sutil... Chega a fazer cócegas!... Mal viro a primeira curva, uma vontade de escancarar os dentes... Nada... não... Nem uma palavra... "a senhora que toma sol" também toma vocábulos!... Balanço a cabeça como quem diz:
- Bom dia! Sabe... sempre a observo... parece-me ligeiramente triste... mas dá um não-sei-o-quê em mim!... Tem mais: o amor toma sol contigo!...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Afagos raptados! AMOR
I
Quero juntar meu olhar com várias emoções,
ferver minhas mãos com outras até senti-las doer,
perder as prisões que me acanham
e me enclausurar em detalhes que,para sempre, me inspirem.
(THOMAS ALBUQUERQUE. In: http://tasapreciacao.blogspot.com/)
II
Vou tecer um cachecol com teu gemido
Roubar as flores deste vestido
E replantar em mim o teu refrão
Eu quero ser a tua decisão...
E vou dizer, meu céu
This it:
Teu ponto de partida
é meu coração
(JAIR FRAGA. In: http://jairfragavneto.blogspot.com/)
III
O pulso do meu coração demarca o limiar das horas;
No não tempo em que bate arritmico dita as não regras...
Meu amor não tem tempo nem regras,
Acorda sempre para não dormir, vive sempre para não morrer.
Hoje apaixonado, calaram!
Mas digo sou inteiro,
Me sentindo mera metade
De algo muito maior!...
(SIDNEI CORDEIRO. In: http://alendalua.blogspot.com/)
IV
Ca(lar)
Minha casa
não é aqui
nem lá.
Eu moro dentro de você
e você dentro de mim
é qualquer lugar.
(ÍGOR ANDRADE. In: http://fugadointelecto.blogspot.com/)
V
Ao papel do tempo
não resiste, -
vento que insiste
em soprar os véus...
Eles vão caindo,
caindo...
E ela vai indo,
indo...
Paixão é imperativo, sim,
mas só o amor
sobrevive a gerúndios;
dizem...
(JU RIGONI. In: http://jurigoni.blogspot.com/)
VI
Não sei se do amor agora sou dono
Ou se ele faz de mim papel carbono
Com que extravasar em papéis a tinta
Que embora diáfana se enfraqueça
Tão logo me passe pela cabeça,
Exata chega a quem quer que me sinta.
As noites de sono foram embora,
Por ausente o sonho... que agora, enfim,
Desperta na cama ao meu lado – fora...
Assim... do lado de fora de mim...
(LEANDRO HENRIQUE. In: http://anjomalandro.blogspot.com/)
VII
o amor às vezes é ilha
que só se encontra
quando se naufraga
(GERALDO DE BARROS. In: http://semcatraca.blogspot.com/)
VIII
O melhor
do amor,
à minha maneira,
não é amá-lo
inteiro,
mas inteira
(RENATA DE ARAGÃO. In: http://docedelira.blogspot.com/)
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Afagos raptados!... SOBRE A POESIA
Eis que sequestro pequenas pérolas de grandiosos corações e aqui aproveito para compartilhar:
Pairam, voam e brotam
Maravilhosamente...
Mesmo quando a gente
Vaga por aí sem pensar.
(De Thomas)
Sente o pulsar e o atrito da caneta,
Que sobre o papel de manso transforma
A ampla planicie branca em paisagem.
Árvores e rios, amor e solidão, alegria e tristeza.
Sementes que germinam...plantação de sentimentos;
Vivos!quando mortos, adormecem no papel.
Em outro coração ressurgem, até que branca e lisa como de início,
Torne-se folha, caida em outono brando,
Aguardando nova primavéra.
(De Sidnei Cordeiro)
e se, Poeta, versas do vazio
ainda assim, sou mais que as emoções
ainda assim és nada em teus escritos...”
(De Osvaldo Fernandes)
mas ele veio assim, ao meio.
Que culpa eu tenho?
Fui obrigada a amá-lo
fazemos isso com os filhos
mesmo os rebeldes.
E continuo a parir outros
centenas de irmãozinhos pagãos
para os já excêntricos que me moldam.
Haja fios brancos e linhas tortas
para (d)escrevê-los.
(De Lara Amaral)
Em língua pensamento - vil
Em língua falada – torpe
Em língua vocábulo – como?
Signos significados símbolos
Intérpretes
Dicionário dissonante
Discrepante
Bailam palavras e sons
Máscaras ocultas incultas
Peixes voadores em saltos
Caíram no barco – diálogo.
(De Gi Moreira)
O verbo
Que não
Cala
E
Uma
Poesia
Em
ponto
De
Bala
No
Seu peito
Vou fazer
Revo-
lução. *
(De Jair Fraga)
Num poema morto
Sem nome
Nem autor
Encontrei-o
Caído
Prostrado
Na calçada
Enlameada
Aproximei-me
E ergui-o com cuidado
Para que se não desintegrassem
As palavras
Que nele estavam
Incrustadas
Li-o emocionada
Porque lhe senti o amargo
Do malogro
Que o matou
Só no fim percebi
Que o que ali
Jazia
Nas minhas mãos
Era um bilhete suicida
De um amor
Proibido
Que nunca foi...
... Levantei alguns poemas (trechos ou não) pelos quais me apaixonei cuja a temática POESIA encontrou abrigo... Leio carinhosamente os blogs dais quais sigo... Que estes acima sejam apenas representantes desse vasto universo lírico e encantador!
Abraços a todos!
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Flaviele
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Gole de amorida...
(Linda imagem por Flaviele Leite)Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos ! - (Clarice Lispector)
Amo-te e bebo-te!...
Bebida gelada -
Agregada: aquece!...
Canto e brindo à vida...
A vida... ida...
Tão somente a alcolizar-me de alegria...
Peito a pulsar, costuras na alma...
Já não sei se sou ou suo:
Líquidos segregados do que não (se) parte!...
quarta-feira, 17 de março de 2010
"Eu te amo", de Tom Jobim e Chico Buarque

Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.
O mundo em que este amor acontece não faz fronteira com o mundo externo ('Rompi com o mundo/ Queimei meus navios'), nem tampouco é limitado temporalmente ('perdemos a noção da hora', 'noites eternas').
(...)
Seguindo as estrofes da canção temos o seguinte padrão melódico: AB CD CD C. É importante notar, desde já, que esta é uma estrutura inusitada(...) temos uma estrutura assimétrica (...) O tema melódico das partes A e C é construído a partir de uma escala cromática, ou seja, uma escala que 'anda' de meio em meio tom. Nesta canção as notas estão portanto absolutamente coladas: não há espaço possível entre uma nota e outra. Já nas partes B e D, podemos observar a presença de diversos saltos intervalares: é a manifestação da disjunção, da descontinuidade (...)"
domingo, 7 de março de 2010
Para os amigos...

... Excerto em especial a meu amigo poeta que apenas começou a ler ;)
O Pequeno Príncipe...
Recomendo e releio!...
Abraços!
... que deixemos-nos cativar!...
"(...)O pequeno príncipe escalou uma grande montanha. As únicas montanhas que conhecera eram os três vulcões que batiam no joelho. O vulcão extinto servia-lhe de tamborete. "De uma montanha tão alta como esta", pensava ele, "verei todo o planeta e todos os homens..." Mas só viu pedras pontudas, como agulhas.
- Bom dia! - disse ele ao léu.
- Bom dia... bom dia... bom dia... - respondeu o eco.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho.
- Quem és tu... quem és tu... quem és tu... - respondeu o eco.
- Sejam meus amigos, eu estou só... - disse ele.
- Estou só... estou só... estou só... - respondeu o eco.
"Que planeta engraçado!", pensou então. "É completamente seco, pontudo e salgado. E os homens não têm imaginação. Repetem o que a gente diz... No meu planeta eu tinha uma flor; e era sempre ela que falava primeiro."
Mas aconteceu que o pequeno príncipe, tendo andado muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, descobriu, enfim, uma estrada. E as estradas vão todas em direção aos homens.
- Bom dia! - disse ele.
Era um jardim cheio de rosas.
- Bom dia! - disseram as rosas.
Ele as contemplou. Eram todas iguais à sua flor.
- Quem sois? - perguntou ele espantado.
- Somos as rosas - responderam elas.
- Ah! - exclamou o principezinho...
E ele se sentiu profundamente infeliz. Sua flor lhe havia dito que ele era a única de sua espécie em todo o Universo. E eis que havia cinco mil, iguaizinhas, num só jardim!
"Ela teria se envergonhado", pensou ele, "se visse isto... Começaria a tossir, simularia morrer, para escapar ao ridículo. E eu seria obrigado a fingir que cuidava dela; porque senão, só para me humilhar, ela seria bem capaz de morrer de verdade..."
Depois, refletiu ainda: "Eu me julgava rico por ter uma flor única, e possuo apenas uma rosa comum. Uma rosa e três vulcões que não passam do meu joelho, estando um, talvez, extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito poderoso..."
E, deitado na relva, ele chorou.
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - Perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs ele. - Estou tão triste...
-Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa - disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras?
- Procuro os homens - disse o pequeno príncipe. - Que quer dizer "cativar"?
- Os homens - disse a raposa - têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não - disse o príncipe. - Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível - disse a raposa. - Vê-se tanta coisa na Terra... (...)"
Trecho de O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry.
sábado, 19 de setembro de 2009
NINA
Menina guia da trilha,
De lúcidas amarelas pupilas.
Braços extendidos de bambus,
Pernas em pranchas... jiraus...
Moça marota de manhas,
Sentada na rede sonhas...
Pulseiras arteiras nos pulsos,
Brilhos e sussuros noturnos.
Sorrisos despertos, acordes domina;
És a bela Nina!...
quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Estive viajando... Eis que recebi um presente de uma amiga...
... Trata-se de um poema de Lya Luft que me inspirou...
... Posto, então, o poema da escritora e minha releitura, se assim posso chamar, uma vez que está carregada de sentires pessoais, como não poderia deixar de ser...
Nós nos amaremos docemente...
nesta luz, neste encanto, neste medo;
nós nos amaremos livremente
nos dias marcados pelos deuses;
Nós nos amaremos com verdade
porque estas almas já se conheciam;
nós nos amaremos para sempre
além da concreta realidade.
Nós nos amaremos lindamente;
nós nos amaremos como poucos.
Nós nos amaremos
no teu tempo.
(LUFT, Lya. Secreta Mirada)
A janela rubra vocifera trancas
E nós... nos amamos
Em cada canto, um refúgio...
Em cada abrigo, luminescências abrandam
No tempo d'água nos amamos
Nosso relógio: sem mostrador
Jarro de néctar pueril, saltos de sensações
Almas que se reencontram e se assimilam... saciaremos-nos
Nadine Granad
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Da gordura que cega, mas não mata...
Viva a substância graxa!
Graciosamente ausente no tecido adiposo...
... presente em gélidos olhos.
Viva o óleo!
Besunta calúnia e ego escabroso
... óleoduto - despeja em carvalhos.
Viva a gordura!
Excessos alentados, exaltado pelo teimoso...
... placas saturadas, distribuídas como baralhos.
Viva a insolubilidade!
A não homogeneidade no vaso receoso...
... veias para alma, sem atalhos.
[Substância graxa de óleo gorduroso insolúvel no substrato do olhar...]
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Ao Pardal

quarta-feira, 13 de maio de 2009
Poemeto sobre semente trazida por ventos recentes...
terça-feira, 21 de abril de 2009
À Giselda

Ao (à) Crisântemo






