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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Miragens na cidade

Os prédios que outrora estavam,
As casas que abrigavam,
As terras que deslizavam.
(Geram consequências...)

Estar já era menos presença,
Abrigo já era quase doença,
Deslize já era qualquer desavença...
(Vê-se o que não quer...)

Presença, quase um mal-me-quer,
Doença, quase origina novo flâneur,
Desavenças, quase lágrimas quaisquer...
(Mata-se pela ausência de reciprocidade...)

- Miragens na cidade?

segunda-feira, 13 de março de 2017

Aviso / Desabafo

Há algum tempo tenho recebido comentários como: "aceita parceria?", "ajude-me a divulgar?", "siga-me que eu te sigo".... Pensei em algumas vezes publicar os comentários e responder publicamente... Todavia, acabo repensando por dois motivos: a pessoa que escreve provavelmente não perderia tempo em ler a resposta e também não sou tão má a ponto de expor alguém que, às vezes, só precisa sentir-se lida...
Sim, gosto de saber que tem alguém "lendo-me"... Acredito na palavra que está tão na moda ultimamente: RECIPROCIDADE... Obviamente que se alguém me segue, acabo retribuindo... Sinceramente não é algo que peço... Desejo que as pessoas sigam se sentir que há "algo" aqui... caso encontrem de alguma forma abrigo e/ou familiaridade no que escrevo... 
"Metade de mim é o que eu escrevo, a outra metade também"... Utilizo um pseudônimo, mas a necessidade de expor, desabafar, utilizar-me de vocábulos para cuspir minhas inquietações têm sido a terapia que acredito... Ler vocês também alivia meu ser!... Nem sempre consigo comentar, mas sempre que posso leio aos outros como gostaria de ser lida...
Portanto, minha intenção não é vender poesia... Procuro viver poesia, respirar poesia, ser a poesia... logo, não sou uma mercadoria...
Beijos com minha pitada de amor:  =)