segunda-feira, 21 de julho de 2014

Transforme suas milhas em dinheiro

Não tive curiosidade de clicar no anúncio,
Mas achei um bom título!...
Bem disse: fico com o tesouro que a traça não come e a ferrugem não corrói!
Viajemos então...


Coffee Break X

Ele fuma o café e não adoça o cigarro...
E eu fumo seus olhos e bebo seu trago...
O café a dois é lareira no inverno!...

Curta o curto LIV

Os dedos congelados já não denunciam...
Mal apontam para o Sul,
Mal mandam para lugares efêmeros...
Vestem-se de luvas a humanidade!...

domingo, 22 de junho de 2014

Parabéns!

(presente de aniversário - ofertado)

O livro "Declaração de Amor - Canção de Namorados" possui vinte e sete poemas selecionados pelos netos do grande poeta (e padrinho! rs)  Carlos Drummond de Andrade.

Porque meu bem faz aninhos

Carlos Drummond de Andrade

Porque meu bem faz aninhos
um raio de sol dourado
entrelaçou mil carinhos
pelo céu, de lado a lado.

Um ramo de beijos ternos
balançava sobre os ninhos
entre miosótis eternos
porque meu bem faz aninhos.

Porque meu bem faz aninhos
o rei, o valete, a sota
mais a fada e os anõezinhos
dançaram samba e gavota.

A nuvem mais cor-de-rosa
enfeitiçou-se de gatinhos
de bigode à Rui Barbosa
porque meu bem faz aninhos.

Porque meu bem faz aninhos
eu ganhei um chocolate
que tinha sete gostinhos
todos do melhor quilate.

Hoje eu brinco, pulo, canto,
assim como os passarinhos,
e mais eu canto me encanto
porque meu bem faz aninhos.


domingo, 4 de maio de 2014

Simplesmente Dolly

A Dolly descansou no dia 01/05/2014, após 17 anos de muita alegria!...

A Dolly está em nossa família desde filhote e permanecerá em nossos corações!...

Embriaguez do sono...

Quando estou com sono,
É como estar bêbada,
Quando estou bêbada,
O 'pensar antes' está com sono...
Ele ergueu-se e tocou o céu com seus cabelos
E o céu desceu garganta adentro, e subiu
Porque a altura não permite quedas
A queda seria inevitavelmente antítese...
E, então, o jogador aguarda a copa
Eis que recebe a função:
- Retirar e lavar os pratos!...
Como se não bastasse, outras cuspidas...
Eis que subiu aos meus lábios:
- Depois de cinco anos não é mais companhia
É encosto!...
Parti para o sono dos injustos...

domingo, 30 de março de 2014

Polly

Hoje o dia acordou com sol, mas a Polly não latiu...
Hoje o dia choveu nos olhos da família da Polly...
Outra etapa, outra lembrança a ficar nos corações...

terça-feira, 18 de março de 2014

Desculpe-me, eu amo demais...

Sim, lamento...

Fragmentos do texto de Fabrício Carpinejar – “ELE VEIO DE CARRUAGEM, ELA ESPERAVA UMA CARRETA DE BOIS”
– Por que vocês se separaram?
– Ela explicou que eu amava demais.
– Amor demais? Tá de sacanagem? Aprontou alguma?
– Não, amei demais.
– Ninguém se separa por amor demais.
– Sim, ela se separou de mim por este motivo.
– Traição, ciúme, ressentimento são as causas mais comuns.
– Não, havia química poderosa. A gente ria muito. Os amigos enxergavam nosso contentamento. Admiravam nossa felicidade.
– Ria?
– Sim, de gargalhar, de doer de gargalhar. Bebíamos de noite conversando bobagem.
– Não faz sentido. Explica?
– Era muita surpresa para uma rotina. Casal perfeito, sabe?
– Sem filosofia, ela alegou o quê?
– Que era muito amor para uma mulher só, que ela não era o que eu idealizava.
– Você falou isso?
– Não, pelo contrário, eu falei que ela era muito melhor do que eu idealizava.
– Toda mulher deseja alguém por perto, romântico, com olhos somente para ela, não?
– Ela não gostava. Chamava de carência. Insistia para me controlar, amarrar as mãos, amordaçar a boca, não ficar em cima, dar espaço.
– Não tem cabimento... Tá brincando?
– Tem, sim. Amor demais. Eu lavava a louça antes dela acordar, eu a levava para o trabalho, eu estava à disposição de seus chamados.
– Ela ainda reclamava?
– Sim. Amor demais. Reclamava que não aguentava tanta pressão, que não conseguia respirar.
– Pressão de quê?
– Do meu amor demais.
– O que você pensava da situação?
– Nada. Estava feliz amando demais. Escrevia cartas e bilhetes, fazia declarações públicas, mandava flores, banquei serenata na janela, coloquei outdoor.
– Nossa, que estranho!
– Não é estranho, ela reclamava do amor demais. Ela se separou pelo amor demais. É muita expectativa.

Curta o curto LIII

Minha linguagem não verbal tem me deixado rugas...
E você não saber ler em braille!...

Curta o curto LII

Queria saber o antes quando por vezes nem sei se haverá depois...
Gostaria de ter certeza do agora, mas a ampulheta já não tem tanta areia...
Vês?  Nem eu...

segunda-feira, 17 de março de 2014

... Sobre o fato do UM não me ler e sobre o passado que me consome...

(Imagem retirada do Google)

Não sou lida!...
Não, não são as palavras!... elas estão aqui gratuitamente... quem quer degusta, quem não quer deixe...
É a pátria dos ditos que podem desdizer... porque a contradição é alavanca para o DIZcurso...

Sou toda uma leitura... minhas entrelinhas estão desnudas... mas há UM que não lê...
Estou em letras maiúsculas, mas talvez em uma língua difícil ... demais... pesada...
Meus excessos são para lentes de grau elevado, talvez...
Ou é um não ler da preguiça que devora os músculos... e tudo o que se quer é dormir...
- Mas sem sonhar!

Eu leio o passado nos olhos do UM e vejo minhas letras sumirem...
Surgem outras mais claras, mais sólidas, decididas...
O novo texto é velho, de um passado em que os artistas encenavam nas ruas...
De um passado em que tudo era amor, tudo era no diminutivo...
E as leituras eram diárias...

... Estou consumindo um pouco de dor de algo que não vivi!... não viverei e fico a especular...

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Também quero escrever o adeus de Thereza...

(foto tirada por Nadine Granad - "amigos na garrafa")
Thereza me deu adeus primeiro:
quando seguiu para o seu futuro
e em seu futuro não caberia uma colecionadora de figurinhas...
Thereza tem longas pernas,
longas para alcançar seu futuro
e em seu futuro ela consegue tudo o que almejou...
Tudo?! Eu torço... torço...
porque eu nunca disse adeus...

Também quero escrever o adeus de Thereza...
mas as palavras não saem...
A primeira vez que vi Thereza ela ainda tinha figurinhas
e como uma super cola, os lábios cerraram ao vê-las...
Não tardou, ela encerrou o assunto:
- Adeus, porque meu futuro a mim pertence...
... Seu atraso não acompanham olhos não-mais-cansados!...
E Thereza tinha cara de olhos cansados,
com cãibras por olhar para mesma direção...

Não pude conter, não quis evitar o adeus...
O futuro de Thereza parecia tentador demais,
grande demais para que eu pudesse acompanhar...
Fui buscar meu futuro com pernas curtas,
Sei que está lá em algum lugar,
E o faço timidamente, sem deixar meus trapos
sem substituir por seda, a seda é quase um sonífero...

Não há adeus de Thereza,
porque Thereza faz parte desses passos,
Thereza é o palácio em festa -
- mas um dia poderá voltar a ser casebre
que estarei lá, com minhas figurinhas!...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Limpeza

... Hoje vi poesia no olhar de uma aluna...
Deu vontade de vir e tirar o pó...