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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Coffee Break XXI

Mais um gole de café.
Pode ser que nem dê pé,
Já duvido até da catástrofe
Ao cantar em dó, mi e ré...
Bebida epígrafe,
Zona limítrofe:
Entre a acidez e a euforia da estrofe...
(Pausa finalizada)

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Da cigana em meus dias

O coração encanta,
em mantra ao sol,
somos sós,
somos sóis...
Sem saber a ordem,
no palpite não dito,
a desordem dos dias
fica a critério...
Pitadas de arco-íris,
luzes que sacodem,
arde o que já abrasa,
íris que oscila
olhar a vida remota...
Flor lilás que purifica,
a insensatez das horas,
a solidez da queda,
o andar cansado,
a música que não toca...
Lições das dúvidas,
energias da derrota,
cantos dos pássaros
- nota ao perdão...
Pelo deserto,
ser chuva,
ser o oculto a luzir,
o símbolo a significar,
fortaleza (ser)...
Fitas coloridas,
maçãs e cravos
desenham a pele,
segura a lua crescente...
E o coração canta
uma oração ao som do flamenco...


Para escutar:




domingo, 26 de fevereiro de 2017

A canção que não canto

Não sei cantar, mas minha alma insiste...
O ré desafinado é a dó do meu peito,
que pula sem ritmo e destoa em lágrimas...
A brisa nos fios rebeldes lembram o palco,
então a voz amarrada ecoa,
quase uma microfonia...
As letras emergem, microfones,
que talvez precisem de tomadas,
ou serem tomadas em versos...
Canto o que nem sempre meus lábios falam...
Canto alegrias e tristezas que me alimentam...
que fazem de mim quem sou...
Disritmias alavancam minha coragem...
Não é resiliência... são aulas de canto!