sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Canção da chuva mal-criada

(Imagem retirada do Google)

A chuva choveu,
molhou meu amor.
Nem beijo me deu
fez-me um favor...

Disse-me: molhas também,
afastas que é melhor.
Pensei: abraça-me meu bem,
saudade com poréns, tenhai dó!

... E a chuva cessou,
deu saltos o tempo.
Meu amor não secou
e a saudade: nublado firma/mento.

A chuva choveu com custódia,
pingaram canções de nostalgia.
Entoou sem prosódia,
virou o não-feito e o-que-faria.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Curta o curto XXXIV

... Às vezes finjo que não consigo abrir o vidro:
Só para vê-lo sorrir...
... E ambos com a sensação de dever cumprido!...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Une-ão

Ação: mãos!...
Reação: ebulição!...

Tão durão - feição, chorão...
Tão irmã - expunção, preocupação...

ÉLEão: -  fungação, garanhão...
ÉLAão: - atenção, coração...

... São UNEeÃO!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Curta o curto XXXIII

Se eu não o vejo...
... Cego-me e o resto:
É monocromático diante do caleidoscópio do estar lado a lado...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Lenda Tua

(Imagem retirada do Google)

Tu és corpo celeste e eu planta aquática...
Beijo delicadamente a água doce que toca seus pés;
Afago os cabelos lunares na imã-téria...
Tantas outras plantas... Mas eu tenho flor!..
Tu és todo tão... e eu quero ser tua...

Tu és luar... eu flor secular...
Rodeio n’água para alcançar-te;
Perfumo-me com brilhos que irradia...
... Sou vitória régia sem vencer... Sem reger!...
Ainda... não sei...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Curta o curto XXXII

Quer ajuda?
Quero!Mas amanhã...
E hoje a ajuda veio, amanhã não...
... A culpa é de quem viveu o depois!
Porque é mais fácil culpar o outro,
Do que re-fazer...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Curta o curto XXXI

Day after day é regador,
Já que amor é jardim...
Flor não é adorno de janela...
Tampouco fica [em] solitário à mesa...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Resenha: Um Artista da Fome - Franz Kafka

(Imagem retirada do Google)




 Enquanto meio de expressão e operação construtiva, o conto “Um Artista da Fome” é o indicado hoje. Franz Kafka soube, brilhantemente, trabalhar com imagens assumidas e recodificadas pelo discurso, originando um conjunto de elementos de apreensão muitas vezes difícil, dada a complexidade presente em sua obra.
Quando Franz Kafka expõe um jejuador profissional “trabalhando” e sendo admirado por algumas crianças:
“Maravilhando-se ante o homem pálido, de costelas salientes, que vestia justas calças negras e não tinha sequer uma cadeira, sentando-se na palha espalhada no chão (...) estendendo de vez (em quando) o braço através das grades, para que verificassem como estava magro” (KAFKA, 2007, p.3).
 Deparamos-nos, neste trecho, com a descrição do estado físico em que se encontrava o jejuador, atendo-se ao uso de expressões adjetivadas: “homem pálido”, “costelas salientes”, “justas calças negras”, para exprimir e destacar a situação do mesmo, assim como a ideia de condição inferior, buscada por si próprio. 
Kafka propõe até mesmo a desumanização do que, em uma visão exterior, seria humano, tanto é que coloca o jejuador em uma situação inferior, e porque não, animalesca, por ser portador de uma significação maior. 
O ABSURDO na obra de Kafka ganha dimensões sensoriais e emocionais...
Recomendo!

Nadine Granad.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"Ele" gosta desgostando...

(Imagem retirada do Google)
"Ele" não gosta dos poemas dirigidos...
(que fatalmente capta...)
... Mas será que à direção não têm atalhos ou desvios?
Será que não é um pouco de tudo?
Ou uma das minhas pitadas que muito temperam?

"Ele" não gosta de manha...
... Mas eu gosto das manhãs ao seu lado...
Será que é manha querer todas as manhãs?
Ou uma das minhas crises de TPM?
(fatalmente capta!)

"Ele" não tem paciência...
... Mas eu espero... e quase uma vida...
(capta?)
Será que ele tem pressa para viver e não para me vi-ver?
Ou eu quem não sinto sua ubiquidade?

"Ele" não gosta de pessimismo...
... Mas a insegurança, por vezes, não é gasolina?
Será que o não saber e esperar que saiba é temer?
Ou eu sou covarde porque sou um não-saber?
(captura.)

... Eu gosto d"Ele"...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Curta o curto XXX

Engraçado como 5 minutos podem ser 30,
Como também podem ser 1...
... A saudade toma mais tempo...
O ausente consegue roubar, à distância, mais que 30 dos 5 
- E eu não acho graça!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Curta o curto XXIX

O mesmo bordão usado para mais de dois,
não deve passar de um mero borrão?
Ou um mesmo bordão - dito a terceira pessoa,
não deve passar a borracha por cima?!

sábado, 9 de julho de 2011

Curta o curto XXVIII

Retiraram teu apêndice...
Poderiam igualmente retirar os primeiros capítulos
- Eu costuraria nova Introdução!

Curta o curto XXVII

Saudade é removedor
 - a es[correr] pelo meu coração de tinta!



Para S.F.C.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Já que não corteja... gotejo

(Imagem retirada do Google)



Somente a impressora fala...
As palavras acanham-se... o mundo e-muda...
Tanto sentir que implora meu grito,
- Lágrimas, diálogos, dias-longos!...
Mas não há, não há sem olhos abertos...
Cada qual sente como pode...
O sentido é não ter sentido para sentir...
E o que eu posso é escrever, mas não hoje!...
... A escrita longe aproxima... é perto, é perto...
E o que aproxima distancia...
Fogem-me o longe e o perto, tão breves!...
Papel impresso - imortalizam-se costuras!





* Perdi tanta coisa!...  Leituras em breve ;)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Indigente da Gentil Índia

(Foto por Flaviele Leite)



Um corpo mola-encolhida,
Restos de canjica
- Amanhecida como os olhos
- Amarelecidas como os lábios...

O indigente dorme, dorme,
Tranquilidade ingênua,
Falso sono reparador,
Posição fetal é resgate...

Carros de índia-gente e:
Pronto! Um problema social a menos!...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Curta o curto XXVI

Calça multicor, colete roxo -     maravilha,
... e tênis apalhaçado!
Ela pode porque mora lá...
Eu não posso porque moro cá!






*Desculpem-me a longa ausência para comentar ;)

sábado, 29 de janeiro de 2011

Curta o curto XXV

O contador somou juros, taxas... ali-cotas...
Fez do imposto imposição justa-a-posta...
E pouco causo foi contaDO!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sinto muito... sentires

(Imagem por Flaviele Leite)




A espera é cochilo tenso,
Dorme... não dorme...
- E o embalar nem sempre é macio!...
... Desculpo-te por não ter culpa...

... E a semana são os meses abandonados,
Passados escondidos em rachaduras,
Em uma estrada ansiosa que você cimentou...

Não, não lamente o que não pode,
Lamente o que poderia,
Lamente o MY-BE...
Que eu lamento tudo ser como não gostaria... hoje...

... Eu quem me desculpo,
Dez-culpo, diz-culpo...
São pesos atados às pernas...
Ando por/para-i(r)!