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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Da cigana em meus dias

O coração encanta,
em mantra ao sol,
somos sós,
somos sóis...
Sem saber a ordem,
no palpite não dito,
a desordem dos dias
fica a critério...
Pitadas de arco-íris,
luzes que sacodem,
arde o que já abrasa,
íris que oscila
olhar a vida remota...
Flor lilás que purifica,
a insensatez das horas,
a solidez da queda,
o andar cansado,
a música que não toca...
Lições das dúvidas,
energias da derrota,
cantos dos pássaros
- nota ao perdão...
Pelo deserto,
ser chuva,
ser o oculto a luzir,
o símbolo a significar,
fortaleza (ser)...
Fitas coloridas,
maçãs e cravos
desenham a pele,
segura a lua crescente...
E o coração canta
uma oração ao som do flamenco...


Para escutar:




quarta-feira, 7 de junho de 2017

Curta o curto LXXI

As maçãs de ouro geram guerras, ficarei com as podres...
Adubar a terra árida que por acaso (ou descaso?) deixaste...
As sementes já não produzem cianeto!...