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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Curta o curto XVI

Meu coração é jardim;
Aorta: Hall social;
Pensamentos: Salão de festas;
Sonhos: elevador...
Nossa! Sou condômino de Mim!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Boca com flores

(Belíssima imagem por Flaviele Leite)

Primavera Nos Dentes
Composição: João Ricardo/João Apolinário

Quem tem consciência para ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra-mola que resiste

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura a primavera

... E não tenho certeza do SER;
O verbo deveras me cala...
E o que antes, claro... hoje anoitece;
Palavras tecem os suspiros! 

Sem perder a candura... perde-se a cabeça!...
Achemos o caminho... a Pasárgada escondida...
A cama para que o desespero repouse...
Sua não-cabeça em mantos primaveris!...

Ó SER que não sabe sê-lo!
Que não sabe dos quereres;
Que nada sabe... mas a tudo sente!...
Carregai-me com as flores... em seus dentes!...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Texto: O lustre

(LEITE, Flaviele. IN: http://www.fotolog.com.br/flavielephotos)

No salão mãos cochicham,
Dedos timidos afagam-se...
Ariscamente o convite desabrocha,
Flor desenvolta a estampar rostos...
Iluminados pela música,
Dançam ao som do ilustre lustre!...
O prédio e o casebre;
A vila e a cidade;
Os extremos de um cordão envoltos por um só nó de luz!...
E a chama é carregada por ambos;
E a melodia enleva...
... A bela e fera:
São o um ante todos que dizem muito in vazio!...
Candelabro pendente;
Brilho lustrado, riqueza que adorna sem que se veja...
Lampadário dos opostos que se escolhem!...
Uma irradiação, sem muita certeza...
Movem-se pelo mesmo sentir...
Ainda tudo vale a pena!...
Beijo sela a noite de dança, de luz, de brilho, do lustre belo...
Dos ilustres conhecidos!...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Segunda parte - No divã - um 'eu' com 'eu'


... Meu coração é um vulcão... saída de matéria magmática... por vezes desativado... raramente ativo... A lava aquece o próximo... vira rocha ígnea em meu peito... Agora não... quero a lava para meu auto-aquecimento...

... Dentro dele tem um misto de emoções... fogos de artifícios de sentimentos... A certa altura podem explodir violentamente... ou simplesmente podem falhar... Explosões ruidosas... pequenos estalos...

... Meus sentimentos são, então, produtos de nuances... Que estranhamente me deixam estranha... sim, porque desconheço a origem dessa sensação... e porque me sinto descontextualizada...

... É.. estive com uma flor... não era crisântemo... era erva daninha... Nasceu espontaneamente... Sorri, reguei e ela morreu... excesso de água? não sei...
... Inço... alastrou-se rapidamente... destrui meu jardim de rosas... Mas trouxe-me sorrisos... A despedida... despede-se a ida... toda interferência em minha cultura abalou o meu ser... naufragou meu realismo... a raiz permaneceu...

No divã - um 'eu'


E o coração?
... No seu devido lugar...



Não, o que está dentro dele... como está?
... No seu devido lugar...



Não, não, o que você sente?
... No seu devido lugar...


[Impaciência]



Não, não, não, pombas!!! Quero saber do seu íntimo e você constrói uma redoma!!! Quer saber?!!! Fica no seu devido lugar que eu estou indo para o meu.
... Assim seja...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Alguns Registros Gerais...


Converso com flores... não, elas não me respondem... não o faço por ausência completa de lucidez... Mas sinto-me tão alegre diante delas que não hesito em dizer 'olá'... modo de extravasar a alegria e encantamento que sinto diante das simplicidades... naturais...




Aliás... gosto tanto de flores que normalmente exponho meu desejo de fazer fotossíntese... desejo íntimo de ficar inerte... busca incessante de buscar minha própria síntese... foto anulada pela inconstância...




Sofro de ansiedade... sem distinções temporais... o ontem, o hoje e o depois mesclam-se... é a imensa vontade que sinto de resolver o que Pandora libertou... Ansiedade que me tira o sono, mas que também me cobre de versos...




Digitais... esqueci algumas marcas... outras viraram estrofes... Algumas deixaram lições... Algumas impressões foram refeitas, remoldadas ou simplesmente expostas... basta colocar mais óleo no singelo lampião [apago-o com frequência... mas é tarde... a luz pode ser dura...




Meu R.G.= não tem números... algumas letras... muitas reticências... tenho um turbilhão de pensamentos e poucas palavras para exprimi-los...

sábado, 18 de abril de 2009

Léxico - afia


Procuro abrigo nas palavras.

Ponto. Curta assertiva.

Explicações, explicações... ouço aclamarem ao longe...

(ou será uma voz dentro de mim?)



O que sinto não é visível... não é palpável... nem compreendido...
... as palavras dão concretude ao meu silêncio... e meu silêncio não é indiferença...
É, pois, tentativa de sufocar tamanho sentimento...



Sinto amor... pequenas coisas me enternecem...
... um mínimo 'olá' convicto, sincero... desperta a imensidão de emoções que sinto...
... que me afogam... que faz com que eu pense na vida alheia como se eu fizesse parte natural dela...
... como se eu fosse o outro...
... como se eu fosse o vento em um dia quente que alguém aguarda ansiosamente... necessária...



Meu silêncio cobre as emoções como manta de lã...
as palavras tentam exprimir...confesso: nebulosamente... o que sinto...
Mas às vezes... muitas vezes... os pés ficam fora do cobertor...



As palavras me abraçam... me afagam os cabelos e eu durmo...
Quando acordo estão lá... e dizem baixinho: Nadine, Nadine... nós te compreendemos...
... acorde e abra a janela...
... e eu me recuso a abri-la todos os dias...
... porque espero que as palavras insistam...
... porque espero que o desconhecido entenda o que significa para mim antes de dizê-lo...

... e fico a aguardar os raios de sol em meus olhos úmidos...
O excesso de silêncio também pode me fazer chorar...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

ESSENCIALISMO DA ESSÊNCIA DESSA QUE VOS FALA...


Não sei quem sou ao certo... porque cada pessoa me olha com um olhar diferente... a redundância foi necessária porque há quem olhe com os olhos e há quem olhe com a alma...Talvez eu seja orvalho... com brilho, mas que poucos percebem...
Estou sufocada... gritar é pouco...

Então eu seja mero rascunho... Inacabado, a chuva molha e pronto... a folha rasga...Me perguntam o porquê das reticências ... É que faço de cada palavra um momento único de rereflexão... Ah, sei então que gosto das reticências... e dos neologismos... e das pausas que as virgulas proporcionam...e do olhar da alma...

Quem sou...
Hoje penso que sou alguém que já foi esquecida...
Então sou lembrança... boa ou ruim... depende de quem lembra... Mas se fui esquecida não há o que se lembrar...
Tolice a minha...logo, sou tola...

Sou aquela que tem a alma de uma poetisa angustiada, frustrada... e que vive num turbilhão de pensamentos...
Pensar é pouco... vivo intensamente tudo o que penso... porque para mim parece tudo tão próximo... tão real... Quero ser abraçada... viver de novo a alegria de ver as flores, só... sem motivo grandioso para sorrir...Agradeço o desprezo... faço dele minha inspiração... Mas tem horas... momentos... que não quero escrever... quero viver apenas...