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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ruga-ai!

(Imagem retirada do Google)
"Toda intimidade é ódio economizado"
(CARPINEJAR, Fabrício.Veneno , p. 272. IN: O amor esquece de começar)
                           
 A velhice pega-me de surpresa e bate à porta -
- quem abre é ele!...
Minhas rugas são aparentes e os parentes rugem...
E ele toca cada sulco...

As meditações têm auxiliado os desgastes...
E situações, presunções.. também!!!
Sinceramente, frutos de ações e inações já vêm podres da horta!...
E a aorta dele está torta...

... Quem sabe vou a Montevidéu e as rugas ao beleléu!!!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Tentativa sem regras: escrever sensações do hoje!

Hoje acordei querendo dormir!... Pensando em tantas coisas, histórias que já se foram, outras tantas que ao menos vivi!... Em vão tentei escrever sobre os sentimentos que desperta[m] em mim!...
Pensando, pensando, roendo unhas do amor que não tem medida, mas que há muito a poesia abandonou!...
Apaguei, reescrevi... O que transpiro? Ideias que me deixam insegura e assustada: bicho papão é/da vida!...
Queria poder dizer o quanto me alegra aguardar os sábados... aguardar o sono reparador... os “bom dia”... Não consegui... Inquietude não tão quieta... Suspensa no peito como balões...
Estilingadas seriam bem-vindas... ou apenas adiariam a vontade de dizer e não saber!?...
Longe de comparar... Comparo!... Tento me enganar, adiar o que quero gritar: não sei... e não saber me atrasa!... É... meu tempo é pontual!
Não sei o quanto... Não sei o tão longe... Li a alma de outrem... e a minha fica a ir ao encontro, depois volta assustada!...
... Voltar para as cobertas fica mais fácil do que saber que não é ou será igual... Saber que a vida possivelmente tenha se tornado mais séria, seca, talvez menos divertida!...
Dói!...
E medir o que não se mede soa para mim... no momento... como pedir para as flores não morrerem!... Não sei... não entenderá... Mas para mim o escrever compreende!...
Passarinhemos... à Quintana!

Passou!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ansiedade em pétalas...

(Foto de Flaviele Leite)


Hoje estou ansiosa!...
Poderia encerrar assim, sem pormenores...
Deixemos a ferida cicatrizar...
Inalemos o perfume da flor...
...Quando a mesma banhar-se plenamente de sol!...

... Mas o desejo de gritar não pausa meus dedos!...
Grito [en]surdo[dor]...
... E as reticências não colocam fim:
Branco alheio que me arranha!...
Sabes? Pudesse saber...
Só sei que a lacuna é sentida,
Que a sentida cutuca,
Que os olhos nos olhos incomodam...
Oras, se incomoda refletes...
Se refletes... age!
Assim aguardo...

Atenciosamente, SAUDADE!...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Há tempos não canto amor...

(Foto por Flaviele Leite. IN: http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl)
Amor é rosa instável que ora perfura, ora perfuma;
Sorrateira, domina veias, de duas aortas, deixa uma.
Flecha que tange em um corpo já oco;

O que nos fere, depois adere e centímetro é pouco!...

Eu amo e cantar basta ao meu coração;

Sou amada e sentir é a certeza-explosão!...

sábado, 6 de março de 2010

Sobressaltos incoerentes... ou sim...

(foto por Flaviele Leite. IN:http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl)

Queria que você lesse últimas palavras...
Queria que você lesse minhas últimas palavras...
Queria que você me lesse...
... E ainda assim, escrevo sabendo que sou eco vazio...
Reflexo da sombra que quis ser sombra...
Se és sombra de si mesmo...
Sou sombra ansiosa a carregá-lo para o sol...
Fraquinha... cof cof...
... Tosse ruborizada por não suportar;
Engasgada para ser lida com olhos carregados de amor!...
Rascunho poético da insistência!...
Até quando!...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Alguns desabafos...

(Foto tirada por Flaviele. IN: http://www.fotolog.com.br/flavielephotos)

A foto é linda!
... E acredito veemente que cada momento capturado conversa com nosso estado intrínseco!... Diálogo entre coração, mãos, olhos... sinestesias que batem papo com chá!
Hoje chove, dentro e fora... Quisesse não dormir para ver o sol nascer!... E é engraçado como o cinza lá fora atinge-me por dentro!...
Ignorem a confusão... ou não, já que é assim que estou hoje...
Não sei explicar, mal sei expressar em poesia o turbilhão que passa cá dentro... Sei que tem dias que acordamos [se é que poucas horas de sono podem ser consideradas SONO] tão desgastados que queremos poupar pessoas...
... Então vivam as palavras!...
Se não fossem palavras, talvez cuspisse... rs...
... Escarrar dúvidas, anseios, não-compreensão... Bem, antes de cuspir pensei cinzamente [sim, incorporando a cor] que erro ao desejar que leiam-me nas entrelinhas!... Ao desejar ser um livro com gravuras que qualquer criança diz: olha lá, a personagem está incomodada... está assim, assado...
Raios de afeição disseram-me: Não erra por enxergar mais... não erra por repensar!... Apenas aqueça-se... e aqui venho despejar pitadas de lã...
Vamos costurar?!

sábado, 16 de janeiro de 2010

... do redpower...


O vermelho da veia pulula...
Olhos, dedos, cabelos...

Tudo avermelhado,

Tudo pulsando...

Vida vivendo...

Vivices sangrando tal meninices...
No mais poético dos pleonasmos!...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Lista lunar


(LEITE, Flaviele. IN: http://www.fotolog.com.br/flavielephotos/41605778 )

1- Estou sem saber dizê-lo!
2- O não sei e o cansei,

3- Há pensamento, sem meio de fazê-lo!

4- Nem sempre o que encontro, procurei...

5- Cansaço não dele, daquilo ou disto...

6- Um não saber daqui, um cansei dali...
7- Dúvida a martelar... "não" quisto
8- Não se manda na razão;

9- Certeza em desconfiar sem acreditar!

10- Não se ordena o tempo todo o coração,
11- Das fases, qual delas melhor ministrar?
12- Da metade, fica-se o minguar;
13- Do cheio, o vazio... o nada está iluminado
14- Desejo de destaque, tende a aumentar...
15- Não é do todo que me faço metal lapidado
16- Velhice retrograda... meninice que desponta;
17- Cresce-se, sobejos que se quer dividir...

18- O céu impõe limites, meu ímpeto afronta;
19- Em um eclipse, resta-me partir!...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Algumas ideias sufocadas... I

Como consta na definição do blog... ideias sufocadas!...

Muito do que eu escrevo não segue a saudosa métrica clássica... ou simplesmente não é encarado como poema por sua estrutura deveras desestruturada... Que tenha poesia!...
Não digo da forma... refiro-me (sempre) à essência!...
... Muito embora eu seja a sombra de outrem... estou em cada palavra!... E antes de cada palavra, sou eu que 'humanamente' sinto vontade de cuspir nesse espaço palpitações nem sempre físicas!...

E hoje venho para escrever que brotou uma lágrima cardíaca!...
Muito provavelmente a imagem seja difícil... áspera... soa quase como uma fantasia de uma aprendiz de poeta que se abriga em linhas tortuosas e em milhares de reticências...
... Se há o ato de umedecer a conjuntiva, a córnea... digo, pois, que os olhos do peito não ficam imunes de poeira e corpos (nem sempre) estranhos...

... E como uma criança em um dia tempestuoso... quer uma mão para segurar, um cobertor para cerrar os olhos e dormir... Ignorar completamente os relâmpagos e trovões que insistem em bradar...
... Quando não há mãos, cobertas, o ignorar... há o temor... há a lágrima a escorrer do músculo...
... Aqui deixo um cadinho de sal puro...
... Sigo... Há quem torça para que lágrimas não cessem...
... Todavia... Há quem torça para que as lágrimas sequem!...
... Para esses
o coração pulsa embalado pelo frevo...

domingo, 13 de setembro de 2009

Breve desabafo em uma madrugada...

  • ... Palavras têm faltado!...
  • Estou com sentimentos a SE conversar...
... a cuspirem milhares de novelos... Nós inevitáveis!...
  • Estou com pulsares a me deter... a parar mãos...
  • ... Por vezes deixo de respirar... a ideia: confusa e deseja assim estar...
  • Sou garrafa, pedido de socorro...
... Ou então apenas folha seca que o vento leva e por vezes desejo saber onde vou... Impossível!

  • Que o vento leve-me então... E voou... estou... amo!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Um sujeito entra no ônibus...


Quero entender...
entrou cambaleando, zero de embriaguez... mas torto, descordenado.
As pessoas o julgaram:

[doido, alienado...

Eu apenas observava:

sem rir, sem sobrancelhas arqueadas

Olhava atentamente:

[sem ideias prontas, limitadas...

Próxima parada...

desconhecidos que descem apressados

[ele lá, objeto de escárnio, dançando, caçoado
E eu aqui ... com olhar indignado

Ônibus vazio...

com sua PSIQUE em mãos e sua alma invisível senta-se ao meu lado

Suado, exausto, não queria ser compreendido...

[anseava minimamente ficar ali sentado.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Alguns pensamentos cotidianos...



... Olho para o piso próximo a pia...
conto quantos cantos tem cada quadrado...

... Não vejo como mania, vício ou vislumbre...

vejo como oportunidade de prestar atenção a pequenos detalhes

... Vejo uma formiga, caminha faceira...
pequena, ligeira...
foge de pés desatentos

... Várias formigas pertubam, protestam...

uma formiga: sem manifestos, panelas em seus devidos lugares

... Ela sai por uma fresta, fico com a indignação de perdê-la...

assim perco meus cálculos, perco minha política, perco minha formiga

... Minha porque no instante que a vi livre, passei a ansiar aquela liberdade...
sentimento humano verde, sentir sem sentido
... Ela partiu carregando minhas partes mais desejosas...

vontade de caminhar nos cantos dos pisos

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Segunda parte - No divã - um 'eu' com 'eu'


... Meu coração é um vulcão... saída de matéria magmática... por vezes desativado... raramente ativo... A lava aquece o próximo... vira rocha ígnea em meu peito... Agora não... quero a lava para meu auto-aquecimento...

... Dentro dele tem um misto de emoções... fogos de artifícios de sentimentos... A certa altura podem explodir violentamente... ou simplesmente podem falhar... Explosões ruidosas... pequenos estalos...

... Meus sentimentos são, então, produtos de nuances... Que estranhamente me deixam estranha... sim, porque desconheço a origem dessa sensação... e porque me sinto descontextualizada...

... É.. estive com uma flor... não era crisântemo... era erva daninha... Nasceu espontaneamente... Sorri, reguei e ela morreu... excesso de água? não sei...
... Inço... alastrou-se rapidamente... destrui meu jardim de rosas... Mas trouxe-me sorrisos... A despedida... despede-se a ida... toda interferência em minha cultura abalou o meu ser... naufragou meu realismo... a raiz permaneceu...

No divã - um 'eu'


E o coração?
... No seu devido lugar...



Não, o que está dentro dele... como está?
... No seu devido lugar...



Não, não, o que você sente?
... No seu devido lugar...


[Impaciência]



Não, não, não, pombas!!! Quero saber do seu íntimo e você constrói uma redoma!!! Quer saber?!!! Fica no seu devido lugar que eu estou indo para o meu.
... Assim seja...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Alguns Registros Gerais...


Converso com flores... não, elas não me respondem... não o faço por ausência completa de lucidez... Mas sinto-me tão alegre diante delas que não hesito em dizer 'olá'... modo de extravasar a alegria e encantamento que sinto diante das simplicidades... naturais...




Aliás... gosto tanto de flores que normalmente exponho meu desejo de fazer fotossíntese... desejo íntimo de ficar inerte... busca incessante de buscar minha própria síntese... foto anulada pela inconstância...




Sofro de ansiedade... sem distinções temporais... o ontem, o hoje e o depois mesclam-se... é a imensa vontade que sinto de resolver o que Pandora libertou... Ansiedade que me tira o sono, mas que também me cobre de versos...




Digitais... esqueci algumas marcas... outras viraram estrofes... Algumas deixaram lições... Algumas impressões foram refeitas, remoldadas ou simplesmente expostas... basta colocar mais óleo no singelo lampião [apago-o com frequência... mas é tarde... a luz pode ser dura...




Meu R.G.= não tem números... algumas letras... muitas reticências... tenho um turbilhão de pensamentos e poucas palavras para exprimi-los...