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domingo, 2 de abril de 2017

Colombina de asfalto


... Eu que sempre preferi Pierrot,
Notei-me roubada,
O Arlequim me furtou!

As lágrimas negras escorrem,
Antes de tocar o chão,
Nas estrelas morrem...

No asfalto quente um palhaço dorme,
Uma escrava chora,
Um ladrão corre...

O primeiro semáforo nos congela,
O conto vira riso,
Tudo termina em novela!...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Curta o curto LV

Eu sou... e não existe nível morto que habita em mim!...

OBS: Qualquer hipérbole é pequena para expressar meu pranto.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

IN-direta 1

Quando eu perder o chão e deixar que as lágrimas corram,
Não deixe a dor passar - aceite o panfleteiro insistente no semáforo -
Abrace-me que eu prefiro o amparo das paredes!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Já que não corteja... gotejo

(Imagem retirada do Google)



Somente a impressora fala...
As palavras acanham-se... o mundo e-muda...
Tanto sentir que implora meu grito,
- Lágrimas, diálogos, dias-longos!...
Mas não há, não há sem olhos abertos...
Cada qual sente como pode...
O sentido é não ter sentido para sentir...
E o que eu posso é escrever, mas não hoje!...
... A escrita longe aproxima... é perto, é perto...
E o que aproxima distancia...
Fogem-me o longe e o perto, tão breves!...
Papel impresso - imortalizam-se costuras!





* Perdi tanta coisa!...  Leituras em breve ;)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Do choro choroso...


O choro toca, balança,

Não cansa... Agita...

... Lágrimas plangentes no salão...

Coração é mais tantan que tuntun!...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

LESTE


Sinto-me a última... Não que eu queira ser a primeira...
... Mas gostaria de ser única!...
Não que eu me encare como ser raro...

... Mas gostaria de fazer a diferença...

Indiferente da posição ocupada...
Ser o alguém pelo qual possam chorar sem medo do ridículo...

... Sou ridiculamente um eu que mergulhou... e quer voltar para a segurança do leste...
... Mas não controlo mais... Last... voo ao norte ainda...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Fase morta, sem muito o que dizer... lagarta de mim...


"Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu..." (Chico Buarque)

Sol... não vem só...

Nuvem: Chuva ou bom tempo, Mario?

Aqui... chove!...

Deixemos molhar...

Escoem as dores que não se vê...

Filtrem a mágoa que não se crê...
E a borboleta... Volta a ser lagarta?

Não há almofada de seda...

Estou largada, atada... fiz-me empalhada...

Há muros cegantes...

Até mais, viajante!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dessabor


Dia enfadonho
Lágrima gratuita
... sem gosto!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

VERSOS DO CINZA DO DIA


Dia cinza... e dedos quentes a digitar;
Palavras de camomila espargem;
Quisesse acalmar meu ser a gritar;

Pudera ver-te em minha vida, folhagem.


Incessante luta do pensamento...

Não, já não te esqueço... audaz tormento...


A insônia apontando você

E o coração aqui... tão dentro;

Resignado... perco-o sem buscar o porquê.


Sou fragmentos a bombear... o que se divide

Um dia nublado... e o não saber que envide...


Em linhas invisíveis desenho passos ;

Trilhas que segues de olhos fechados...

Tinjo monocromáticos erros crassos -

Colorir, modificar... adornar o encerrado...

As luzes se apagam... dormir, não poderia

Tateio lembranças do que poderia...


Sentir que será nosso esse chão multicor...

O relógio canta minha hora, caminho...
Camomila atua... sonífero de doce odor

Repouso dúvidas... você: cinza e sozinho.


Nômade de emoções atiradas ao vento
Residências longe da felicidade... sem rima final...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Canteiro de tecido lírico


(Imagem retirada do Google)



Dor fina do gérmen ausente...
Terra adubada, chuva escassa.
Em segredo: canções tristes;
E me inundo de melancolia.

Coso enternecida poesia
Arremato, passo, não lavo.
Bordo pérolas, visto-me;
Frio acalentado, algumas rosas despertam...

Semente pérfida - perece.
Gestos silentes - crescem.
Jardim ávido - esqueces.
Palpitações vãs - padecem.

Ao semear e coser;
Sementes maviosas destacam-se dos meus olhos;
Escorrem frementes,
[terra umedecida.

terça-feira, 11 de agosto de 2009


Poema em parceria com Jair Fraga...
... Obrigada amigo poeta!

Versos Na Água

Alguns versos caem na água;

Tu que me lês reflete-se...
E no teu sonho imagina

Como poderiam flutuar em seu rio...

Acharás-lhes beleza sequiosa?

Fará parte do ciclo hidrológico?

Lavará sua alma com poesia?
Ânsia incontentada, banhada.


Alguns versos me saem nas lágrimas

Vão escorrendo em minha face

Experimento-me enquanto o tempo

Dá uma forma, um disfarce


Você me pergunta quem sou

E o que quero com isso

Você me pergunta por que e para onde vou

Acaso pensaste que sou apenas

Uma tinta fresca que num belo dia

Dormiu e acordou poesia?

E a água leva meus versos

E os versos refletem em olhares serenos

E tu ignoras os respingos
Que molham suas vestes opacas e incoerentes.


Perguntas não respondidas em tardes úmidas.

Tu ignoras a poesia que insiste em lavar,

Alma,

Afagos,

Vidas não vãs...

Os versos... Os versos naufragam...

sábado, 27 de junho de 2009

Sonholenda... dormências...


Na estalagem justafluvial... peregrino audaz repousa...
Andarilho errante... cupido adormece...

Perdida... me congelo diante da janela do seu quarto... enterneço-me...
Olhar aveludado, inspeciono cada aresta... tocar, minhas mãos ousam...

Incauta... inebriei-me com sobejos do elixir das setas...

Líquido de aparência inócua... agente agressivo...


Banalidades... configuram-se afeições intensas...

Lágrimas candentes brotam... soluços, domino...


O forasteiro não encontrava abrigo... escolheu se hospedar onde eu me desencontrava...

Desconhecia a embriaguez com o bálsamo de suas flechas...


Min'alma pairava pelo infinito... meu coração era rio...
Afã de ter embarcação entre as espumas...

Recifes rasgam as águas... corro... fuga da dor...


Shakespeare: mais um sonho de uma noite de verão...

Fico com outra opção: rubra flor de perfume AMOR.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Prece ao Nãoamor II


Compadeça-se... Cegue-me...
... Coloque um véu em meu âmago...
... porque o sentimento êmulo insiste em afagar minha essência...

Acostumo-me com a imagem do nada...
...vazio, incompletude... com o choro afônico...
... e tão... tão toante... tão dentro, tão eu...

Traga-me o rum da neblina...
... Permita-me que eu ainda assobie a velha cantiga...
... mas que velhos sentires sirvam-me de adubo...

Desconsidere toda a prece se eu chorar estridente...
... Se eu anseiar compartilhar, sofrer, sorrir...
... entregar minha vida em mãos alheias... querer o pouco...
... o nada ser preenchido por muitos poucos...
... suficientes para que cada dia seja festa...


LÁ

GR

IMÃS

sábado, 18 de abril de 2009

Léxico - afia


Procuro abrigo nas palavras.

Ponto. Curta assertiva.

Explicações, explicações... ouço aclamarem ao longe...

(ou será uma voz dentro de mim?)



O que sinto não é visível... não é palpável... nem compreendido...
... as palavras dão concretude ao meu silêncio... e meu silêncio não é indiferença...
É, pois, tentativa de sufocar tamanho sentimento...



Sinto amor... pequenas coisas me enternecem...
... um mínimo 'olá' convicto, sincero... desperta a imensidão de emoções que sinto...
... que me afogam... que faz com que eu pense na vida alheia como se eu fizesse parte natural dela...
... como se eu fosse o outro...
... como se eu fosse o vento em um dia quente que alguém aguarda ansiosamente... necessária...



Meu silêncio cobre as emoções como manta de lã...
as palavras tentam exprimir...confesso: nebulosamente... o que sinto...
Mas às vezes... muitas vezes... os pés ficam fora do cobertor...



As palavras me abraçam... me afagam os cabelos e eu durmo...
Quando acordo estão lá... e dizem baixinho: Nadine, Nadine... nós te compreendemos...
... acorde e abra a janela...
... e eu me recuso a abri-la todos os dias...
... porque espero que as palavras insistam...
... porque espero que o desconhecido entenda o que significa para mim antes de dizê-lo...

... e fico a aguardar os raios de sol em meus olhos úmidos...
O excesso de silêncio também pode me fazer chorar...