sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Rascunhos encontrados no lixo...

Rascunho 1
Por sorte não liguei,
Por sorte não ligou,
Preciso desligar-me de mim para ligar para alguém...

Rascunho 2
Ela quer um amor grande quanto o que ela sente... Está só, por enquanto a dança é um break, depois vira valsa...

Rascunho 3
Mentiu, tem mágoas incontroláveis que viram pesadelos...
Muitos anos e um segundo para decidir fez com que o tempo de perdoar expirasse...

Rascunho 4
Mentiu para si mesma, culpa-se ainda... embora todos lhe digam o oposto...
Queria não ter aberto o peito... a costura é com linha fina...

Rascunho 5
Mentiu para todos, os rascunhos são frescos...

domingo, 20 de novembro de 2016

Para uma boa semana!


Show do Alceu Valença (19/11/16)... Assisti-lo de perto, simplesmente lindo!
Precisava, pois pensar, pensar, pede dançar conforme a música...
Prometo essa semana colocar as leituras dos blogs em dia ;-)

Boa semana!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Curta o curto LXII

A coragem é ovacionada na decisão, mas a vitória pertence ao repudiado...

domingo, 6 de novembro de 2016

Antes do cochilo

Nem sempre pensar, pensar... é preciso dormir também...
A semana ré-inicia e o que mudar?
Nós com nós... desatar a caminhada rumo à evolução...
Vamos à ação?

sábado, 29 de outubro de 2016

Sobre a paz que procuro...

(...)Ela já acreditou no amor, mas não sabe mais
Ela é um disco do Nirvana de 20 anos atrás
Não quer cinco minutos no seu banco de trás
Só quer um jeans rasgado e uns quarenta reais
Ela é uma letra do Caetano com flow do Racionais
Hoje pode até chover, porque ela só quer paz(...)
Projota - Música: Ela só quer paz - Clique aqui para ouvir!



Dormir, acordar no horário,
O sono é embalado pela sensação de que fez o melhor
E não pensar em "se"...

Levar-se pelas marés, sem afogar-se...
Boiar no que é bom, jogar os pesos...
Ficar leve com o que foi feito e decidido por outrem...
O outro fez um favor, aceitar dar as braçadas...

Não buscar justificativas, ficar com o agora...
Deixar o depois para amanhã e ainda sim conviver com a urgência, sem pressa...
A sensação de dever cumprido...
Essa é paz tão sonhada!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A SEPARAÇÃO DEVERIA SER UMA CONSTRUÇÃO A DOIS - POR FABRÍCIO CARPINEJAR

Se a paixão é uma invenção a dois, com troca de projetos e planos, a separação não pode continuar sendo uma decisão unilateral.
Não pode seguir como uma intervenção egoísta. O que costuma ocorrer é um desabafo desinteressado: "Não quero mais, e que cada um siga seu caminho". 
Toda uma história em comum é jogada fora.
Quem começou a brincadeira deve ter a coragem de terminá-la, e não sair no meio porque acabou a vontade.
O fim também precisa ser uma construção do casal, e não somente para casais com filhos.
É essencial sentar frente a frente e entender o que aconteceu de errado, avaliar as crises e rupturas, descobrir onde a lealdade desanimou, onde o remorso se agigantou.
Ser um casal também na despedida, partilhando as lembranças e a autoria dos problemas.
Talvez venha a nascer, da compreensão, a amizade e, quem sabe, o renascimento da atração.
Reunir-se com calma e carinho para expor o que não funcionou, e para experimentar um luto menos sofrido, com a distribuição dos lugares a frequentar e modos de interagir.
Sou favorável a uma última viagem do par que está se afastando. O contrário de uma lua de mel.
Ao definir o término, os dois tirariam uma semana de folga para ficar uma semana relaxando e dormindo no mesmo quarto, trancado num resort.
Assim como existem cursos de treinamento profissional em hotel, fariam um destreinamento sentimental, destinados a resolver as diferenças e não respingar ódio e raiva entre os amigos e conhecidos.
A dupla atravessaria uma imersão amorosa forçada, férias de ruptura, para passar a limpo o relacionamento. De preferência num lugar bem bonito, uma ilha paradisíaca, em que os hóspedes são enamorados e dispostos.
Não haverá melhor teste de resistência. Ambos vão tirar uma febre se realmente desejam permanecer longe, ou se era somente uma fase triste de cansaço e estresse, o que chamo de blecaute de personalidade.
Com outros casais por perto, estarão sujeitos ao extremo dos sentimentos, vulneráveis à nostalgia, à inveja e à angústia.
Haverá ainda crises de ciúmes em caso de amor sincero (Onde esteve? com quem estava conversando?) ou de indiferença na hipótese de rompimento verdadeiro.
Será que suportariam café na cama e jantar à luz de velas? Será que resistiriam a uma praia ensolarada? Será que sobreviveriam a uma rodada de drinques coloridos e afrodisíacos? Será que não cederiam às tentações da recaída em ambiente romântico?
Pois, quem quer se afastar, não dará a mínima ao luxo e ao conforto, estragará qualquer cenário com sua implicância.
Mas aquele que, por dentro ainda está casado, verá no desfecho mais uma esperança de ser feliz.
Terminar é também se entender e se fazer entender.

domingo, 23 de outubro de 2016

Sobre o parentesco...

Difícil... quem disse que não seria?
Os maiores testes precisam ser enfrentados no nosso próprio lar, no conforto do teto encontramos a angústia do convívio, as diferenças que podem ser indiferenças para uns, lágrimas para outros... 

Embora transmitam uma verdade que é rara nas ruas, transitam pela curva do estresse, com doses de incoerências engolidas a seco... Algumas vezes temos direito à água... outras não podemos desistir, não baixamos a bandeira, apenas a lavamos e reerguemos mais alto, gritamos mais alto... No duelo de grito todos perdemos a voz...

Não é possível que seja um eterno agora, certamente houve um antes... esse antes pertence ao nosso presente que determinará nosso futuro... Estamos em uma escola diária e quem preenche os diários somos nós mesmos... Escolher sofrer, magoar-se, rir ou relaxar são avaliações duras...

Facilmente corremos para a força materna, os conselhos paternos, os ouvidos ou piadas fraternas... Dificilmente será apenas perfume... os diferentes odores nos dão força para evoluir...

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Mensagem nunca enviada

Sabe os meus planos? Os seus viraram nossos...
...E meu desejo de ser mãe antes dos 30, de cozinhar para você, usar mais a máquina de café, recebê-lo feliz do trabalho?!... Pois é... você não se culpa, mas quantas vezes chegou estressado e deixou-me isolada? Quantas vezes deixou de regar o amor que dizia ter plantado?
Sou mãe solteira de um bonsai que mostra o quanto foi bom e o quanto pode melhorar... Está com novas folhas, mais vida... Eu rego todos os dias... Pensei em você ao escrever, pensei na sua felicidade em estar só e poder ouvir meu oi, sua culpa mais leve e eu sem culpa... Acabaram os caracteres, fica a amizade...

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Sobre o acaso...

Recebi de uma amiga, durante essa semana, um link de um texto que citava três tipos de pessoas que encontramos na vida: presente, lição e teste. Resumidamente, falava que:
1 -  a "pessoa presente" é aquela que amamos, que nos traz coisas boas;
2 - a "pessoa lição" é aquela que nos ensina, com quem aprendemos e evoluímos, seja pela dor ou amor;
3 - a "pessoa teste" é o desafio, a pessoa que bagunça nossa vida para encontrarmos a nós mesmos.

E tudo isso para dizer que cada encontro que temos em nossa vida tem um propósito!... Eu acredito nisso, que nada é por acaso, tudo acrescenta e nos ensina...
Embora eu possa ter pensado encontrar apenas relacionamentos testes, posso dizer que, apesar da mágoa (probleminha difícil e que preciso superar), sinto que já fui premiada com uma pessoa presente e lição (após passar por uma pessoa teste)...

Não estou mais nesse relacionamento, mas aprendi tanto, amei tanto... Ganhei um "melhor amigo", ouvidos pacientes e um companheiro de aventuras inesquecível!... Penso que, provavelmente, fui apenas o teste, ou a lição... Porque não sentimos o que o outro sente, sei que dei o melhor de mim, mas o nosso melhor nem sempre é o que o outro espera... De repente, o outro precisava apenas do teste, para conseguir seguir com seus planos que não envolvessem ninguém.

Não, não fico feliz em ser quem bagunça e já não me culpo mais... Fui uma pessoa inteira que quis uma pessoa inteira, mas o papel que desempenhamos na vida do outro ganha pontos de vistas pessoais... Espero, ao menos, ter sido em algum momento presente e ter deixado lições...

Quem sabe agora venha apenas o presente... Pelo menos temos de viver o presente e ter a certeza de que há um propósito que nem sempre compreendemos no momento...

Microconto V

Era tão desastrado, mas tão desastrado que foi esmagar o coração alheio e acabou tropeçando no próprio!...

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

*** Postagem retirada do blog que sigo***

Os passarinhos cantam que:

Você é isso...



"Tudo que você possui pode ser perdido, pode ser roubado, pode ser removido. 
No fim, a morte separará você de suas posses. 
Somente aquilo que você se tornou não pode ser removido. 
Nem a morte o separa disso. Você não tem isso, você é isso." 

Osho


Retirado do lindo blog: http://passarinhosnotelhado.blogspot.com/#ixzz4NN0Pi1bi

Curta o curto LXI

O escarro precede o cuspe... às vezes...

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Sobre algumas cartas...



Sempre escutei/li poemas de Fernando Pessoa (Álvaro de Campos), prendendo-me aos versos: "Todas as cartas de amor são ridículas"... Bom, não consigo parar de pensar nos múltiplos significados depreendidos...

Depois, pós-muitascoisas-chaticesdiárias, fiquei relendo algumas cartas... Puxa! Engraçado como soam vazias depois de um tempo... soam ridículas, promessas que se desfizeram na primeira crise!... O poema soa uma profecia que se perpetua...
E mais engraçado ainda deve ser a compreensão da relevância delas por parte da geração e-mail, WhatsApp, Facebook... (Sim, ainda as escrevo...)

Sou uma ridícula nata, tenho talento para tal, inclusive valorizo as cartas ridículas alheias... Poderia, talvez, inscrever-me em uma nova vaga de emprego: crítica de cartas de amor... Certamente aprovaria todas!... Cada sentimento é único, marcado por um presente que perdura em letras, mas não necessariamente em sentires... É preciso respeito...

Citações de poetas, músicas, filmes, vale tudo na hora de escrever cartas de amor... Mas o ideal seria lê-las e jogá-las ao vento... Afinal, letras imortalizam-se e ações nem sempre condizem com escritas... Quantas vezes prometemos algo e não cumprimos? E, pior, quantas vezes escrevemos algo e não cumprimos? Isso é uma faca cortante que algum equilibrista-destinatário irá atravessar...

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Microconto IV

Em um dia ensolarado ela preferiu ficar com a chuva e molhar-se até naufragar!...

domingo, 9 de outubro de 2016

Probleminha pueril...



A menina queria a atenção do menino e chorou...
Ganhou, contrariada, o olhar fulminante...
Pensou, pensou e decidiu-se, melhor sozinha:
É mais fácil ignorar problemas alheios!

O menino, contrariado, desinstalou o jogo...
Ganhou atenção, amor e carinho...
Pensou, pensou e decidiu reinstalar:
É mais fácil lidar com relações virtuais...

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

DONADA, dê nada!

Retirado de: frasespesiaseafins.tumblr.com
E do nada a vida seguiu...
Na verdade o nada já estava ali,
quando o tudo pensou ser o bastante,
já nadávamos no abstrato...

Se havia, haveria de ser algo...
Ou o Tudo é tão relativo
e o Nada é tão retroativo?
Os tempos acabam sendo pretéritos de si...

O mesmo acaba sendo a diferença que falta,
as palavras nem sempre satisfazem metalinguagens...
E o coração é, por vezes, razão...
Dê Nada e ganhe Nadas... nademos, então...


***Para escutar:



Curta o curto LX

Feliz é quem sabe o que quer e não quer o que não dá pé!...
O pé é propulsão para quem já sabia o que queria e ainda pode sair do chão...

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Você pode enfrentar a vida...

Imagem retirada do Google
Um de nós desfez o nó e sorriu...
... Quem escolhe levanta-se, tira o pó...
Quem fica com o laço, estagna os próprios passos...

Um de nós fica com as lembranças, larga as ânsias...
... Quem lembrou, sente-se pleno do amor que o rodou...
Quem que esquecer, questiona o amor, se teve...

Fiquei com a fita e com o nó na garganta, deixei as boas lembranças...
... Sou quem quer vê-lo feliz, ainda que custe minhas incertezas...
Sou a cicatriz e meu sentimento há de ser bom juiz...



Raiva ou mágoa?

Retirado do site: http://kdfrases.com/frase/159835



De raiva e mágoa fico com a segunda...
Não que queira ficar,
Mas é ousadia ignorar a presença de algo que foi plantado...
É presunção escolher quando somos apontados inerentemente...

A primeira não cabe em meu peito,
Longe de verbetes consagrados, assim defino raiva:
Ódio, aversão... Não cabe, já que foi o aparecer de outra versão...

Da mágoa, preciso vencê-la, já que é meu próprio veneno...
É apoiar-se em palavras que hoje ficaram vazias...
Uma decepção por inação, dor n'alma...

O pesar pesa mais que a própria...
As palavras são paredes que teimam em permanecer...
O amor matou a raiva e as promessas sopraram a mágoa...
Que voe longe... que me deixe livre...

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

(Para sair da Fossa III)




Música: Deixe Estar (Compositor - Tó Brandileone)
Interpretação: 5 a Seco

Letra:

Nunca vi chorar tanto por alguém que te não quis
Deixa estar
Que ele vai voltar louco para te ver,
Então verá,
Que você cresceu
Que apareceu, tem seu lugar,
E hoje está louca para sair
Sem saber que horas vai voltar.

Refrão (2x)
Eu quero mais é te ver na pista
Da vida, dançando sem parar
Eu quero mais é sumir com as pistas
De onde ele foi parar.

Se ele não ligou, nunca te escreveu
Não vai prestar.
Chega aqui que eu vou te falar
O que você sempre quis ouvir.
Deixa isso pra lá, que você não pode ficar assim
Põe um fim.
Que ele vai voltar louco pra te ver,
Então verá...

Refrão (3x)
Eu quero mais é te ver na pista
Da vida, dançando sem parar
Eu quero mais é sumir com as pistas
De onde ele foi parar

Nunca vi chorar tanto por alguém que não te quis,
Deixa estar

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Curta o curto LIX

A piada de outrora agora é um funk... tutututututututututu/ritmo, tututututututututu/mesmos versos, chiclete mental que ataca a azia...

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Mimos que recebi... II





Mimos que recebi... I

Seguem alguns mimos que tenho recebido... Desculpem a ausência de créditos (com as redes e sua agilidade, muito se perde)... Coloco-me à disposição para atualizar ;-)




segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Microconto III

Na sexta-feira à noite... Ou seria sábado?
O happy hour começou...
Enquanto ela sente seu peito em chamas, tem a certeza de que a previsibilidade dele o levou a refrescar-se na cerveja, dar risadas, triunfar no samba...
Afinal, quem decide sai desfilando... quem é in-decidido, sangra...
Se ela pudesse escolher teria trocado de lugar, teria não dado a chance (ou teria a aquisição da decisão), teria não escolhido as mentiras coloridas em poemas... Mas o dia começou... e, afinal, a ressaca é de quem?

domingo, 25 de setembro de 2016

Há de valer sem pena...



Os sentimento verdadeiros perenes, peregrinam...
As veias sambamrodeiam sob a pele
- Mas são um livro aberto nos gestos!...

As lágrimas que corriam
(hoje apertam o passo),
A bronquite inesperada
(esperada pelo cigarro e bolor),
A falta de ar... consequências de boa amizade:
Mas péssimo amor!...

Os cuidados médicos necessários,
que pouco a pouco hão de abrir espaço:
à cura íntima, já que a alma é maior que as inconsequências...
Sou de baixa estatura, mas ocupo espaços que nem sempre podem oferecer!...

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A saudade perdoa - por Fabrício Carpinejar

A saudade já é perdão. Sentir saudade é desculpar.
Se você vem sentindo saudade é que esqueceu, é que não guardou mágoa, é que superou o ressentimento, é que dispensou a vingança, é que resolveu por dentro, com a quietude da esperança.
Quando a saudade chega não adianta mais impor regras e mandar embora. Acabaram o jogo, o blefe e as cláusulas minúsculas.
A saudade é um convite irrecusável. É um apelo. É uma passeata de pássaros.
Com a saudade, você aceitou a retratação - dita ou o implícita.
Saudade revoga prazos, ordens, ditames, censuras.
Não tem como exigir mais nada, não tem como reivindicar mudanças.
É admitir a volta sem explicação. É admitir o retorno sem contrapartida.
Saudade é um golpe de estado. Abole o que foi estabelecido antes.
Saudade é o domínio da pele, é a preponderância do cheiro, é a emoção desmontando a hierarquia das palavras.
A saudade é recompensa por seguir amando diante das inconstâncias, é a vitória do acertos sobre os defeitos.
Saudade é o fim da culpa, é o desejo livre.
Saudade é um vontade com juros: abraçar com as pernas, machucar com o beijo.
Saudade é serenar o travo, beber o seco.
Saudade é se despedir do sofrimento e ficar com a lição da cicatriz.
É respeitar a imperfeição, não precisar consertá-la para seguir inteiro. É respeitar a falha, não recorrer às mentiras para corrigi-la. É respeitar a ausência, jamais ocupar a cadeira porque está vazia.
Saudade é quando morre a idealização para não morrer o amor.
Somente o orgulhoso não é capaz de sentir saudade. O orgulhoso não avança nem anda para trás. O orgulhoso senta em cima do coração.

Publicado no Blog do Jornal O Globo / Coluna Semanal / 22.09.2016
Disponível no blog do escritor, aqui.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Minha visão de resiliência...

(Imagem retirada do Google)


Não sou resiliente... isso é claro... visível e palpável...
O termo pode ter origem em Física, mas em coaching ganhou asas...
Não volto ao meu normal, simplesmente não sei qual é o meu normal!
Sabes o que é coaching? Se para você está clara a resiliência, para mim está claro que o melhor é planejar e liderar a própria vida!...
Prefiro ficar com a inconstância de não saber quem sou, mas com a certeza do que sinto - a ficar com a razão de um sucesso por vezes ilusório!...
O travesseiro da NASA é resiliente!... Eu ganho as marcas que nunca sumirão... Eu cedo às pressões para um dia aprender, não somem... estão lá, vivas, com lágrimas, ansiedades, permeadas por sonhos!... 
... E é bom lembrá-las... Não preciso mudar porque sou o que sou... Preciso de coragem para escolher!... Permitir-me... Ao aceitar-me aceito escolhas e conseguirei ficar com as minhas!...
Não preciso recuperar-me da dor... eu mesma, sozinha, por mim, ao amar-me mais abro-me à vida... Sem desejar lucros que um dia acabam, mas com a certeza de que o sentimento verdadeiro, de que minhas ações são consequências de minhas palavras e diante delas bebo o sucesso que treinamento nenhum é capaz de ensinar!

Microconto II

Então o dia virou noite e a noite virou dia... As pessoas não sabiam mais se iam ou vinham...
Quando, sorrateiramente, aconteceu o eclipse!... A valorização do antes aconteceu depois... a vida é um sopro que derruba ou afaga...

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

(Para sair da Fossa II)


Por enquanto - Renato Russo   (vídeo do filme)        
           
Letra:
Mudaram as estações
E nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente

Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre sempre acaba

Mas nada vai conseguir mudar
O que ficou
Quando penso em alguém, só penso em você
E aí então estamos bem

Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
E nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa

Cansei de viver o menos...

Eu sou mais,
Sinto que sou,
Tenho certeza que sou, embora as incertezas geralmente me assombram...

O incerto está na subtração de números inteiros:
Um deles ilude-se que é mais, o outro abre espaço...
Quando deveriam somar!...

Cansei de ser menos... mais e menos... sou mais...
E para somar é preciso dividir!...

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Injustiça das justificativas do afixos...

Os prefixos trans-formam,
Afinal, o que vem antes modifica a raiz?
Ou são roupas que no verão despimos?

O justificar, se perder o sufixo,
Perde-se o ar?
Ou quem muito justifica quer a justiça que não (se) encontra?

Injustificável... Derivação parassintética,
Ou "in" e "ficável" são impossíveis?
Ou é justa...fim.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

(Para sair da Fossa I)


Música: Liberdade (Marcelo Camelo)                        

Letra:

Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom
Daqui não, eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares, vou sonhando em outros ares
Vou fingindo ser o que já sou, fingindo ser o que já sou
Mesmo sem me libertar, eu vou

É, Deus, parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro
Seguro de que vale ser aqui
De que vale ser aqui onde a vida é de sonhar
Liberdade

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Uma caixinha de fósforos...

Um fogão com acendimento automático
- e sou uma caixinha de fósforos!...
A comida esfria, a energia acaba,
E é mais fácil desistir?

A fraqueza é a falta de franqueza,
O fogão nem sempre está apto,
As bocas nem sempre acendem,
 - e a caixinha de fósforos é utilizada!...

Depois comprado o Cooktop,
Depois que a comida virou gourmet,
Depois que o chef aperfeiçoou-se:
- a caixinha de fósforos molhou!...

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Microconto I

Conto do Sapo

O príncipe, então, não gostava de beijá-la... Ela ficou para sempre a princesa-que-não-era e o príncipe foi em busca de outra... Seus lábios eram exclusivos até que encontrou uma rã venenosa por quem se apaixonou e acabou virando um sapo boi!...
E a princesa-que-não-era? Descobriu que não precisava dele para ser e que não ser beijada viraria espada para governar!...

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Algumas tristezas pseudoamorosas...

  • Ter o coração partido por querer ser inteira...
  • Não ter mais o melhor amigo e ao mesmo tempo ter só a amizade...
  • Não poder estar nas dores do outro porque o outro quer sua própria alegria...
  • Não poder escolher, desistir por não poder resistir...
  • Ter de repensar planos, refazer a vida por falta da vida...
  • Saber que "minha história era mais bonita que a de Robinson Crusoé..."

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Desabafo: Poesia de uma aluna...




Recebi uma cartinha de uma aluna esses dias, acompanhada de chocolates...
Entre lágrimas e o aroma doce, li que a vida precisa de todos os fenômenos naturais, as chuvas, os dias quentes, os dias frios, tudo é importante e ensina a valorizar - como aprendizado... Encerrava dizendo que eu era o Sol... Que um dia brilharia novamente após a tempestade!...
Bom, a poesia ali em palavras tão honestas, tão meigas, não me permitem mentir: o Sol é a Vitória... Sinto desapontá-la, mas sou apenas um vegetal que, felizmente, começa a fazer fotossíntese graças a ela!...
Eis que além disso, a aluna sugeriu-me um filme: Comer Rezar Amar... longe de torcer o nariz, de criar pré-conceitos ao lidar com uma versão de um best-seller (que nunca li e que não faz meu gênero) assisti até o final... Não consegui deixar de prestar atenção em várias frases, que compartilho abaixo, além de notar que a protagonista não sou eu... Eu sou a pessoa que surge como obstáculo, que pode impedir a Liz (Julia Roberts) de se encontrar... Sou o namorado que gosta de meditação, que se envolve com facilidade, que assusta, e de repente também disse isso, sem perceber, com gestos, não sei: "Dai a gente poderia passar a vida inteira junto… infelizes, mas felizes por não estarmos separados.
Bom, são mais alguns devaneios... O fato é que também preciso me encontrar!...


Frases:

“A gente precisa ter o coração partido algumas vezes. Isso é um bom sinal, ter o coração partido. Quer dizer que a gente tentou alguma coisa.”

“Todo mundo fica assim no começo de uma história de amor: quer felicidade demais, prazer demais, até adoecer.”

“Aprenda a lidar com a solidão. Aprenda a conhecer a solidão. Acostume-se a ela, pela primeira vez na sua vida. Bem-vinda à experiência humana. Mas nunca mais use o corpo ou as emoções de outra pessoa como um modo de satisfazer seus próprios anseios não realizados.”

“Melhor viver o seu próprio destino de forma imperfeita do que viver a imitação da vida de outra pessoa com perfeição. Então agora comecei a viver a minha própria vida. Por mais imperfeita e atabalhoada que ela possa parecer, ela combina comigo, de alto a abaixo.”

"Equilíbrio é não deixar uma pessoa te amar menos que você merece."

domingo, 4 de setembro de 2016

Curta o curto LVIII

As flores que recebi juravam ser bálsamo...
Mas permaneceram apenas espinhos...
- Mentiras são pétalas que o vento leva...
Dói espetar os dedos!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Coffee Break XIV

O café não desce... o que era amargostoso ficou apenas amargo...
E a hora do café é monossílaba para a gastrite...
As ites combinam com melissa, não com grãos que não gerarão árvores...

Curta o curto LVII

Sorrisos estão em greve!
Chamem o analista, não mental, mas de mudanças...
Enquanto as ancas somem, o sono não dorme...
Graves são os só-risos!...

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Na saúde, na doença... Definição de Casamento

Casamento não é papel... é o papel que desempenhamos ao outro...
É querer estar, ficar, insistir e lutar...
Casamento não é aliança, mas estabelecer parceria...
Casamento não é festa... é o convite para dividir e respeitar...
Casamento não são promessas pregadas por religiosos... É a religião no sentido de religar-se...
Vivi o casamento mais feliz que alguém poderia desejar... Mas nasceu a desistência... e não fui eu quem pariu!...

Desabafo - Sobre o término...

Sumi do blog, não quis arrumar minha "corujice", voltei o layout...

E hoje derramo lágrimas no teclado...
O término de algo que começou como os filmes, como um livro, dói profundamente... Sinto-me perdida, insegura, culpo-me, despenco e acho que nada tem solução...
Imagine ter planos, aceitar a falta de planos, acreditar que o amor supera, que a honestidade da relação está acima de tudo, que os problemas financeiros, emocionais podem ser resolvidos com diálogos e regas constantes e então você vê que apenas um EU faz e pensa assim!...
Eu tentei regar, tentei ser fria, depois quis "destentar" e o que aconteceu? Ouvi que tudo o que sentia transformou-se em amizade... que para um de nós tudo acabou: sonhos, vidas compartilhadas, segredos, desejos, esperanças...
O que fazer? Juro que ainda não sei... estou tentando, lutando para gostar mais de mim, para dormir certa de que amo e quem errou foi quem desistiu... Fui inteira, cedi, aprendi, cresci, mas hoje estou morrendo pouco a pouco... Será que nunca fui amada? Será que meu amor cegou-me tanto?... Eu mereço mais... mereço quem saiba engolir o orgulho, quem se entregue por inteiro, quem saiba que o amor não é só plantar a semente... é preciso adubo, é preciso falar com as flores... afinal, as flores escutam...
Amo... mas preciso aceitar... e aceitar aquilo em que não se acredita é atirar no próprio pé!...
Comecei esse blog saindo da lama... Mas não se compara, dessa vez foi mais... Ganhei mais... Perder é quem tem sido o martírio... Ainda parece um pesadelo e eu quero acordar... Quero evoluir, deixar meu amor maior que tudo para deixá-LO voar... O problema é que pensava ser um pássaro também...
Tento como lótus sair do lodo... Diferenciar-me do lamaçal...


Texto de Fabrício Carpinejar:
Passar a vida inteira sem uma loucura por amor é o equivalente a não viver. Em algum momento, precisa dispensar as suas reservas e os seus pudores e mergulhar na coragem que é se entregar, mesmo que não tenha a devolução de sua história, mesmo que seja necessário recomeçar do zero, sozinho e endividado.
Ganha tudo quem se arrisca a perder tudo.
Loucura por amor é atravessar o mundo por alguém, é mudar de uma cidade por alguém, é trocar de emprego por alguém, é se reinventar por alguém. O que sugere submissão é prova de personalidade, pois não existe o medo de deixar de ser diante das novas experiências.
O que adianta viver sem nunca quebrar a régua, sem nunca dar um passo em falso?  O passo em falso é a única chance que temos de voar.
As oportunidades desperdiçadas não voltarão a se repetir. A ocasião faz o herói.
Saber o que é necessário e não ousar é desmerecer a altura da felicidade, é apequenar a felicidade.
Amor é fundura mesmo. Não há maior desatino do que nadar no raso.
Como reconhecer o tamanho de um sentimento sem testar os seus limites? É como morar em uma casa e conhecê-la pela metade, é como manter vários quartos fechados ao longo do corredor e não ter nem a curiosidade de povoar inteiramente o desejo.
A loucura no amor é que garantirá a serenidade na velhice, a tranquilidade na velhice, a certeza de que não restou covardia para se lamentar, a confiança de que não houve nada a ser feito e de que as palavras não se distanciaram dos gestos.
Cansa prever sempre o que vai acontecer e ainda acertar, distanciado do nervosismo da surpresa e do arrebatamento da aposta. A profecia confirma a previsibilidade das nossas ações.
Só a loucura por amor traz a paz da consciência. É quando não nos arrependemos daquilo que não realizamos, quando a culpa não supera a memória.
Tentou-se o que podia, ofereceu-se o que se tinha em nome de uma verdade. Não se foi mesquinho com a própria biografia. A realidade não ficou reduzida à preguiça das mentiras.
É triste nascer gritando para depois se contentar com o silêncio.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Intervalo no blog

Estou com problemas de layout X tempo... Por isso, um hiato...