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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Curta o curto VII

Ligou... não somente em/no aparelho;
Mas [há] algo cá dentro!...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O enfermo


Sorriso a derreter,
Febre que liquifaz:
Tempo a escorrer!
Volta que não refaz!

O enfermo, na cama, cochilo enganado;
Na cabeceira: telefone e flores que não desejou...
Doente que cospe feridas - outro machucado;
Do termômetro fez-se espada - outro exasperou...

Dor aguda, mexe-lhe com a razão;
Pertuba(dor)... Vazão da vertigem;
Ver-se dilacerar sem saber sua origem;
Voam fuligens de músculo do são...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Caixa cor de rosa



Palavras graciosas a brincar na caixa:
Rosa da rosa perfuma olhares...

Fada de palha a iluminar grutas obscuras...
Salta da caixa,
A luzir, tocar, transformar...
Sorrisos esculpidos subitamente!...

Papelão rosáceo,
Ganha vida, ganha odor...
Condão que embala o deleite,
Pula da caixa, salta aos olhos e...
E gargalha com o espectador,
E flutua no espaço das mãos entreabertas,
E descansa na pausa da tampa,
E principia sono dos nobres...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Água de pedúnculo



Água que banha mi'alma...
... da haste da rosa, do caule do ser.
Banho de reedificação de pétalas.


Pedúnculo de ouro, dúctil, luzido...

... Eletricidade conduzida
- vida desabrocha;
Uma única ostentação:
verdade do sentir;
Não se comercializa, não se funde
[água se incorpora.

Tempo do banho... que não se cobra
Não se pode medir a força da torrente

Ouro boiando nas água das hastes
Perfume que me cria perfume.

Tudo se faz claro...
Equilíbrio e natural perfeição
Olhares que se falam...
Medos que impedem...
Águas de sustentação...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Singular


Topázio
Lilás
Onde posso encontrar?

- Estão todos sonâmbulos!...
Eu te pudesse repor:
O lençol mitológico da noite
... de estrelas matinais.

Que a distinção desse poema abrigue-se na ternura;
Versos sem amarras e alegrias pueris e palavras límpidas.

Acontecimento ideal - se puder ser singular!
Problemas - que sejam recobertos por soluções!
Jogo de dados - que cada lance possa ser reformado!
Ser - que tenha originalidade inexplicável!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

DA ROSA QUE SE DIZ MINHA...


A rosa afirma que a mim pertence...

Tudo o que move...
... Remove

Montanhas, grandezas...
... Exigem defesas mínimas

No fundo eu julgo o mundo...
... De muros, jugos profundos

Quando cenas clamam calma...
... A alma pede cenas coerentes...

A vida prossegue...
... Meu coração, sem rumo certo, segue...

O tempo caminha com passos largos, tem pressa...
... Recuso-me, cedo horas a quem interessa

A lua a iluminar asfaltos fatigados...
... Sobressaltos para que eu saia, luzir a rua

A sobra do passado assombra...
... Íntimo assola, há sombra na paisagem

Pressinto dor num silêncio raro que cansou...
... Reminiscências do tempo que não passou

Paz na solidão engana...
... Ser só é morrer, inflama

A pausa do retrato para o passar...
... A voz da intuição é meu trato a não penar

A fórmula do acaso guia alguns passos tórridos...
... Passos de pensamentos caóticos...

O alcance da promessa... ter a rosa... minha!



*Inspirado após ouvir várias músicas ;-)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Estrangeira d'além mundo


É tarde! Vou-me embora amigo...
Intento de regressar
Sentir-me em casa... sentir-me eu...
Sentir outrem... e ainda assim me sentir...

Acarinhar semelhantes...
Extasiar-se com lugares tatuados intrapele...
Com o reencontro da identidade livre...

Amigo, vou provar da lavanda de tempos infantis!
Correr nos campos que soluçavam segredos florais...
De paixões vãs, alimento a nave...
Vou-me embora, amigo!

Em seu planeta recebi o selo de iconoclasta...
Por acreditar que significados valem mais do que os símbolos
Por ser tocada por subjetividades... mais do que cascas
Por emoções não serem medidas, pesadas, tabeladas...
Amassei, rasguei, cuspi!

Amigo... vou-me... embora...
Retornar aos meus prados esvoaçantes...
Sem paredes, tetos... ilimites... tocar o todo...
Um só músculo a pulsar...
Usar as asas lacradas... pela sensação de estrageira.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Reflexões Cinematográficas...



Precisei sangrar para mostrar que estou viva.
Precisei chorar para provar que sinto dor.
Precisei partir para sentires ira de minha ida.
Precisei poetar para naufragar no Nãoamor...

Alguns fatos parecem filmes monocromáticos...
[Cinza... branco no preto... deveras ausência.
Fatos que não escolhi viver, surgem sintéticos...
[Artificialmente me atingem, cenas de incoerência.

Eu tento sair de telas que igualmente não escolhi...
[Inconformo-me com atores despreocupados...

Que fogem de roteiros, que negam o que há de vir.
[Estou fora de roteiros estereotipados.
Jogo de sombras, marionetes, constante atuação

[Desconhecidos invadem meu set particular...
Os fatos, sentires, eis encenação
[De uma história que por vezes prefiro ocultar.
Soube que não aguentaria assistir até o fim.
[A história era seguramente dura para mim.


Inverte-se a cena... CLAQUETE...

sábado, 30 de maio de 2009

Vim... vivendo...


Viver o hoje... é o que aclamam... vozes sensatas...
Viver o agora... sem carregar o fardo do ontem...
O ontem se foi com meus desejos de sorrir...
... céu repleto de nuvens... sorrisos...
Sol... sorrisos...



Agora... nuvens, nata, entulhos... crostas...
Voz sensata... conforto, abraços, meias para pés gelados...
Oscilações, luta interna... meias e friagem, abraços e embates...
... conforto e insegurança...



Dualismos que se chocam e se beijam...
Trocam líquidos segregados, líquidos que acalmam abalos sísmicos...
... e eu vivo...
Vivo para vivenciar a vividez da voz...
Casamento, divórcio... tudo muito tumultuado em meu cerne...



E eu? e meu eu? nesse embate intrínseco...
Vivo... venho vivendo...
Retomo as teclas... e as palavras me tomam...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Um sujeito entra no ônibus...


Quero entender...
entrou cambaleando, zero de embriaguez... mas torto, descordenado.
As pessoas o julgaram:

[doido, alienado...

Eu apenas observava:

sem rir, sem sobrancelhas arqueadas

Olhava atentamente:

[sem ideias prontas, limitadas...

Próxima parada...

desconhecidos que descem apressados

[ele lá, objeto de escárnio, dançando, caçoado
E eu aqui ... com olhar indignado

Ônibus vazio...

com sua PSIQUE em mãos e sua alma invisível senta-se ao meu lado

Suado, exausto, não queria ser compreendido...

[anseava minimamente ficar ali sentado.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

POEMETO DA DIATÔNICA



& (C) omeça
fum fa fum fa fa
------------------fum fa fum fa fa
Sinfonia da minha vida
Escalas---------------
----------------------que
------------------------descem


Notas des ... to ................ .. ... an ... ... tes
Distorções =====que====fogem====do====meu===== alcance=====

E eu canto...
... Para que afinem minha gaita.