quinta-feira, 9 de julho de 2009

Estrangeira d'além mundo


É tarde! Vou-me embora amigo...
Intento de regressar
Sentir-me em casa... sentir-me eu...
Sentir outrem... e ainda assim me sentir...

Acarinhar semelhantes...
Extasiar-se com lugares tatuados intrapele...
Com o reencontro da identidade livre...

Amigo, vou provar da lavanda de tempos infantis!
Correr nos campos que soluçavam segredos florais...
De paixões vãs, alimento a nave...
Vou-me embora, amigo!

Em seu planeta recebi o selo de iconoclasta...
Por acreditar que significados valem mais do que os símbolos
Por ser tocada por subjetividades... mais do que cascas
Por emoções não serem medidas, pesadas, tabeladas...
Amassei, rasguei, cuspi!

Amigo... vou-me... embora...
Retornar aos meus prados esvoaçantes...
Sem paredes, tetos... ilimites... tocar o todo...
Um só músculo a pulsar...
Usar as asas lacradas... pela sensação de estrageira.

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