domingo, 30 de abril de 2017

Meu coração de pedra, clichê da vida real...

Foto próxima a uma cachoeira no Paraná (meu clique)




Eu e a mania de amar inteira,
As metades sempre me cansam...
Pode-se dizer: "que asneira",
Mas versos não mais balançam...

Sorriu, sorri... Voou, voei...
Descobri que voava no penhasco,
Sozinha, depois perdoei...
Hoje, virou mais um asco...

A pedra cá dentro não bate,
Soca e martela os pensamentos...
Se às vezes canto, Ela rebate,
Prefere tijolos a fragmentos...

Tenho digerido juras de amor,
Embriagado-me com afeto...
A pedra tanto bate a dor,
Que fura o meu teto!...


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Coffee Break XVII

... Um pedaço do coração foi servido com chá
 - Não, não tinha café!...
Tinha muita espera e uma vontade de ir...
Para onde?
Onde o café era sempre quentinho,
O abraço longo,
As palavras breves...
Então, devorou-se grande fatia,
mas na garganta um naco -
Cof(fee), cof(fee), o para sempre é um minuto que vale a pena!...

terça-feira, 25 de abril de 2017

Crise dos 30 - Parte II (fim da saga)

O trem mais parecia um avião...
Em poucas horas chegou.
E eu, e eu é quem fui sem esperar!...

Meu refrão gastou,
Virou marchinha e marchando foi
- Bateu na contramão de uma esquina qualquer!

Chegaram, chegaram trintas dias no mês,
Mais parecem pássaros canoros em gaiolas...
E o canto? O canto não sai...

Oh, drama de três décadas!
Oh, espetáculo de meia hora!
Oh, triplo X romano!

Não há aplausos,
Sonhos vaiam em dissílabas...
Ecos infinitos de "inta"... "inta"..."inta"...



OBS: Em 2013 já estava em crise (haha), cheguei a  desabafar sobre: https://nadinegranad.blogspot.com.br/2013/01/crise-dos-30.html#comment-form . Agora os '20 e dez' chegaram!... Como diriam os Novos baianos: "Acabou o chorare"...

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Germanices equatoriais

 Para O Equador das Coisas

Entre sombras e mares,
Avante, adiante,
Tão somente seguir...
Toma-nos ares...
O velejar, tal constante
 - Em dez anos a sorrir...

Não há como dizer,
Aquilo que não tem razão...
Todas as cores beijam em tom de azul,
Palavras que dançam em solidão
 - E ganham a amplidão do verbete nu...

As distâncias dos polos inexistem,
No peito do poeta o magnetismo é um...
A poesia é perpendicular,
Certeira ao lugar-incomum...

Entre estorvos e (re)começos,
Da inação à Comunicação,
Agracia-nos com essências...
Uma a uma que abraçam e pingam... coram ação...



* Poema em homenagem aos dez anos do blog "O Equador das Coisas" - o presente ganhamos a cada postagem!...

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Curta o curto LXVII

Ele mandava flores virtuais e ganhava batidas de um coração real...
Mas a rosa secava pouco a pouco, enquanto a distância crescia...
- A chuva necessária era de outro céu!...

domingo, 2 de abril de 2017

Colombina de asfalto


... Eu que sempre preferi Pierrot,
Notei-me roubada,
O Arlequim me furtou!

As lágrimas negras escorrem,
Antes de tocar o chão,
Nas estrelas morrem...

No asfalto quente um palhaço dorme,
Uma escrava chora,
Um ladrão corre...

O primeiro semáforo nos congela,
O conto vira riso,
Tudo termina em novela!...