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terça-feira, 25 de julho de 2017

Deu bandeira...

Paraty/RJ - meu clique (2017)
Apresentou o impossível:
Seus olhos disseram,
Dissecaram a derme,
Qualquer coisa, qualquer fato - era mais um retrato!...

O dinheiro apareceu,
A pobreza destacada -
Era sopa de pedras preciosas,
Qualquer pedra, qualquer perda - era mais um retrato!...

Bandeiras presas no fio voaram,
As cores presas ao peso,
Do fio, do arame, no poste,
Qualquer cola, qualquer fita - era um retrato que não colava!...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Minha visão de resiliência...

(Imagem retirada do Google)


Não sou resiliente... isso é claro... visível e palpável...
O termo pode ter origem em Física, mas em coaching ganhou asas...
Não volto ao meu normal, simplesmente não sei qual é o meu normal!
Sabes o que é coaching? Se para você está clara a resiliência, para mim está claro que o melhor é planejar e liderar a própria vida!...
Prefiro ficar com a inconstância de não saber quem sou, mas com a certeza do que sinto - a ficar com a razão de um sucesso por vezes ilusório!...
O travesseiro da NASA é resiliente!... Eu ganho as marcas que nunca sumirão... Eu cedo às pressões para um dia aprender, não somem... estão lá, vivas, com lágrimas, ansiedades, permeadas por sonhos!... 
... E é bom lembrá-las... Não preciso mudar porque sou o que sou... Preciso de coragem para escolher!... Permitir-me... Ao aceitar-me aceito escolhas e conseguirei ficar com as minhas!...
Não preciso recuperar-me da dor... eu mesma, sozinha, por mim, ao amar-me mais abro-me à vida... Sem desejar lucros que um dia acabam, mas com a certeza de que o sentimento verdadeiro, de que minhas ações são consequências de minhas palavras e diante delas bebo o sucesso que treinamento nenhum é capaz de ensinar!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Curta o curto XLVI

Minha opinião "culta" e curta:
Cinquenta tons de cinza...
- É guarda-roupa de desenho animado da década de 1920!

sábado, 2 de junho de 2012

Sobre o cuspe no palco...

(Imagem retirada do Google)

Chame como quiser: líquido segregado;
ou segredo não-mais-guardado.
Saliva, ou a língua que alivia.
Troca-se a consoante inicial...

Só não troque o ato:
Cuspi no palco!...

Não cuspo para cima,
Não escarro meias verdades
- Ou mentiras interrompidas...
Cuspo na farsa deste espetáculo:
O palco levado à vida!...

domingo, 13 de maio de 2012

Curta o curto XL


E a funcionária da mesa ao lado nem sempre funciona;
Mas fuça o trabalho alheio.
Quer ser funcionária honorária!...
Ajudo, ajudo... Ela ajuda – quando não quer promoção!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Curta o curto XXXVIII

Dizem que eu sou muito crítica...
E abro o peito para dizer: não é algo de que me orgulho!
Soa uma crítica da crítica,
Ou eu sou muito crítica -
E já estou criticando!?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Curta o curto XXXVI

Quando "nós" estamos... unificamos!...
Quando é meu tempo... você não está;
Quando é seu o tempo... estou sem estar!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Curta o curto XXXII

Quer ajuda?
Quero!Mas amanhã...
E hoje a ajuda veio, amanhã não...
... A culpa é de quem viveu o depois!
Porque é mais fácil culpar o outro,
Do que re-fazer...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Indigente da Gentil Índia

(Foto por Flaviele Leite)



Um corpo mola-encolhida,
Restos de canjica
- Amanhecida como os olhos
- Amarelecidas como os lábios...

O indigente dorme, dorme,
Tranquilidade ingênua,
Falso sono reparador,
Posição fetal é resgate...

Carros de índia-gente e:
Pronto! Um problema social a menos!...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sirvo o café...

(Imagem retirada do Google)
Sirvo o café...
Capuccino:
-Sem creme, sem chocolate, sem leite!
Sem cafeína também!

Sirvo o café...
Café-café:
- Bom espresso sem pressa!
Sem calor também!

Deixo rastros de gelo e o café todo vira batida:
Ligeira no peito,
Atrasada nas palavras...
Embriaguez sem álcool...
Linhas tortas de bêbado...

Sirvo o café...
Kopi Luwak virou Pilão...
Nas mãos da garçonete!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Curta o curto XII

Segue a ata!...
... E o coletivo não é deliberado!
Sou lagarta!
... E  o mundo não está preparado para acolher borboletas!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Do Kiwi que quiuía...

(foto de Flaviele Leite. In:http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl )

A aparência mais que âmago
- Sapiência do recém-nascido...
O exterior amacia
- Mãos cegas!...

sábado, 19 de setembro de 2009

Muro no mundo



Muro entre meus olhos e a cidade,
Doses sem pressa e precisão:
De gaiolas e fronteiras!


Tijolos gastos pelo tempo...

De frestas funestas:
Escuro e o claro do mesmo lado do muro:
Infrutuosidade explícita.

Escuto frases reiteradas;
Ludíbrios ditos placidamente,

Perfumados de verdades das quais desacredito...

Bebeu da taça de enganações?


A sombra já não protege...

Temos o mesmos sonhos... lanternas diferentes!

Ah! Pudesse derrubar o muro!...

Ah! Pudesse ter sua mão sobre a minha!


Mas não há certo... o errado é cimento...

terça-feira, 11 de agosto de 2009


Poema em parceria com Jair Fraga...
... Obrigada amigo poeta!

Versos Na Água

Alguns versos caem na água;

Tu que me lês reflete-se...
E no teu sonho imagina

Como poderiam flutuar em seu rio...

Acharás-lhes beleza sequiosa?

Fará parte do ciclo hidrológico?

Lavará sua alma com poesia?
Ânsia incontentada, banhada.


Alguns versos me saem nas lágrimas

Vão escorrendo em minha face

Experimento-me enquanto o tempo

Dá uma forma, um disfarce


Você me pergunta quem sou

E o que quero com isso

Você me pergunta por que e para onde vou

Acaso pensaste que sou apenas

Uma tinta fresca que num belo dia

Dormiu e acordou poesia?

E a água leva meus versos

E os versos refletem em olhares serenos

E tu ignoras os respingos
Que molham suas vestes opacas e incoerentes.


Perguntas não respondidas em tardes úmidas.

Tu ignoras a poesia que insiste em lavar,

Alma,

Afagos,

Vidas não vãs...

Os versos... Os versos naufragam...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Da gordura que cega, mas não mata...


[para M.R.M.A.]

Viva a substância graxa!
Graciosamente ausente no tecido adiposo...
... presente em gélidos olhos.
Viva o óleo!
Besunta calúnia e ego escabroso
...
óleoduto - despeja em carvalhos.
Viva a gordura!
Excessos alentados, exaltado pelo teimoso...
... placas saturadas, distribuídas como baralhos.

Viva a insolubilidade!
A não homogeneidade no vaso receoso...
... veias para alma, sem atalhos.
[Substância graxa de óleo gorduroso insolúvel no substrato do olhar...]

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Reflexões Cinematográficas...



Precisei sangrar para mostrar que estou viva.
Precisei chorar para provar que sinto dor.
Precisei partir para sentires ira de minha ida.
Precisei poetar para naufragar no Nãoamor...

Alguns fatos parecem filmes monocromáticos...
[Cinza... branco no preto... deveras ausência.
Fatos que não escolhi viver, surgem sintéticos...
[Artificialmente me atingem, cenas de incoerência.

Eu tento sair de telas que igualmente não escolhi...
[Inconformo-me com atores despreocupados...

Que fogem de roteiros, que negam o que há de vir.
[Estou fora de roteiros estereotipados.
Jogo de sombras, marionetes, constante atuação

[Desconhecidos invadem meu set particular...
Os fatos, sentires, eis encenação
[De uma história que por vezes prefiro ocultar.
Soube que não aguentaria assistir até o fim.
[A história era seguramente dura para mim.


Inverte-se a cena... CLAQUETE...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Alguns pensamentos cotidianos...



... Olho para o piso próximo a pia...
conto quantos cantos tem cada quadrado...

... Não vejo como mania, vício ou vislumbre...

vejo como oportunidade de prestar atenção a pequenos detalhes

... Vejo uma formiga, caminha faceira...
pequena, ligeira...
foge de pés desatentos

... Várias formigas pertubam, protestam...

uma formiga: sem manifestos, panelas em seus devidos lugares

... Ela sai por uma fresta, fico com a indignação de perdê-la...

assim perco meus cálculos, perco minha política, perco minha formiga

... Minha porque no instante que a vi livre, passei a ansiar aquela liberdade...
sentimento humano verde, sentir sem sentido
... Ela partiu carregando minhas partes mais desejosas...

vontade de caminhar nos cantos dos pisos

domingo, 10 de maio de 2009

POEMETO DA ASPEREZA



(Imagem retirada do Google)


Assestar minha fúria para alvos móveis
Assepsia das mãos após cumprimentos indesejados

Alcácer ... suntuosidades dignas de invejar reis

Algemas sob respostas ríspidas para os isolados
Amaciar para autoprovimento
Amalgamar opostos para embaraçar outrem

Alumbrar para depois deixar sofrimento
Aparentar amor, colecionar itens para harém

Americanizar, sobressair, abnegar humildade

Assim, eis a aula de austeridade!

sábado, 2 de maio de 2009

Mutatis mutantis (em construção= a vida)


... focar a felicidade humana...
... posturas baseadas em ethos...
... guiar para um bem comum...
... práxis humana ...
... coexistência de diferenças...
... representação de uma coletividade...

...Politiké...

... Mudando o que deve ser mudado... questionando o que preferem que seja ignorado...