Hoje acordei querendo dormir!... Pensando em tantas coisas, histórias que já se foram, outras tantas que ao menos vivi!... Em vão tentei escrever sobre os sentimentos que desperta[m] em mim!...
Pensando, pensando, roendo unhas do amor que não tem medida, mas que há muito a poesia abandonou!...
Apaguei, reescrevi... O que transpiro? Ideias que me deixam insegura e assustada: bicho papão é/da vida!...
Queria poder dizer o quanto me alegra aguardar os sábados... aguardar o sono reparador... os “bom dia”... Não consegui... Inquietude não tão quieta... Suspensa no peito como balões...
Estilingadas seriam bem-vindas... ou apenas adiariam a vontade de dizer e não saber!?...
Longe de comparar... Comparo!... Tento me enganar, adiar o que quero gritar: não sei... e não saber me atrasa!... É... meu tempo é pontual!
Não sei o quanto... Não sei o tão longe... Li a alma de outrem... e a minha fica a ir ao encontro, depois volta assustada!...
... Voltar para as cobertas fica mais fácil do que saber que não é ou será igual... Saber que a vida possivelmente tenha se tornado mais séria, seca, talvez menos divertida!...
Dói!...
E medir o que não se mede soa para mim... no momento... como pedir para as flores não morrerem!... Não sei... não entenderá... Mas para mim o escrever compreende!...
Passarinhemos... à Quintana!
Passou!
Poemas, críticas, resenhas, abuso de reticências, desabafos e versolivrismo e livreversismo...empadinhas com um único palmito... Ideias sufocadas...
segunda-feira, 31 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
"Só sei que foi assim"...
Bordões que não se apagam,
Impregnam-se nas vestes que uso...
Está frio... Muitas roupas!...
... Cachecol, quase um condão!
E as mãos tiritantes, tremem, tremem...
Letras tortas saem, sangria verborrágica
- Espremem-se, lutam...
Quando todas têm um vão!...
Relógio, tempo, vento...
Que horas? Qual ar?
Quando? Quando?
E eu? Perambulo-ando!...
Já sei do que não será...
Já sei da lacuna crescente...
Já sei da falta sem vivê-la...
E esta já pesa...
Nem tudo são Jaz!...
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Afagos raptados!... SOBRE A POESIA
(Imagem por Flaviele Leite)
Eis que sequestro pequenas pérolas de grandiosos corações e aqui aproveito para compartilhar:
Eis que sequestro pequenas pérolas de grandiosos corações e aqui aproveito para compartilhar:
... Sem barreiras para sentir-se acolhido...
... Sensações mais do que apreciadas... Sentidas:
Lindos versos
Pairam, voam e brotam
Maravilhosamente...
Mesmo quando a gente
Vaga por aí sem pensar.
(De Thomas)
Pairam, voam e brotam
Maravilhosamente...
Mesmo quando a gente
Vaga por aí sem pensar.
(De Thomas)
... Além da lua, há um cantinho repleto de ideias... ideais:
Cada qual com a sua forma, escreve;
Sente o pulsar e o atrito da caneta,
Que sobre o papel de manso transforma
A ampla planicie branca em paisagem.
Árvores e rios, amor e solidão, alegria e tristeza.
Sementes que germinam...plantação de sentimentos;
Vivos!quando mortos, adormecem no papel.
Em outro coração ressurgem, até que branca e lisa como de início,
Torne-se folha, caida em outono brando,
Aguardando nova primavéra.
(De Sidnei Cordeiro)
Sente o pulsar e o atrito da caneta,
Que sobre o papel de manso transforma
A ampla planicie branca em paisagem.
Árvores e rios, amor e solidão, alegria e tristeza.
Sementes que germinam...plantação de sentimentos;
Vivos!quando mortos, adormecem no papel.
Em outro coração ressurgem, até que branca e lisa como de início,
Torne-se folha, caida em outono brando,
Aguardando nova primavéra.
(De Sidnei Cordeiro)
... Essencialmente poesia sentida... literal ou não:
“Se todo às emoções terás surgido
e se, Poeta, versas do vazio
ainda assim, sou mais que as emoções
ainda assim és nada em teus escritos...”
(De Osvaldo Fernandes)
e se, Poeta, versas do vazio
ainda assim, sou mais que as emoções
ainda assim és nada em teus escritos...”
(De Osvaldo Fernandes)
... E do doce palco poético, AMAlá:
Sonhei dar à luz um poema perfeito
mas ele veio assim, ao meio.
Que culpa eu tenho?
Fui obrigada a amá-lo
fazemos isso com os filhos
mesmo os rebeldes.
E continuo a parir outros
centenas de irmãozinhos pagãos
para os já excêntricos que me moldam.
Haja fios brancos e linhas tortas
para (d)escrevê-los.
(De Lara Amaral)
mas ele veio assim, ao meio.
Que culpa eu tenho?
Fui obrigada a amá-lo
fazemos isso com os filhos
mesmo os rebeldes.
E continuo a parir outros
centenas de irmãozinhos pagãos
para os já excêntricos que me moldam.
Haja fios brancos e linhas tortas
para (d)escrevê-los.
(De Lara Amaral)
... Das pimentas doces n'alma:
Traduzir-se em signos
Em língua pensamento - vil
Em língua falada – torpe
Em língua vocábulo – como?
Signos significados símbolos
Intérpretes
Dicionário dissonante
Discrepante
Bailam palavras e sons
Máscaras ocultas incultas
Peixes voadores em saltos
Caíram no barco – diálogo.
(De Gi Moreira)
Em língua pensamento - vil
Em língua falada – torpe
Em língua vocábulo – como?
Signos significados símbolos
Intérpretes
Dicionário dissonante
Discrepante
Bailam palavras e sons
Máscaras ocultas incultas
Peixes voadores em saltos
Caíram no barco – diálogo.
(De Gi Moreira)
... De lados iluminados:
Sou
O verbo
Que não
Cala
E
Uma
Poesia
Em
ponto
De
Bala
No
Seu peito
Vou fazer
Revo-
lução. *
(De Jair Fraga)
O verbo
Que não
Cala
E
Uma
Poesia
Em
ponto
De
Bala
No
Seu peito
Vou fazer
Revo-
lução. *
(De Jair Fraga)
... Pulsos que impulsionam-nos:
Tropecei
Num poema morto
Sem nome
Nem autor
Encontrei-o
Caído
Prostrado
Na calçada
Enlameada
Aproximei-me
E ergui-o com cuidado
Para que se não desintegrassem
As palavras
Que nele estavam
Incrustadas
Li-o emocionada
Porque lhe senti o amargo
Do malogro
Que o matou
Só no fim percebi
Que o que ali
Jazia
Nas minhas mãos
Era um bilhete suicida
De um amor
Proibido
Que nunca foi...
Num poema morto
Sem nome
Nem autor
Encontrei-o
Caído
Prostrado
Na calçada
Enlameada
Aproximei-me
E ergui-o com cuidado
Para que se não desintegrassem
As palavras
Que nele estavam
Incrustadas
Li-o emocionada
Porque lhe senti o amargo
Do malogro
Que o matou
Só no fim percebi
Que o que ali
Jazia
Nas minhas mãos
Era um bilhete suicida
De um amor
Proibido
Que nunca foi...
(De Cleo)
* Espero que os poetas não sintam-se de algum modo prejudicados...
... Levantei alguns poemas (trechos ou não) pelos quais me apaixonei cuja a temática POESIA encontrou abrigo... Leio carinhosamente os blogs dais quais sigo... Que estes acima sejam apenas representantes desse vasto universo lírico e encantador!
Abraços a todos!
... Levantei alguns poemas (trechos ou não) pelos quais me apaixonei cuja a temática POESIA encontrou abrigo... Leio carinhosamente os blogs dais quais sigo... Que estes acima sejam apenas representantes desse vasto universo lírico e encantador!
Abraços a todos!
Auto traição...
Perfídia do[eu]...
Promessa que fiz: Não irei!
E fui!...
- Contraste do tempo desleal...
- Contraste do tempo desleal...
Infiel do cerne... na qual se diz:
- Não repetirei!...
E eis que faço novamente...
... E a ferida não fecha,
O mar não carrega, o tempo não apaga!...
E tenho outra "mim" a [me] instigar...
Fatalmente eu me traio...
E atraio contradições que não alcanço...
... E se alcançasse?
Traição no a[u]to!
quarta-feira, 28 de abril de 2010
O enfermo
Sorriso a derreter,
Febre que liquifaz:
Tempo a escorrer!
Volta que não refaz!
O enfermo, na cama, cochilo enganado;
Na cabeceira: telefone e flores que não desejou...
Doente que cospe feridas - outro machucado;
Do termômetro fez-se espada - outro exasperou...
Dor aguda, mexe-lhe com a razão;
Pertuba(dor)... Vazão da vertigem;
Ver-se dilacerar sem saber sua origem;
Voam fuligens de músculo do são...
AMOR
Composição: João Ricardo - João Apolinário
Leve, como leve pluma
Muito leve, leve pousa.
Muito leve, leve pousa.
Muito leve, leve pousa.
Muito leve, leve pousa.
Na simples e suave coisa
Suave coisa nenhuma
Suave coisa nenhuma.
Suave coisa nenhuma
Suave coisa nenhuma.
Sombra, silêncio ou espuma.
Nuvem azul
Que arrefece.
Simples e suave coisaNuvem azul
Que arrefece.
Suave coisa nenhuma.
Que em mim amadurece
domingo, 25 de abril de 2010
Traga água doce!...
Eu sabia que ele viria!...
Não, não havia a certeza,
O saltitar no peito e entusiasmo das mãos
- que teimam em pentear-me e perfumar-me... e "mes" de nós...
Eu queria que viesse!...
E do desejo do querer acredita-se,
Banha-se, troca-se...
Roupa de festa para a fresta da porta
- que teima em não abrir!...
E atesta-se, contesta-se, manifesta-se:
Ainda nem um sinal!
MAS ele vem!
Pernas inquietas... e "ses" de mim...
Nada... nada... o nada é algo...
O algo é preencher...
Lacunas assustam-me...
Logo... salve o lago de sentires
- que teima em deixar-me boiar!...Sê nosso esse lago!
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Poema de Cassiano Ricardo
(Foto por Flaviele Leite)
As Andorinhas
(CASSIANO RICARDO)
(CASSIANO RICARDO)
Nos
fios
ten
sos
da
pauta
de me-
tal
as
an
do
ri
nhas
gri-
tam
por
fal
ta
de u-
ma
cl'a-
ve
de
sol
fios
ten
sos
da
pauta
de me-
tal
as
an
do
ri
nhas
gri-
tam
por
fal
ta
de u-
ma
cl'a-
ve
de
sol
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Flaviele
(foto de Flaviele)
Doce menina, congela a imagem
Pausa - tempo para:
Paisagens, perfumes, amores, paixões...
... Fulguram!
Flaviele é menina-moça,
Traquina, pula, sorri...
Coração de criança,
Com a grandeza das eras!...
Flaviele é Flá:
Três letras
- carinhos sem valor...
Ele vi, Flá... Flá, vi ele...
Seja visão, seja cacófato...
Flaviele é do tamanho que tem de ser!...
E quando tudo parece tirar-lhe o ar... clica!
... E quem não respira somos nós!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Ansiedade em pétalas...
(Foto de Flaviele Leite)
Hoje estou ansiosa!...
Poderia encerrar assim, sem pormenores...
Deixemos a ferida cicatrizar...
Inalemos o perfume da flor...
...Quando a mesma banhar-se plenamente de sol!...
Inalemos o perfume da flor...
...Quando a mesma banhar-se plenamente de sol!...
... Mas o desejo de gritar não pausa meus dedos!...
Grito [en]surdo[dor]...
... E as reticências não colocam fim:
Branco alheio que me arranha!...
Sabes? Pudesse saber...
Só sei que a lacuna é sentida,
Que a sentida cutuca,
Que os olhos nos olhos incomodam...
Oras, se incomoda refletes...
Se refletes... age!
Assim aguardo...
Atenciosamente, SAUDADE!...
Selo
Pequeno mimo aos blogs:
- Baita Blog;
- NOP;
- Pimenta Poética;
- Pensamentos, poesias e textos ao vento;
- Leca
Abraços a todos!
- Baita Blog;
- NOP;
- Pimenta Poética;
- Pensamentos, poesias e textos ao vento;
- Leca
Abraços a todos!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Gole de amorida...
(Linda imagem por Flaviele Leite)Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos ! - (Clarice Lispector)
Amo-te e bebo-te!...
Bebida gelada -
Agregada: aquece!...
Canto e brindo à vida...
A vida... ida...
Tão somente a alcolizar-me de alegria...
Peito a pulsar, costuras na alma...
Já não sei se sou ou suo:
Líquidos segregados do que não (se) parte!...
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