terça-feira, 29 de junho de 2010

Meu avô pajé

 (Foto de Flaviele Leite)


Rolha no bolso;
moeda, limão e fumo...
Álcool, ervas... pernas desincham!...
Três pulos, prece segura...
E quem segura a dor éCuraDOR!...
Vovô voa na tradição,
Na bolsa: plantas, chás...
... Plantações e pás nas mãos!...
Aquela árvore é essa... essa ave é aquela...
E os pronomes são poucos para tanta demonstra-ação!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Curta o curto VII

Ligou... não somente em/no aparelho;
Mas [há] algo cá dentro!...

terça-feira, 22 de junho de 2010

AnÉversário

(Foto por Flaviele Leite)


Hoje o escarlate do dia faz rubra a nãorosa;
Os pulmões - sem fumaça... cospem gargalhadas!
O sol acolhe-o em seus braços!...

Sente-se a camurça da pele lustrosa...

E mais um ano...
E mais uma vida...

E mais-mais todos os clichês 
[sinceros que se pode desejar!...

Recomeços, partidas e chegadas!...

Batalhas de uma guerra infindável;
Espada sem corte, feridas sem sangue!...
 

Felicitações!!!
Felicita-me...

Mais um ano para: http://alendalua.blogspot.com/

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Curta o curto VI

A incerteza aplaude meu tremor;
minha paralisia;
o não ir... o não vir... impelir!
Vamos?!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Curta o curto V

... Fez-se do frio desculpa:
Lado a lado é aquecedor viável!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Curta o curto IV

Sei que a saudade é estaca...
O tempo insiste em cravar!
Pac, pac...
Mais uma veia... mais uma vez!
Nenhum dedo!

Afagos raptados! AMOR

(Foto de Flaviele Leite. Capta o amor em essência)

Continua o sequestro por alguns dos blogs que tanto admiro...
Trechos (ou não) com as respectivas fontes!...
Abraços carinhosos em todos =)


AMOR
 
I
Quero juntar meu olhar com várias emoções,
ferver minhas mãos com outras até senti-las doer,
perder as prisões que me acanham
e me enclausurar em detalhes que,para sempre, me inspirem.
(THOMAS ALBUQUERQUE. In: http://tasapreciacao.blogspot.com/)

II
Vou tecer um cachecol com teu gemido
Roubar as flores deste vestido
E replantar em mim o teu refrão
Eu quero ser a tua decisão...
E vou dizer, meu céu

This it:
Teu ponto de partida
é meu coração
(JAIR FRAGA. In: http://jairfragavneto.blogspot.com/)

III
O pulso do meu coração demarca o limiar das horas;
No não tempo em que bate arritmico dita as não regras...
Meu amor não tem tempo nem regras,
Acorda sempre para não dormir, vive sempre para não morrer.

Hoje apaixonado, calaram!
Mas digo sou inteiro,
Me sentindo mera metade
De algo muito maior!...
(SIDNEI CORDEIRO. In: http://alendalua.blogspot.com/)

IV
Ca(lar)

Minha casa
não é aqui
nem lá.

Eu moro dentro de você
e você dentro de mim
é qualquer lugar.
(ÍGOR ANDRADE. In: http://fugadointelecto.blogspot.com/)

V
Ao papel do tempo
não resiste, -
vento que insiste
em soprar os véus...

Eles vão caindo,
caindo...
E ela vai indo,
indo...

Paixão é imperativo, sim,
mas só o amor
sobrevive a gerúndios;
dizem...
(JU RIGONI. In: http://jurigoni.blogspot.com/)

VI
Não sei se do amor agora sou dono
Ou se ele faz de mim papel carbono
Com que extravasar em papéis a tinta
Que embora diáfana se enfraqueça
Tão logo me passe pela cabeça,
Exata chega a quem quer que me sinta.

As noites de sono foram embora,
Por ausente o sonho... que agora, enfim,
Desperta na cama ao meu lado – fora...
Assim... do lado de fora de mim...
(LEANDRO HENRIQUE. In: http://anjomalandro.blogspot.com/)

VII
o amor às vezes é ilha
que só se encontra
quando se naufraga
(GERALDO DE BARROS. In: http://semcatraca.blogspot.com/)

VIII
O melhor
do amor,
à minha maneira,
não é amá-lo
inteiro,
mas inteira
(RENATA DE ARAGÃO. In: http://docedelira.blogspot.com/)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Boca com flores

(Belíssima imagem por Flaviele Leite)

Primavera Nos Dentes
Composição: João Ricardo/João Apolinário

Quem tem consciência para ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra-mola que resiste

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura a primavera

... E não tenho certeza do SER;
O verbo deveras me cala...
E o que antes, claro... hoje anoitece;
Palavras tecem os suspiros! 

Sem perder a candura... perde-se a cabeça!...
Achemos o caminho... a Pasárgada escondida...
A cama para que o desespero repouse...
Sua não-cabeça em mantos primaveris!...

Ó SER que não sabe sê-lo!
Que não sabe dos quereres;
Que nada sabe... mas a tudo sente!...
Carregai-me com as flores... em seus dentes!...

domingo, 6 de junho de 2010

Curta o curto III

... E fez dos poemas cópias ocultas!...
Não se pode esconder o que [se] sente!
Pudera ter o domínio do DELETE... às vezes...

Curta o curto II

As lágrimas de outrora deixaram um bonito papel machê!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Curta o curto I

Queria gritar... mas a calada da noite me cala...
Os tendões inflamados inflamam o sono...
Logo chega!...