Poema em parceria com Jair Fraga...
... Obrigada amigo poeta!
Versos Na Água
Alguns versos caem na água;
Tu que me lês reflete-se...
E no teu sonho imagina
Como poderiam flutuar em seu rio...
Acharás-lhes beleza sequiosa?
Fará parte do ciclo hidrológico?
Lavará sua alma com poesia?
Ânsia incontentada, banhada.
Alguns versos me saem nas lágrimas
Vão escorrendo em minha face
Experimento-me enquanto o tempo
Dá uma forma, um disfarce
Você me pergunta quem sou
E o que quero com isso
Você me pergunta por que e para onde vou
Acaso pensaste que sou apenas
Uma tinta fresca que num belo dia
Dormiu e acordou poesia?
E a água leva meus versos
E os versos refletem em olhares serenos
E tu ignoras os respingos
Que molham suas vestes opacas e incoerentes.
Perguntas não respondidas em tardes úmidas.
Tu ignoras a poesia que insiste em lavar,
Alma,
Afagos,
Vidas não vãs...
Os versos... Os versos naufragam...
Lindo poema, mas se me permite versos não naufragam, sequer submergem...versos emergem resplandecendo vida.Como este que tirou do líquido da vida, o sentimento de se viver.Pois quem chora vive plenamente e aquele que não o faz, interpretando esta.
ResponderExcluir:)
ResponderExcluirSidnei, permito,rs... Permito que defenda os versos...
Mas quem ignora a alma e se prende às cascas deixam versos afundarem... Simplesmente não conseguem sentir, logo não importa...
Contudo, não há morte para a poesia... para estes ou aqueles... A poesia está em tudo, cabe a cada um enxergá-la ou ignorá-la... Não depende dos segundos para viver!
Abraços!
sim sim...perfeito Nadine, o poema foi feito de forma magistral...fiz a inversão pura e simplesmente pois ele me fez emergir, não naufraguei.rsrsrs...
ResponderExcluirIndiferente da interpretação tomada por cada um a poesia tem uma mensagem, é vista por ângulos diferentes o que a torna algo divino.O problema não é a interpretação na qual tomamos.O problema é quando a não-interpretação se faz presente, aí vem o naúfrago, mas puramente humano.
Adoro seus poemas, grande abraço.
Lindo espaço!
ResponderExcluirAdorei os poemas, a parceria, creia, muito bem sucedida.
Repleto de sensibilidade, a Clarice Lispector ficaria orgulhosa,hehe. Afinal, vejo que não há imitação, há inovações mil aqui. Rupturas etc.
Enfim, existencialismo, sentimentalismo e ismos vitais em doses certas.
Parabéns!
Diego.
Sidnei... fico muito feliz que sempre esteja aqui, coloca seus sentires...
ResponderExcluirDe fato, sinto-me honrada!
Obrigada por viajar comigo!!! E, sim... concordo... o problema está em não interpretar... Não há uma resposta certa... Há diferentes modos de sentir a poesia...
Busco justamente isso... que eu possa cantar para várias pessoas...
Abraços!!!
Diego:
ResponderExcluirObrigada pela visita!
rs... Clarice, existencialismo... Não chego a todo esse Universo vasto, complexo e rico!
Vamos brincando com as palavras... Mas acredito sinceramente que as palavras é que brincam comigo... saem e buscam algum sentido para o tufão que invade mi'alma...
Abraços!
Boa noite.
ResponderExcluirGostei muito desse poema. Na verdade, gostei do seu conjunto de poemas, dotado de muito lirismo e leveza.
Parabéns, poetisa!
Grande abraço.
André:
ResponderExcluirObrigada!!!
És bem vindo... sempre!!!!
Tenho lido seus poemas também...
Inovadores e realmente tocantes...
Abraços!!!!