Na estalagem justafluvial... peregrino audaz repousa...
Andarilho errante... cupido adormece...
Perdida... me congelo diante da janela do seu quarto... enterneço-me...
Olhar aveludado, inspeciono cada aresta... tocar, minhas mãos ousam...
Incauta... inebriei-me com sobejos do elixir das setas...
Líquido de aparência inócua... agente agressivo...
Banalidades... configuram-se afeições intensas...
Lágrimas candentes brotam... soluços, domino...
O forasteiro não encontrava abrigo... escolheu se hospedar onde eu me desencontrava...
Desconhecia a embriaguez com o bálsamo de suas flechas...
Min'alma pairava pelo infinito... meu coração era rio...
Afã de ter embarcação entre as espumas...
Recifes rasgam as águas... corro... fuga da dor...
Shakespeare: mais um sonho de uma noite de verão...
Fico com outra opção: rubra flor de perfume AMOR.
Boas construções..
ResponderExcluirEncontrei,neste texto palavras que gosto muuito e modos de descrever sensações,que me servem por demais.
Te admiro menina,vamos ganhar o mundo deste jeito.
Vá ver,quando puder,um que fiz com um tipo parecido.
Bem antigo,mas tem este corpo ai.
Bjos e agradeço-lhe!
Raffa!
Raffa:
ResponderExcluirEu é que agradeço... visitas, elogios...
Sensibilidade que permite ser tocado por poesia...
Beijos!
Verei...
Nadine,
ResponderExcluir...Antes que citasse vi Shakespeare!!Rss
Talvez o cenário, talvez a simbologia...
Mas ficou lindo e profundo, como sempre!
Abraços!
Obrigada Giselle!!!
ResponderExcluirrsrs... antes de ler seu comentário senti que já tivesse tirado algum véu do poema...
... Reconheço... mais uma vez... a essência de boa parte dos meus versos... Sim, repletos de simbologia... Você 'sente'...
Abraços!!!