Dia cinza... e dedos quentes a digitar;
Palavras de camomila espargem;
Quisesse acalmar meu ser a gritar;
Pudera ver-te em minha vida, folhagem.
Incessante luta do pensamento...
Não, já não te esqueço... audaz tormento...
A insônia apontando você
E o coração aqui... tão dentro;
Resignado... perco-o sem buscar o porquê.
Sou fragmentos a bombear... o que se divide
Um dia nublado... e o não saber que envide...
Em linhas invisíveis desenho passos ;
Trilhas que segues de olhos fechados...
Tinjo monocromáticos erros crassos -
Colorir, modificar... adornar o encerrado...
As luzes se apagam... dormir, não poderia
Tateio lembranças do que poderia...
Sentir que será nosso esse chão multicor...
O relógio canta minha hora, caminho...
Camomila atua... sonífero de doce odor
Repouso dúvidas... você: cinza e sozinho.
Nômade de emoções atiradas ao vento
Residências longe da felicidade... sem rima final...
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... Falta a sua pitada!...