
Muro entre meus olhos e a cidade,
Doses sem pressa e precisão:
De gaiolas e fronteiras!
Tijolos gastos pelo tempo...
De frestas funestas:
Escuro e o claro do mesmo lado do muro:
Infrutuosidade explícita.
Escuto frases reiteradas;
Ludíbrios ditos placidamente,
Perfumados de verdades das quais desacredito...
Bebeu da taça de enganações?
A sombra já não protege...
Temos o mesmos sonhos... lanternas diferentes!
Ah! Pudesse derrubar o muro!...
Ah! Pudesse ter sua mão sobre a minha!
Mas não há certo... o errado é cimento...
Olá senhorita,
ResponderExcluirBela postagem, intensa...mas muros-divisas estão tombados a tempos, em Berlin o último tombado foi em 1990...a 19 anos atrás...os muros e divisas criamos por nossa propria vontade e desejo e não há muros humanos ou desumanos que possam nos conter quando aprendemos sonho-planar...a vida sabe pra onde vai e por quais mares conduz, basta deixar-se levar pelos bons ventos.
Beijos