As maçãs de ouro geram guerras, ficarei com as podres...
Adubar a terra árida que por acaso (ou descaso?) deixaste...
As sementes já não produzem cianeto!...
Poemas, críticas, resenhas, abuso de reticências, desabafos e versolivrismo e livreversismo...empadinhas com um único palmito... Ideias sufocadas...
quarta-feira, 7 de junho de 2017
sexta-feira, 2 de junho de 2017
Uma hora de batalha íntima
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| Imagem retirada do acervo Getty Images. |
Embora meu inimigo não vencesse,
Deixou antes a prévia derrota,
Que na vitória eu me perdesse
E na perda, a esperança remota.
Não consenti uma morte há tempos,
Fiz do amor espada inquieta,
Hoje agonizo, além tormentos,
O toque já não é mais extrema meta.
Então deito em áureo leito,
Onde pensamentos incertos são,
Reavendo estranhos conceitos,
A vitória fulgura só na imaginação.
Estas duras vontades, adversárias
De inquietações, por si mostravam
Que, desde o início haviam várias,
E não partiam quem as alimentavam.
Então derrubo, lança e espada,
Concluo que quem vence, antes sua
E até mesmo ao passar estacada,
Já estava em uma morte crua.
Luto comigo, socorrer-me não queria
Por não causar bem, sei bem que erro
Do coração dado arrependia,
Minhas dores combatia a fogo e ferro!...
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sentimentos
domingo, 28 de maio de 2017
Curta o curto LXX
Ele dormiu e roncou:
Sílabas poéticas saltaram,
Inundaram seu travesseiro...
Sou a moça da lavanderia -
- Fronha imprópria para sabão...
Notará que levei para mim?
Sílabas poéticas saltaram,
Inundaram seu travesseiro...
Sou a moça da lavanderia -
- Fronha imprópria para sabão...
Notará que levei para mim?
quarta-feira, 24 de maio de 2017
O voo da coruja
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| Foto pessoal da minha coleção (e amor) de/por corujas |
Ela voou, voou...
Para lá que eu vou?
Não, não sabe-se onde pousará agora...
Clarividente da noite,
a lua como guardiã defronte,
ondas a cintilar o breu lá fora...
Tente não segui-la, não ouvi-la voar...
O canto é dor, desamor no chirriar!...
Talvez os us e us são monossílabas d'outrora...
Regressará à Atena, volta em inspiração,
dorme satisfeita, presa na própria audição...
É preciso deixá-la ir embora.
sábado, 20 de maio de 2017
Coffee Break XVIII
Entre um gole e outro de cappuccino,
- Sem café puro para mim -
A chuva lá fora era menor que a dentro,
Goteiras doces, desabamentos inevitáveis...
Capisce?
- Sem café puro para mim -
A chuva lá fora era menor que a dentro,
Goteiras doces, desabamentos inevitáveis...
Capisce?
terça-feira, 16 de maio de 2017
Ele e a máquina de escrever
![]() |
| (Imagem retirada do acervo: Getty Images) |
São poucas teclas,
Não, poucas sílabas...
Há um medo intermitente,
Há uma febre que oscila...
Em seus dedos há um peso,
Sobretudo, anula...
Não há como apagar tudo,
A máquina desdenha...
O que tecla é leve,
Mas as teclas pesam...
Sente dores, palpitações,
Tictic, tictic, tictic, plim...
Lido: se futuro presente,
Enquanto martela, flutua...
O papel acaba, sílabas também,
Precisa de ar, sai sem a máquina...
O cilindro gira, nova folha,
A ausência não impede...
Alavanca de entrelinha,
Folha voa, ganha vida...
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palavras,
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quinta-feira, 11 de maio de 2017
Curta o curto LXIX
A dança nova é um renovar,
Há refletores,
Poucos atores,
Saltos que descalçam...
Alivio aos calos e ao ar!...
E a música?
Canções infindáveis...
- nunca chega a última...
Há refletores,
Poucos atores,
Saltos que descalçam...
Alivio aos calos e ao ar!...
E a música?
Canções infindáveis...
- nunca chega a última...
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Um pouco sobre platonismo...
Não, não discorrerei sobre a filosofia tratada por Platão... O fato é que tenho duelado com minhas próprias questões. Carrego uma mistura de filosofia e poesia muito pessoais para conseguir argumentar sobre transcendência de ideias do plano da matéria...
Sou uma matéria que não se aprende em livros... Ah, não era isso?
É provável que as afeições contemplativas sejam possíveis de explicações pelo viés psicológico, inclusive. A situação é que em meu universo não encontro as respostas que gostaria, quando (ou quanto?) ao menos não sei as perguntas...
Sou idealizada e idealizo, quase uma constante. Tenho uma frequência cardíaca que costuma parar - morre-se por segundos... Em minha essência sou amor, sim, o amor também uma questão digna de nota aos filósofos... Mas o amor me tem sido tão complexo, tão singular, deixaria qualquer ser mais racional em estado de perplexidade (ou não?). Isso para esboçar que, se em essência sou amor, em ausência sou confusão... E essa bagunça arrumo sozinha, não há sublimação: caminho sobre sentimentos e alguns descubro serem navalhas!... Sangro e isso é ser comum - finda qualquer idealização...
Eu transpiro poesia, não porque trabalho a palavra... Eu a engulo e, quando não a cuspo, transpiro incessantemente... Por isso, não poderia receber o amor que mencionei antes... Esperava, como de fato o é, a idealização, ser o mote poético de alguém... Sou coberta por perfumes raros, depois preciso seguir quase seca... E o que vem depois? Uma chuva a molhar-me, e eu gosto!...
Quando prevejo, estou forte? Errado. Admiro a possibilidade de me permitir estar enganada, ser tocada e tocar... A frustração prevista vem com um bonito laço de cetim, pede-se para ser desfeita, vou adiando o desembrulhar... Então, desembrulho e eu mesma também me desembrulho!... Fico menos poesia, embora a essência esteja ali, fico um pedaço, um pedaço de carvão em brasa que pede por um abraço, mas queima... Meu presente é inevitável... Sim, mais um platonismo!...
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amor,
essência,
eu,
filosofia banal,
platonismo
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Miragens na cidade
Os prédios que outrora estavam,
As casas que abrigavam,
As terras que deslizavam.
(Geram consequências...)
Estar já era menos presença,
Abrigo já era quase doença,
Deslize já era qualquer desavença...
(Vê-se o que não quer...)
Presença, quase um mal-me-quer,
Doença, quase origina novo flâneur,
Desavenças, quase lágrimas quaisquer...
(Mata-se pela ausência de reciprocidade...)
- Miragens na cidade?
As casas que abrigavam,
As terras que deslizavam.
(Geram consequências...)
Estar já era menos presença,
Abrigo já era quase doença,
Deslize já era qualquer desavença...
(Vê-se o que não quer...)
Presença, quase um mal-me-quer,
Doença, quase origina novo flâneur,
Desavenças, quase lágrimas quaisquer...
(Mata-se pela ausência de reciprocidade...)
- Miragens na cidade?
Curta o curto LXVIII
Eu vi alegrias em telas...
Elos que iam, enquanto eu vinha...
A falta de necessidade (sua) e o (meu) excesso de amor me obrigam a desligar(me)...
Elos que iam, enquanto eu vinha...
A falta de necessidade (sua) e o (meu) excesso de amor me obrigam a desligar(me)...
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Coffee Break XVII
... Um pedaço do coração foi servido com chá
- Não, não tinha café!...
Tinha muita espera e uma vontade de ir...
Para onde?
Onde o café era sempre quentinho,
O abraço longo,
As palavras breves...
Então, devorou-se grande fatia,
mas na garganta um naco -
Cof(fee), cof(fee), o para sempre é um minuto que vale a pena!...
- Não, não tinha café!...
Tinha muita espera e uma vontade de ir...
Para onde?
Onde o café era sempre quentinho,
O abraço longo,
As palavras breves...
Então, devorou-se grande fatia,
mas na garganta um naco -
Cof(fee), cof(fee), o para sempre é um minuto que vale a pena!...
terça-feira, 25 de abril de 2017
Crise dos 30 - Parte II (fim da saga)
O trem mais parecia um avião...
Em poucas horas chegou.
E eu, e eu é quem fui sem esperar!...
Meu refrão gastou,
Virou marchinha e marchando foi
- Bateu na contramão de uma esquina qualquer!
Chegaram, chegaram trintas dias no mês,
Mais parecem pássaros canoros em gaiolas...
E o canto? O canto não sai...
Oh, drama de três décadas!
Oh, espetáculo de meia hora!
Oh, triplo X romano!
Não há aplausos,
Sonhos vaiam em dissílabas...
Ecos infinitos de "inta"... "inta"..."inta"...
Em poucas horas chegou.
E eu, e eu é quem fui sem esperar!...
Meu refrão gastou,
Virou marchinha e marchando foi
- Bateu na contramão de uma esquina qualquer!
Chegaram, chegaram trintas dias no mês,
Mais parecem pássaros canoros em gaiolas...
E o canto? O canto não sai...
Oh, drama de três décadas!
Oh, espetáculo de meia hora!
Oh, triplo X romano!
Não há aplausos,
Sonhos vaiam em dissílabas...
Ecos infinitos de "inta"... "inta"..."inta"...
OBS: Em 2013 já estava em crise (haha), cheguei a desabafar sobre: https://nadinegranad.blogspot.com.br/2013/01/crise-dos-30.html#comment-form . Agora os '20 e dez' chegaram!... Como diriam os Novos baianos: "Acabou o chorare"...
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Germanices equatoriais
Para O Equador das Coisas
Entre sombras e mares,
Avante, adiante,
Tão somente seguir...
Toma-nos ares...
O velejar, tal constante
- Em dez anos a sorrir...
Não há como dizer,
Aquilo que não tem razão...
Todas as cores beijam em tom de azul,
Palavras que dançam em solidão
- E ganham a amplidão do verbete nu...
As distâncias dos polos inexistem,
No peito do poeta o magnetismo é um...
A poesia é perpendicular,
Certeira ao lugar-incomum...
Entre estorvos e (re)começos,
Da inação à Comunicação,
Agracia-nos com essências...
Uma a uma que abraçam e pingam... coram ação...
* Poema em homenagem aos dez anos do blog "O Equador das Coisas" - o presente ganhamos a cada postagem!...
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Curta o curto LXVII
Ele mandava flores virtuais e ganhava batidas de um coração real...
Mas a rosa secava pouco a pouco, enquanto a distância crescia...
- A chuva necessária era de outro céu!...
Mas a rosa secava pouco a pouco, enquanto a distância crescia...
- A chuva necessária era de outro céu!...
domingo, 2 de abril de 2017
Colombina de asfalto
... Eu que sempre preferi Pierrot,
Notei-me roubada,
O Arlequim me furtou!
As lágrimas negras escorrem,
Antes de tocar o chão,
Nas estrelas morrem...
No asfalto quente um palhaço dorme,
Uma escrava chora,
Um ladrão corre...
O primeiro semáforo nos congela,
O conto vira riso,
Tudo termina em novela!...
quarta-feira, 29 de março de 2017
Curta o curto LXVI
Mensagens cessaram,
Assim não preciso usar Caps Lock interna,
Enquanto por fora sou só risadas...
Assim não preciso usar Caps Lock interna,
Enquanto por fora sou só risadas...
quinta-feira, 23 de março de 2017
Blues do despe-aço
Ele furou meu peito com olhares,
Cílios que encontram águas alheias
E fez-me buscar novos ares,
Blues que em minh'alma permeias...
Se nas entranhas sejam ferro,
A mente é punhal de bronze das sereias
E ao tomar novo fôlego, um berro
- Luz explode aos ouvidos como candeias...
A canção é tudo o que me resta,
Embora a noite tenha a luz lunar,
Nem tudo em que é escuro terá festa.
Preparo-me para quando a última nota soar...
Agora, aço na faca, peito com oco
Ele caminha semisereno, semipartido
E eu completamente de olhar fosco
Canto para não sentir que algo em mim tenha morrido!...
Cílios que encontram águas alheias
E fez-me buscar novos ares,
Blues que em minh'alma permeias...
Se nas entranhas sejam ferro,
A mente é punhal de bronze das sereias
E ao tomar novo fôlego, um berro
- Luz explode aos ouvidos como candeias...
A canção é tudo o que me resta,
Embora a noite tenha a luz lunar,
Nem tudo em que é escuro terá festa.
Preparo-me para quando a última nota soar...
Agora, aço na faca, peito com oco
Ele caminha semisereno, semipartido
E eu completamente de olhar fosco
Canto para não sentir que algo em mim tenha morrido!...
segunda-feira, 20 de março de 2017
Tentativa...
Traçam Teias
Tentam... Todavia
Tentativas Tolas
Tornam Tudo
Tangente!... Tanta
Têm Tudo
Tanta Têm
Tido Terminam
Tentando...
Marcadores:
concreto,
lúdico,
tentar,
verbo-visual
quinta-feira, 16 de março de 2017
Coffee Break XVI
Às vezes ainda me pego pensando em seu café...
Deve estar com açúcar, agora...
Mas o pó, o pó no fundo...
Lembranças de um amargo já esquecido...
Virou qualquer coisa, menos café!...
terça-feira, 14 de março de 2017
Curta o curto LXV
O dia quente,
Ventilador no rosto...
Bronquite no peito,
Peito vazio...
Prece para que ventile-se a dor...
Ventilador no rosto...
Bronquite no peito,
Peito vazio...
Prece para que ventile-se a dor...
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