domingo, 5 de fevereiro de 2017

FloresCER fora de época

(Foto por: Nadine Granad - Exposição de Orquídeas)
Entre tantas orquídeas,
... Sem folhas, fui ser água para um cacto...
Protege-se da luz solar,
... Eu que tenho astros nos olhos e peito em chamas...
Não estou preparada para a jardinagem,
... Embora tenha lido bastante e cultivo flores em pensamentos...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Não há vagas para ela...

Sinto dizer, mas ela não está apta!...
Sim, acabou, passou... era uma nuvem que só precisava chover!...

Ela foi bem empregada, mas o tempo expirou...
Precisa de atualizações!

Lamento, mas as vagas disponíveis exigem experiência...
Ela viveu sob uma única batida cardíaca!...

Precisamos de corações renovados...
O dela venceu!...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Coffee Break XV

Engraçado como cada vez mais o café virou café...
Sem meias verdades, sem metáforas inteiras...
Ora dá azia, ora dá ânimo...
Brindemos com chá!...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Curta o curto LXIII

Quando eu já acreditava na vitória: Mensagem tardia, adia a tranquilidade... Os exércitos precisaram entrar em campo... última vez!....

Breves anotações sobre o sorriso dele...



É uma pitada de Debussy com poesia...
É bossa... que é nova no peito...
A lua está entre lábios e as marés nos abraços...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Rascunhos encontrados no lixo...

Rascunho 1
Por sorte não liguei,
Por sorte não ligou,
Preciso desligar-me de mim para ligar para alguém...

Rascunho 2
Ela quer um amor grande quanto o que ela sente... Está só, por enquanto a dança é um break, depois vira valsa...

Rascunho 3
Mentiu, tem mágoas incontroláveis que viram pesadelos...
Muitos anos e um segundo para decidir fez com que o tempo de perdoar expirasse...

Rascunho 4
Mentiu para si mesma, culpa-se ainda... embora todos lhe digam o oposto...
Queria não ter aberto o peito... a costura é com linha fina...

Rascunho 5
Mentiu para todos, os rascunhos são frescos...

domingo, 20 de novembro de 2016

Para uma boa semana!


Show do Alceu Valença (19/11/16)... Assisti-lo de perto, simplesmente lindo!
Precisava, pois pensar, pensar, pede dançar conforme a música...
Prometo essa semana colocar as leituras dos blogs em dia ;-)

Boa semana!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Curta o curto LXII

A coragem é ovacionada na decisão, mas a vitória pertence ao repudiado...

domingo, 6 de novembro de 2016

Antes do cochilo

Nem sempre pensar, pensar... é preciso dormir também...
A semana ré-inicia e o que mudar?
Nós com nós... desatar a caminhada rumo à evolução...
Vamos à ação?

sábado, 29 de outubro de 2016

Sobre a paz que procuro...

(...)Ela já acreditou no amor, mas não sabe mais
Ela é um disco do Nirvana de 20 anos atrás
Não quer cinco minutos no seu banco de trás
Só quer um jeans rasgado e uns quarenta reais
Ela é uma letra do Caetano com flow do Racionais
Hoje pode até chover, porque ela só quer paz(...)
Projota - Música: Ela só quer paz - Clique aqui para ouvir!



Dormir, acordar no horário,
O sono é embalado pela sensação de que fez o melhor
E não pensar em "se"...

Levar-se pelas marés, sem afogar-se...
Boiar no que é bom, jogar os pesos...
Ficar leve com o que foi feito e decidido por outrem...
O outro fez um favor, aceitar dar as braçadas...

Não buscar justificativas, ficar com o agora...
Deixar o depois para amanhã e ainda sim conviver com a urgência, sem pressa...
A sensação de dever cumprido...
Essa é paz tão sonhada!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A SEPARAÇÃO DEVERIA SER UMA CONSTRUÇÃO A DOIS - POR FABRÍCIO CARPINEJAR

Se a paixão é uma invenção a dois, com troca de projetos e planos, a separação não pode continuar sendo uma decisão unilateral.
Não pode seguir como uma intervenção egoísta. O que costuma ocorrer é um desabafo desinteressado: "Não quero mais, e que cada um siga seu caminho". 
Toda uma história em comum é jogada fora.
Quem começou a brincadeira deve ter a coragem de terminá-la, e não sair no meio porque acabou a vontade.
O fim também precisa ser uma construção do casal, e não somente para casais com filhos.
É essencial sentar frente a frente e entender o que aconteceu de errado, avaliar as crises e rupturas, descobrir onde a lealdade desanimou, onde o remorso se agigantou.
Ser um casal também na despedida, partilhando as lembranças e a autoria dos problemas.
Talvez venha a nascer, da compreensão, a amizade e, quem sabe, o renascimento da atração.
Reunir-se com calma e carinho para expor o que não funcionou, e para experimentar um luto menos sofrido, com a distribuição dos lugares a frequentar e modos de interagir.
Sou favorável a uma última viagem do par que está se afastando. O contrário de uma lua de mel.
Ao definir o término, os dois tirariam uma semana de folga para ficar uma semana relaxando e dormindo no mesmo quarto, trancado num resort.
Assim como existem cursos de treinamento profissional em hotel, fariam um destreinamento sentimental, destinados a resolver as diferenças e não respingar ódio e raiva entre os amigos e conhecidos.
A dupla atravessaria uma imersão amorosa forçada, férias de ruptura, para passar a limpo o relacionamento. De preferência num lugar bem bonito, uma ilha paradisíaca, em que os hóspedes são enamorados e dispostos.
Não haverá melhor teste de resistência. Ambos vão tirar uma febre se realmente desejam permanecer longe, ou se era somente uma fase triste de cansaço e estresse, o que chamo de blecaute de personalidade.
Com outros casais por perto, estarão sujeitos ao extremo dos sentimentos, vulneráveis à nostalgia, à inveja e à angústia.
Haverá ainda crises de ciúmes em caso de amor sincero (Onde esteve? com quem estava conversando?) ou de indiferença na hipótese de rompimento verdadeiro.
Será que suportariam café na cama e jantar à luz de velas? Será que resistiriam a uma praia ensolarada? Será que sobreviveriam a uma rodada de drinques coloridos e afrodisíacos? Será que não cederiam às tentações da recaída em ambiente romântico?
Pois, quem quer se afastar, não dará a mínima ao luxo e ao conforto, estragará qualquer cenário com sua implicância.
Mas aquele que, por dentro ainda está casado, verá no desfecho mais uma esperança de ser feliz.
Terminar é também se entender e se fazer entender.

domingo, 23 de outubro de 2016

Sobre o parentesco...

Difícil... quem disse que não seria?
Os maiores testes precisam ser enfrentados no nosso próprio lar, no conforto do teto encontramos a angústia do convívio, as diferenças que podem ser indiferenças para uns, lágrimas para outros... 

Embora transmitam uma verdade que é rara nas ruas, transitam pela curva do estresse, com doses de incoerências engolidas a seco... Algumas vezes temos direito à água... outras não podemos desistir, não baixamos a bandeira, apenas a lavamos e reerguemos mais alto, gritamos mais alto... No duelo de grito todos perdemos a voz...

Não é possível que seja um eterno agora, certamente houve um antes... esse antes pertence ao nosso presente que determinará nosso futuro... Estamos em uma escola diária e quem preenche os diários somos nós mesmos... Escolher sofrer, magoar-se, rir ou relaxar são avaliações duras...

Facilmente corremos para a força materna, os conselhos paternos, os ouvidos ou piadas fraternas... Dificilmente será apenas perfume... os diferentes odores nos dão força para evoluir...