segunda-feira, 17 de outubro de 2016

*** Postagem retirada do blog que sigo***

Os passarinhos cantam que:

Você é isso...



"Tudo que você possui pode ser perdido, pode ser roubado, pode ser removido. 
No fim, a morte separará você de suas posses. 
Somente aquilo que você se tornou não pode ser removido. 
Nem a morte o separa disso. Você não tem isso, você é isso." 

Osho


Retirado do lindo blog: http://passarinhosnotelhado.blogspot.com/#ixzz4NN0Pi1bi

Curta o curto LXI

O escarro precede o cuspe... às vezes...

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Sobre algumas cartas...



Sempre escutei/li poemas de Fernando Pessoa (Álvaro de Campos), prendendo-me aos versos: "Todas as cartas de amor são ridículas"... Bom, não consigo parar de pensar nos múltiplos significados depreendidos...

Depois, pós-muitascoisas-chaticesdiárias, fiquei relendo algumas cartas... Puxa! Engraçado como soam vazias depois de um tempo... soam ridículas, promessas que se desfizeram na primeira crise!... O poema soa uma profecia que se perpetua...
E mais engraçado ainda deve ser a compreensão da relevância delas por parte da geração e-mail, WhatsApp, Facebook... (Sim, ainda as escrevo...)

Sou uma ridícula nata, tenho talento para tal, inclusive valorizo as cartas ridículas alheias... Poderia, talvez, inscrever-me em uma nova vaga de emprego: crítica de cartas de amor... Certamente aprovaria todas!... Cada sentimento é único, marcado por um presente que perdura em letras, mas não necessariamente em sentires... É preciso respeito...

Citações de poetas, músicas, filmes, vale tudo na hora de escrever cartas de amor... Mas o ideal seria lê-las e jogá-las ao vento... Afinal, letras imortalizam-se e ações nem sempre condizem com escritas... Quantas vezes prometemos algo e não cumprimos? E, pior, quantas vezes escrevemos algo e não cumprimos? Isso é uma faca cortante que algum equilibrista-destinatário irá atravessar...

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Microconto IV

Em um dia ensolarado ela preferiu ficar com a chuva e molhar-se até naufragar!...

domingo, 9 de outubro de 2016

Probleminha pueril...



A menina queria a atenção do menino e chorou...
Ganhou, contrariada, o olhar fulminante...
Pensou, pensou e decidiu-se, melhor sozinha:
É mais fácil ignorar problemas alheios!

O menino, contrariado, desinstalou o jogo...
Ganhou atenção, amor e carinho...
Pensou, pensou e decidiu reinstalar:
É mais fácil lidar com relações virtuais...

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

DONADA, dê nada!

Retirado de: frasespesiaseafins.tumblr.com
E do nada a vida seguiu...
Na verdade o nada já estava ali,
quando o tudo pensou ser o bastante,
já nadávamos no abstrato...

Se havia, haveria de ser algo...
Ou o Tudo é tão relativo
e o Nada é tão retroativo?
Os tempos acabam sendo pretéritos de si...

O mesmo acaba sendo a diferença que falta,
as palavras nem sempre satisfazem metalinguagens...
E o coração é, por vezes, razão...
Dê Nada e ganhe Nadas... nademos, então...


***Para escutar:



Curta o curto LX

Feliz é quem sabe o que quer e não quer o que não dá pé!...
O pé é propulsão para quem já sabia o que queria e ainda pode sair do chão...

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Você pode enfrentar a vida...

Imagem retirada do Google
Um de nós desfez o nó e sorriu...
... Quem escolhe levanta-se, tira o pó...
Quem fica com o laço, estagna os próprios passos...

Um de nós fica com as lembranças, larga as ânsias...
... Quem lembrou, sente-se pleno do amor que o rodou...
Quem que esquecer, questiona o amor, se teve...

Fiquei com a fita e com o nó na garganta, deixei as boas lembranças...
... Sou quem quer vê-lo feliz, ainda que custe minhas incertezas...
Sou a cicatriz e meu sentimento há de ser bom juiz...



Raiva ou mágoa?

Retirado do site: http://kdfrases.com/frase/159835



De raiva e mágoa fico com a segunda...
Não que queira ficar,
Mas é ousadia ignorar a presença de algo que foi plantado...
É presunção escolher quando somos apontados inerentemente...

A primeira não cabe em meu peito,
Longe de verbetes consagrados, assim defino raiva:
Ódio, aversão... Não cabe, já que foi o aparecer de outra versão...

Da mágoa, preciso vencê-la, já que é meu próprio veneno...
É apoiar-se em palavras que hoje ficaram vazias...
Uma decepção por inação, dor n'alma...

O pesar pesa mais que a própria...
As palavras são paredes que teimam em permanecer...
O amor matou a raiva e as promessas sopraram a mágoa...
Que voe longe... que me deixe livre...

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

(Para sair da Fossa III)




Música: Deixe Estar (Compositor - Tó Brandileone)
Interpretação: 5 a Seco

Letra:

Nunca vi chorar tanto por alguém que te não quis
Deixa estar
Que ele vai voltar louco para te ver,
Então verá,
Que você cresceu
Que apareceu, tem seu lugar,
E hoje está louca para sair
Sem saber que horas vai voltar.

Refrão (2x)
Eu quero mais é te ver na pista
Da vida, dançando sem parar
Eu quero mais é sumir com as pistas
De onde ele foi parar.

Se ele não ligou, nunca te escreveu
Não vai prestar.
Chega aqui que eu vou te falar
O que você sempre quis ouvir.
Deixa isso pra lá, que você não pode ficar assim
Põe um fim.
Que ele vai voltar louco pra te ver,
Então verá...

Refrão (3x)
Eu quero mais é te ver na pista
Da vida, dançando sem parar
Eu quero mais é sumir com as pistas
De onde ele foi parar

Nunca vi chorar tanto por alguém que não te quis,
Deixa estar

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Curta o curto LIX

A piada de outrora agora é um funk... tutututututututututu/ritmo, tututututututututu/mesmos versos, chiclete mental que ataca a azia...

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Mimos que recebi... II





Mimos que recebi... I

Seguem alguns mimos que tenho recebido... Desculpem a ausência de créditos (com as redes e sua agilidade, muito se perde)... Coloco-me à disposição para atualizar ;-)




segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Microconto III

Na sexta-feira à noite... Ou seria sábado?
O happy hour começou...
Enquanto ela sente seu peito em chamas, tem a certeza de que a previsibilidade dele o levou a refrescar-se na cerveja, dar risadas, triunfar no samba...
Afinal, quem decide sai desfilando... quem é in-decidido, sangra...
Se ela pudesse escolher teria trocado de lugar, teria não dado a chance (ou teria a aquisição da decisão), teria não escolhido as mentiras coloridas em poemas... Mas o dia começou... e, afinal, a ressaca é de quem?

domingo, 25 de setembro de 2016

Há de valer sem pena...



Os sentimento verdadeiros perenes, peregrinam...
As veias sambamrodeiam sob a pele
- Mas são um livro aberto nos gestos!...

As lágrimas que corriam
(hoje apertam o passo),
A bronquite inesperada
(esperada pelo cigarro e bolor),
A falta de ar... consequências de boa amizade:
Mas péssimo amor!...

Os cuidados médicos necessários,
que pouco a pouco hão de abrir espaço:
à cura íntima, já que a alma é maior que as inconsequências...
Sou de baixa estatura, mas ocupo espaços que nem sempre podem oferecer!...

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A saudade perdoa - por Fabrício Carpinejar

A saudade já é perdão. Sentir saudade é desculpar.
Se você vem sentindo saudade é que esqueceu, é que não guardou mágoa, é que superou o ressentimento, é que dispensou a vingança, é que resolveu por dentro, com a quietude da esperança.
Quando a saudade chega não adianta mais impor regras e mandar embora. Acabaram o jogo, o blefe e as cláusulas minúsculas.
A saudade é um convite irrecusável. É um apelo. É uma passeata de pássaros.
Com a saudade, você aceitou a retratação - dita ou o implícita.
Saudade revoga prazos, ordens, ditames, censuras.
Não tem como exigir mais nada, não tem como reivindicar mudanças.
É admitir a volta sem explicação. É admitir o retorno sem contrapartida.
Saudade é um golpe de estado. Abole o que foi estabelecido antes.
Saudade é o domínio da pele, é a preponderância do cheiro, é a emoção desmontando a hierarquia das palavras.
A saudade é recompensa por seguir amando diante das inconstâncias, é a vitória do acertos sobre os defeitos.
Saudade é o fim da culpa, é o desejo livre.
Saudade é um vontade com juros: abraçar com as pernas, machucar com o beijo.
Saudade é serenar o travo, beber o seco.
Saudade é se despedir do sofrimento e ficar com a lição da cicatriz.
É respeitar a imperfeição, não precisar consertá-la para seguir inteiro. É respeitar a falha, não recorrer às mentiras para corrigi-la. É respeitar a ausência, jamais ocupar a cadeira porque está vazia.
Saudade é quando morre a idealização para não morrer o amor.
Somente o orgulhoso não é capaz de sentir saudade. O orgulhoso não avança nem anda para trás. O orgulhoso senta em cima do coração.

Publicado no Blog do Jornal O Globo / Coluna Semanal / 22.09.2016
Disponível no blog do escritor, aqui.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Minha visão de resiliência...

(Imagem retirada do Google)


Não sou resiliente... isso é claro... visível e palpável...
O termo pode ter origem em Física, mas em coaching ganhou asas...
Não volto ao meu normal, simplesmente não sei qual é o meu normal!
Sabes o que é coaching? Se para você está clara a resiliência, para mim está claro que o melhor é planejar e liderar a própria vida!...
Prefiro ficar com a inconstância de não saber quem sou, mas com a certeza do que sinto - a ficar com a razão de um sucesso por vezes ilusório!...
O travesseiro da NASA é resiliente!... Eu ganho as marcas que nunca sumirão... Eu cedo às pressões para um dia aprender, não somem... estão lá, vivas, com lágrimas, ansiedades, permeadas por sonhos!... 
... E é bom lembrá-las... Não preciso mudar porque sou o que sou... Preciso de coragem para escolher!... Permitir-me... Ao aceitar-me aceito escolhas e conseguirei ficar com as minhas!...
Não preciso recuperar-me da dor... eu mesma, sozinha, por mim, ao amar-me mais abro-me à vida... Sem desejar lucros que um dia acabam, mas com a certeza de que o sentimento verdadeiro, de que minhas ações são consequências de minhas palavras e diante delas bebo o sucesso que treinamento nenhum é capaz de ensinar!

Microconto II

Então o dia virou noite e a noite virou dia... As pessoas não sabiam mais se iam ou vinham...
Quando, sorrateiramente, aconteceu o eclipse!... A valorização do antes aconteceu depois... a vida é um sopro que derruba ou afaga...

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

(Para sair da Fossa II)


Por enquanto - Renato Russo   (vídeo do filme)        
           
Letra:
Mudaram as estações
E nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente

Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre sempre acaba

Mas nada vai conseguir mudar
O que ficou
Quando penso em alguém, só penso em você
E aí então estamos bem

Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
E nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa

Cansei de viver o menos...

Eu sou mais,
Sinto que sou,
Tenho certeza que sou, embora as incertezas geralmente me assombram...

O incerto está na subtração de números inteiros:
Um deles ilude-se que é mais, o outro abre espaço...
Quando deveriam somar!...

Cansei de ser menos... mais e menos... sou mais...
E para somar é preciso dividir!...