Poemas, críticas, resenhas, abuso de reticências, desabafos e versolivrismo e livreversismo...empadinhas com um único palmito... Ideias sufocadas...
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Mimos que recebi... I
Seguem alguns mimos que tenho recebido... Desculpem a ausência de créditos (com as redes e sua agilidade, muito se perde)... Coloco-me à disposição para atualizar ;-)
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Microconto III
Na sexta-feira à noite... Ou seria sábado?
O happy hour começou...
Enquanto ela sente seu peito em chamas, tem a certeza de que a previsibilidade dele o levou a refrescar-se na cerveja, dar risadas, triunfar no samba...
Afinal, quem decide sai desfilando... quem é in-decidido, sangra...
Se ela pudesse escolher teria trocado de lugar, teria não dado a chance (ou teria a aquisição da decisão), teria não escolhido as mentiras coloridas em poemas... Mas o dia começou... e, afinal, a ressaca é de quem?
O happy hour começou...
Enquanto ela sente seu peito em chamas, tem a certeza de que a previsibilidade dele o levou a refrescar-se na cerveja, dar risadas, triunfar no samba...
Afinal, quem decide sai desfilando... quem é in-decidido, sangra...
Se ela pudesse escolher teria trocado de lugar, teria não dado a chance (ou teria a aquisição da decisão), teria não escolhido as mentiras coloridas em poemas... Mas o dia começou... e, afinal, a ressaca é de quem?
domingo, 25 de setembro de 2016
Há de valer sem pena...
Os sentimento verdadeiros
perenes, peregrinam...
As veias sambamrodeiam sob a pele
- Mas são um livro aberto nos
gestos!...
As lágrimas que corriam
(hoje apertam o passo),
A bronquite inesperada
(esperada pelo cigarro e bolor),
A falta de ar... consequências de
boa amizade:
Mas péssimo amor!...
Os cuidados médicos necessários,
que pouco a pouco hão de abrir
espaço:
à cura íntima, já que a alma é
maior que as inconsequências...
Sou de baixa estatura, mas
ocupo espaços que nem sempre podem oferecer!...
|
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
A saudade perdoa - por Fabrício Carpinejar
A saudade já é perdão. Sentir saudade é desculpar.
Se você vem sentindo saudade é que esqueceu, é que não guardou mágoa, é que superou o ressentimento, é que dispensou a vingança, é que resolveu por dentro, com a quietude da esperança.
Quando a saudade chega não adianta mais impor regras e mandar embora. Acabaram o jogo, o blefe e as cláusulas minúsculas.
A saudade é um convite irrecusável. É um apelo. É uma passeata de pássaros.
Com a saudade, você aceitou a retratação - dita ou o implícita.
Saudade revoga prazos, ordens, ditames, censuras.
Não tem como exigir mais nada, não tem como reivindicar mudanças.
É admitir a volta sem explicação. É admitir o retorno sem contrapartida.
Saudade é um golpe de estado. Abole o que foi estabelecido antes.
Saudade é o domínio da pele, é a preponderância do cheiro, é a emoção desmontando a hierarquia das palavras.
A saudade é recompensa por seguir amando diante das inconstâncias, é a vitória do acertos sobre os defeitos.
Saudade é o fim da culpa, é o desejo livre.
Saudade é um vontade com juros: abraçar com as pernas, machucar com o beijo.
Saudade é serenar o travo, beber o seco.
Saudade é se despedir do sofrimento e ficar com a lição da cicatriz.
É respeitar a imperfeição, não precisar consertá-la para seguir inteiro. É respeitar a falha, não recorrer às mentiras para corrigi-la. É respeitar a ausência, jamais ocupar a cadeira porque está vazia.
Saudade é quando morre a idealização para não morrer o amor.
Somente o orgulhoso não é capaz de sentir saudade. O orgulhoso não avança nem anda para trás. O orgulhoso senta em cima do coração.
Disponível no blog do escritor, aqui.
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Minha visão de resiliência...
![]() |
| (Imagem retirada do Google) |
Não sou resiliente... isso é claro... visível e palpável...
O termo pode ter origem em Física, mas em coaching ganhou asas...
Não volto ao meu normal, simplesmente não sei qual é o meu normal!
Sabes o que é coaching? Se para você está clara a resiliência, para mim está claro que o melhor é planejar e liderar a própria vida!...
Prefiro ficar com a inconstância de não saber quem sou, mas com a certeza do que sinto - a ficar com a razão de um sucesso por vezes ilusório!...
O travesseiro da NASA é resiliente!... Eu ganho as marcas que nunca sumirão... Eu cedo às pressões para um dia aprender, não somem... estão lá, vivas, com lágrimas, ansiedades, permeadas por sonhos!...
... E é bom lembrá-las... Não preciso mudar porque sou o que sou... Preciso de coragem para escolher!... Permitir-me... Ao aceitar-me aceito escolhas e conseguirei ficar com as minhas!...
Não preciso recuperar-me da dor... eu mesma, sozinha, por mim, ao amar-me mais abro-me à vida... Sem desejar lucros que um dia acabam, mas com a certeza de que o sentimento verdadeiro, de que minhas ações são consequências de minhas palavras e diante delas bebo o sucesso que treinamento nenhum é capaz de ensinar!
Microconto II
Então o dia virou noite e a noite virou dia... As pessoas não sabiam mais se iam ou vinham...
Quando, sorrateiramente, aconteceu o eclipse!... A valorização do antes aconteceu depois... a vida é um sopro que derruba ou afaga...
Quando, sorrateiramente, aconteceu o eclipse!... A valorização do antes aconteceu depois... a vida é um sopro que derruba ou afaga...
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
(Para sair da Fossa II)
Por enquanto - Renato Russo (vídeo do filme)
Letra:
Mudaram as estações
E nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar
O que ficou
Quando penso em alguém, só penso em você
E aí então estamos bem
Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
E nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
Marcadores:
adeus,
agradecimento,
fossa,
música
Cansei de viver o menos...
Eu sou mais,
Sinto que sou,
Tenho certeza que sou, embora as incertezas geralmente me assombram...
O incerto está na subtração de números inteiros:
Um deles ilude-se que é mais, o outro abre espaço...
Quando deveriam somar!...
Cansei de ser menos... mais e menos... sou mais...
E para somar é preciso dividir!...
Sinto que sou,
Tenho certeza que sou, embora as incertezas geralmente me assombram...
O incerto está na subtração de números inteiros:
Um deles ilude-se que é mais, o outro abre espaço...
Quando deveriam somar!...
Cansei de ser menos... mais e menos... sou mais...
E para somar é preciso dividir!...
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
(Para sair da Fossa I)
Música: Liberdade (Marcelo Camelo)
Letra:
Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom
Daqui não, eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares, vou sonhando em outros ares
Vou fingindo ser o que já sou, fingindo ser o que já sou
Mesmo sem me libertar, eu vou
É, Deus, parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro
Seguro de que vale ser aqui
De que vale ser aqui onde a vida é de sonhar
Liberdade
terça-feira, 13 de setembro de 2016
Uma caixinha de fósforos...
Um fogão com acendimento automático
- e sou uma caixinha de fósforos!...
A comida esfria, a energia acaba,
E é mais fácil desistir?
A fraqueza é a falta de franqueza,
O fogão nem sempre está apto,
As bocas nem sempre acendem,
- e a caixinha de fósforos é utilizada!...
Depois comprado o Cooktop,
Depois que a comida virou gourmet,
Depois que o chef aperfeiçoou-se:
- a caixinha de fósforos molhou!...
- e sou uma caixinha de fósforos!...
A comida esfria, a energia acaba,
E é mais fácil desistir?
A fraqueza é a falta de franqueza,
O fogão nem sempre está apto,
As bocas nem sempre acendem,
- e a caixinha de fósforos é utilizada!...
Depois comprado o Cooktop,
Depois que a comida virou gourmet,
Depois que o chef aperfeiçoou-se:
- a caixinha de fósforos molhou!...
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Microconto I
Conto do Sapo
O príncipe, então, não gostava de beijá-la... Ela ficou para sempre a princesa-que-não-era e o príncipe foi em busca de outra... Seus lábios eram exclusivos até que encontrou uma rã venenosa por quem se apaixonou e acabou virando um sapo boi!...
E a princesa-que-não-era? Descobriu que não precisava dele para ser e que não ser beijada viraria espada para governar!...
O príncipe, então, não gostava de beijá-la... Ela ficou para sempre a princesa-que-não-era e o príncipe foi em busca de outra... Seus lábios eram exclusivos até que encontrou uma rã venenosa por quem se apaixonou e acabou virando um sapo boi!...
E a princesa-que-não-era? Descobriu que não precisava dele para ser e que não ser beijada viraria espada para governar!...
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Algumas tristezas pseudoamorosas...
- Ter o coração partido por querer ser inteira...
- Não ter mais o melhor amigo e ao mesmo tempo ter só a amizade...
- Não poder estar nas dores do outro porque o outro quer sua própria alegria...
- Não poder escolher, desistir por não poder resistir...
- Ter de repensar planos, refazer a vida por falta da vida...
- Saber que "minha história era mais bonita que a de Robinson Crusoé..."
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