quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Curta o curto LVII

Sorrisos estão em greve!
Chamem o analista, não mental, mas de mudanças...
Enquanto as ancas somem, o sono não dorme...
Graves são os só-risos!...

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Desabafo - Sobre o término...

Sumi do blog, não quis arrumar minha "corujice", voltei o layout...

E hoje derramo lágrimas no teclado...
O término de algo que começou como os filmes, como um livro, dói profundamente... Sinto-me perdida, insegura, culpo-me, despenco e acho que nada tem solução...
Imagine ter planos, aceitar a falta de planos, acreditar que o amor supera, que a honestidade da relação está acima de tudo, que os problemas financeiros, emocionais podem ser resolvidos com diálogos e regas constantes e então você vê que apenas um EU faz e pensa assim!...
Eu tentei regar, tentei ser fria, depois quis "destentar" e o que aconteceu? Ouvi que tudo o que sentia transformou-se em amizade... que para um de nós tudo acabou: sonhos, vidas compartilhadas, segredos, desejos, esperanças...
O que fazer? Juro que ainda não sei... estou tentando, lutando para gostar mais de mim, para dormir certa de que amo e quem errou foi quem desistiu... Fui inteira, cedi, aprendi, cresci, mas hoje estou morrendo pouco a pouco... Será que nunca fui amada? Será que meu amor cegou-me tanto?... Eu mereço mais... mereço quem saiba engolir o orgulho, quem se entregue por inteiro, quem saiba que o amor não é só plantar a semente... é preciso adubo, é preciso falar com as flores... afinal, as flores escutam...
Amo... mas preciso aceitar... e aceitar aquilo em que não se acredita é atirar no próprio pé!...
Comecei esse blog saindo da lama... Mas não se compara, dessa vez foi mais... Ganhei mais... Perder é quem tem sido o martírio... Ainda parece um pesadelo e eu quero acordar... Quero evoluir, deixar meu amor maior que tudo para deixá-LO voar... O problema é que pensava ser um pássaro também...
Tento como lótus sair do lodo... Diferenciar-me do lamaçal...


Texto de Fabrício Carpinejar:
Passar a vida inteira sem uma loucura por amor é o equivalente a não viver. Em algum momento, precisa dispensar as suas reservas e os seus pudores e mergulhar na coragem que é se entregar, mesmo que não tenha a devolução de sua história, mesmo que seja necessário recomeçar do zero, sozinho e endividado.
Ganha tudo quem se arrisca a perder tudo.
Loucura por amor é atravessar o mundo por alguém, é mudar de uma cidade por alguém, é trocar de emprego por alguém, é se reinventar por alguém. O que sugere submissão é prova de personalidade, pois não existe o medo de deixar de ser diante das novas experiências.
O que adianta viver sem nunca quebrar a régua, sem nunca dar um passo em falso?  O passo em falso é a única chance que temos de voar.
As oportunidades desperdiçadas não voltarão a se repetir. A ocasião faz o herói.
Saber o que é necessário e não ousar é desmerecer a altura da felicidade, é apequenar a felicidade.
Amor é fundura mesmo. Não há maior desatino do que nadar no raso.
Como reconhecer o tamanho de um sentimento sem testar os seus limites? É como morar em uma casa e conhecê-la pela metade, é como manter vários quartos fechados ao longo do corredor e não ter nem a curiosidade de povoar inteiramente o desejo.
A loucura no amor é que garantirá a serenidade na velhice, a tranquilidade na velhice, a certeza de que não restou covardia para se lamentar, a confiança de que não houve nada a ser feito e de que as palavras não se distanciaram dos gestos.
Cansa prever sempre o que vai acontecer e ainda acertar, distanciado do nervosismo da surpresa e do arrebatamento da aposta. A profecia confirma a previsibilidade das nossas ações.
Só a loucura por amor traz a paz da consciência. É quando não nos arrependemos daquilo que não realizamos, quando a culpa não supera a memória.
Tentou-se o que podia, ofereceu-se o que se tinha em nome de uma verdade. Não se foi mesquinho com a própria biografia. A realidade não ficou reduzida à preguiça das mentiras.
É triste nascer gritando para depois se contentar com o silêncio.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Intervalo no blog

Estou com problemas de layout X tempo... Por isso, um hiato...

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Coffee Break XIII

Pergunto-me se o café atacou a gastrite ou as companhias de má fé...
Um dia é café com agregada,
Um dia é café com transtornada...
E assim levo a vida sem açúcar!...
- Por que não ficar apenas com o copo descartável?!
Vive-se em ré, quando espera-se dó...

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

De volta ao retorno de ir

Em 21 de outubro de 2015:
O retrocesso é processo
E o carro atropela o tempo.

A jugular do relógio sangra tique-taques infinitos,
Findos são os dias de chuva,
Circulares o ciclo da desolação!...

O circo está em toda parte,
em toda parte tem palhaços
e todo mundo dá risada!...

E o combustível é transformado!... Superfaturado...
E o trânsito realmente flui sobre o céu...
E drones, tablets, biometria e(m) conformidade...
Realmente: o futuro foi drasticamente alterado!


domingo, 11 de outubro de 2015

Haicais da falsidade:

*Escolar:
Professor ensina -
Aprendiz conveniente
Quando dói um dos calos!

*Empresarial
A produção é:
Processo, lucro - até pão,
Resume-se em ré!

*Familiar
Quando a vida dá
Melhor lugar aqui há:
Cada um em seu lugar!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Coffee Break XII

Há um muro entre meu copo e o café:
O café tem sido acompanhado,
A companhia não tem sido agradável,
Amarga é a vida,
Frio é o café...
Pessoa que enlouquece, só resta levar com fé!...

Curta o curto LVI

A crise critica
E a crítica da crise
É por ter crise
do que não tenho!...




OBS: saudades de postar... Leio os blogs que sigo, mas o desânimo é quase uma pílula diária...

OBS2: Libertei o livro, não postei a foto (ainda!)... Tanto tempo... e a Luma (quem me incentiva) precisou se afastar do blog também...Fui deixando...

sábado, 28 de março de 2015

Bookcrossing 2015 - Liberte um livro!

(do blog: http://luzdeluma.blogspot.com.br/)

(quase) Todos os anos participo! Faço um bilhete, anexo ao livro e o liberto em algum local público...
Faça o mesmo ;)

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Coffee Break XI

O café tem atacado a gastrite - metáfora de um encontro.
O café tem sido cada vez mais longo - metáfora de alguns encontros.
O café já não tem o mesmo aroma - metáfora da decepção.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Curta o curto LV

Eu sou... e não existe nível morto que habita em mim!...

OBS: Qualquer hipérbole é pequena para expressar meu pranto.

Marili

A dança entre a arte e artista:
Do pó são extraídas pérolas
Que perfumam telas com colares raros...
Mais alguns passos e o mundo todo rodopia,
Citando o poeta - aplausos para a arte do encontro...
A imensidão do mar que ensina o grumete,
A aula que nasce apenas do canto do olho,
Porque o ali é gigante!...
E o mar que ai ali... naufrágio com êxtase!