Dizem que eu sou muito crítica...
E abro o peito para dizer: não é algo de que me orgulho!
Soa uma crítica da crítica,
Ou eu sou muito crítica -
E já estou criticando!?
Poemas, críticas, resenhas, abuso de reticências, desabafos e versolivrismo e livreversismo...empadinhas com um único palmito... Ideias sufocadas...
terça-feira, 3 de abril de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
Em um banco de ônibus...
| (Imagem retirada do Google) |
Atrás do banco,
Escrito em letras garrafais
(ou após garrafadas):
"Ovivando meu amor eterno e que não separará".
Ri do nome e do eterno que pode, ou não, separar...
Engulo a risada, declaração é música, é réquiem...
Próxima parada,
Rapaz com aparelho sonoro coletivo.
Nova escrita, dessa vez no vidro:
"O Diguinho assasino geral".
Interessante a imagem: sinos assados,
Não há erros...
Depende do contexto ou com-texto?
Sem-texto mesmo...
... Fiquemos com agentes letais que distraem-nos em nossos percursos.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Curta o curto XXXVII
Ele estende as mãos, braços e sorrisos...
Ele ama, acalma, escuta todo mundo...
TODO MUNDO... o mundo todo... o tempo todo...
O todo do mundo cabe em seu peito...
Mas custava, para variar, eu não me sentir TODO MUNDO -
- Ser só, mas não SÓ... seu mundo!
Ele ama, acalma, escuta todo mundo...
TODO MUNDO... o mundo todo... o tempo todo...
O todo do mundo cabe em seu peito...
Mas custava, para variar, eu não me sentir TODO MUNDO -
- Ser só, mas não SÓ... seu mundo!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Curta o curto XXXVI
Quando "nós" estamos... unificamos!...
Quando é meu tempo... você não está;
Quando é seu o tempo... estou sem estar!
Quando é meu tempo... você não está;
Quando é seu o tempo... estou sem estar!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Curta o curto XXXV
Por que meu relógio faz tique-taque e o seu não tem bateria?
Por que eu gosto de declarações e você de(r)reter ações?
Por que eu quero vários sábados e você vários domingos?
... às vezes parece que eu sou o quê... sem por nem tirar...
Por que eu gosto de declarações e você de(r)reter ações?
Por que eu quero vários sábados e você vários domingos?
... às vezes parece que eu sou o quê... sem por nem tirar...
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Ruga-ai!
(Imagem retirada do Google)
"Toda intimidade é ódio economizado" (CARPINEJAR, Fabrício.Veneno , p. 272. IN: O amor esquece de começar) |
A velhice pega-me de surpresa e bate à porta -
- quem abre é ele!...
Minhas rugas são aparentes e os parentes rugem...
E ele toca cada sulco...
As meditações têm auxiliado os desgastes...
E situações, presunções.. também!!!
Sinceramente, frutos de ações e inações já vêm podres da horta!...
E a aorta dele está torta...
... Quem sabe vou a Montevidéu e as rugas ao beleléu!!!
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Curta o curto XXXIV
... Às vezes finjo que não consigo abrir o vidro:
Só para vê-lo sorrir...
... E ambos com a sensação de dever cumprido!...
Só para vê-lo sorrir...
... E ambos com a sensação de dever cumprido!...
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Curta o curto XXXIII
Se eu não o vejo...
... Cego-me e o resto:
É monocromático diante do caleidoscópio do estar lado a lado...
... Cego-me e o resto:
É monocromático diante do caleidoscópio do estar lado a lado...
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Lenda Tua
![]() |
| (Imagem retirada do Google) |
Tu és corpo celeste e eu planta aquática...
Beijo delicadamente a água doce que toca seus pés;
Afago os cabelos lunares na imã-téria...
Tantas outras plantas... Mas eu tenho flor!..
Tu és todo tão... e eu quero ser tua...
Tu és luar... eu flor secular...
Rodeio n’água para alcançar-te;
Perfumo-me com brilhos que irradia...
... Sou vitória régia sem vencer... Sem reger!...
Ainda... não sei...
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Curta o curto XXXII
Quer ajuda?
Quero!Mas amanhã...
E hoje a ajuda veio, amanhã não...
... A culpa é de quem viveu o depois!
Porque é mais fácil culpar o outro,
Do que re-fazer...
Quero!Mas amanhã...
E hoje a ajuda veio, amanhã não...
... A culpa é de quem viveu o depois!
Porque é mais fácil culpar o outro,
Do que re-fazer...
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Curta o curto XXXI
Day after day é regador,
Já que amor é jardim...
Flor não é adorno de janela...
Tampouco fica [em] solitário à mesa...
Já que amor é jardim...
Flor não é adorno de janela...
Tampouco fica [em] solitário à mesa...
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Resenha: Um Artista da Fome - Franz Kafka
| (Imagem retirada do Google) |
Enquanto meio de expressão e operação construtiva, o conto “Um Artista da Fome” é o indicado hoje. Franz Kafka soube, brilhantemente, trabalhar com imagens assumidas e recodificadas pelo discurso, originando um conjunto de elementos de apreensão muitas vezes difícil, dada a complexidade presente em sua obra.
Quando Franz Kafka expõe um jejuador profissional “trabalhando” e sendo admirado por algumas crianças:
“Maravilhando-se ante o homem pálido, de costelas salientes, que vestia justas calças negras e não tinha sequer uma cadeira, sentando-se na palha espalhada no chão (...) estendendo de vez (em quando) o braço através das grades, para que verificassem como estava magro” (KAFKA, 2007, p.3).
Deparamos-nos, neste trecho, com a descrição do estado físico em que se encontrava o jejuador, atendo-se ao uso de expressões adjetivadas: “homem pálido”, “costelas salientes”, “justas calças negras”, para exprimir e destacar a situação do mesmo, assim como a ideia de condição inferior, buscada por si próprio.
Kafka propõe até mesmo a desumanização do que, em uma visão exterior, seria humano, tanto é que coloca o jejuador em uma situação inferior, e porque não, animalesca, por ser portador de uma significação maior.
O ABSURDO na obra de Kafka ganha dimensões sensoriais e emocionais...
Recomendo!
Nadine Granad.
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