sábado, 9 de julho de 2011

Curta o curto XXVII

Saudade é removedor
 - a es[correr] pelo meu coração de tinta!



Para S.F.C.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Já que não corteja... gotejo

(Imagem retirada do Google)



Somente a impressora fala...
As palavras acanham-se... o mundo e-muda...
Tanto sentir que implora meu grito,
- Lágrimas, diálogos, dias-longos!...
Mas não há, não há sem olhos abertos...
Cada qual sente como pode...
O sentido é não ter sentido para sentir...
E o que eu posso é escrever, mas não hoje!...
... A escrita longe aproxima... é perto, é perto...
E o que aproxima distancia...
Fogem-me o longe e o perto, tão breves!...
Papel impresso - imortalizam-se costuras!





* Perdi tanta coisa!...  Leituras em breve ;)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Indigente da Gentil Índia

(Foto por Flaviele Leite)



Um corpo mola-encolhida,
Restos de canjica
- Amanhecida como os olhos
- Amarelecidas como os lábios...

O indigente dorme, dorme,
Tranquilidade ingênua,
Falso sono reparador,
Posição fetal é resgate...

Carros de índia-gente e:
Pronto! Um problema social a menos!...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Curta o curto XXVI

Calça multicor, colete roxo -     maravilha,
... e tênis apalhaçado!
Ela pode porque mora lá...
Eu não posso porque moro cá!






*Desculpem-me a longa ausência para comentar ;)

sábado, 29 de janeiro de 2011

Curta o curto XXV

O contador somou juros, taxas... ali-cotas...
Fez do imposto imposição justa-a-posta...
E pouco causo foi contaDO!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sinto muito... sentires

(Imagem por Flaviele Leite)




A espera é cochilo tenso,
Dorme... não dorme...
- E o embalar nem sempre é macio!...
... Desculpo-te por não ter culpa...

... E a semana são os meses abandonados,
Passados escondidos em rachaduras,
Em uma estrada ansiosa que você cimentou...

Não, não lamente o que não pode,
Lamente o que poderia,
Lamente o MY-BE...
Que eu lamento tudo ser como não gostaria... hoje...

... Eu quem me desculpo,
Dez-culpo, diz-culpo...
São pesos atados às pernas...
Ando por/para-i(r)!


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Carta sem você

(Legenda na foto de Caio Fernando Abreu:"Uma alegria interna quase como uma primavera"- Foto de Flaviele Leite)

E a espera de cinco minutos é a eternidade aos meus sentidos...
Nariz a não-respirar nicotina;
Mãos, braços, pés... polvo inútil;
Língua sem papilas;
Ouvidos sem canção...
E os cinco minutos não são nada sem ele...
Mas esperei a vida inteira, por que não esperar cinco minutos?
Porque o Agora é rápido... Talvez não seja trans[lúcida] o suficiente...
Talvez o querer sempre, não é um dos quereres dele...
Guerra! Porque a paz apenas encontro no peito do meu amado...


(Escutando: SEM VOCÊ, de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes).

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Curta o curto XXIV

Não sei se chove mais fora ou dentro;
O pluviomêtro marca: enchente na certa;
Não sei se enche o ente dentro ou fora!...

Curta o curto XXIII

Os caninos que me perdoem,
Mas ela está a latir e a expor:
-Seu gênio de cão!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Aviso

Novamente estou em crise... comigo e com as letras!...
Assusta-me o fato de se repetir, de estar em turbilhões de pensamentos e sentimentos e correr o risco de expor (me) demais... Depois reler-me e sentir que era o momento fugaz de um existencialismo atômico... Explosão de coisas que simplesmente voam com qualquer brisa...
Diante disso, coloco-me como leitora e aguardo a serenidade necessária para pintar o Lá...Pois... ia...

Abraços sinceros!

Nadine Granad.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Curta o curto XXII

Gostaria de ouvir hoje: - A minha felicidade está sonhando nos olhos da minha namorada! (A FELICIDADE - Tom Jobim e Vinicius de Moraes)


Você diz: Siga!
Eu dou meus passos inseguros de formiga...
Eu digo: Venha!
Você me telefona...
Frustração é prato de sopa
E eu tenho cuspido letrinhas!...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Que seja doce...

(Foto por Flaviele Leite)


Eu sinto um pulsar novo;
Que é quase uma canção de ninar...
E de quase-ser inédita;
Fica quase a saltar pela boca!...

Não tenho mais o mesmo gás;
Os mesmos olhos;
Aliás, há tempos ventosidades levaram meu olhar!...

... E a música embala o sono;
Rir, chorar, quase uma síndrome bipolar;
O peito saltitante sussura e corrige com a melodia:
-Não há novidade em permitir-se!