segunda-feira, 14 de junho de 2010

Curta o curto IV

Sei que a saudade é estaca...
O tempo insiste em cravar!
Pac, pac...
Mais uma veia... mais uma vez!
Nenhum dedo!

Afagos raptados! AMOR

(Foto de Flaviele Leite. Capta o amor em essência)

Continua o sequestro por alguns dos blogs que tanto admiro...
Trechos (ou não) com as respectivas fontes!...
Abraços carinhosos em todos =)


AMOR
 
I
Quero juntar meu olhar com várias emoções,
ferver minhas mãos com outras até senti-las doer,
perder as prisões que me acanham
e me enclausurar em detalhes que,para sempre, me inspirem.
(THOMAS ALBUQUERQUE. In: http://tasapreciacao.blogspot.com/)

II
Vou tecer um cachecol com teu gemido
Roubar as flores deste vestido
E replantar em mim o teu refrão
Eu quero ser a tua decisão...
E vou dizer, meu céu

This it:
Teu ponto de partida
é meu coração
(JAIR FRAGA. In: http://jairfragavneto.blogspot.com/)

III
O pulso do meu coração demarca o limiar das horas;
No não tempo em que bate arritmico dita as não regras...
Meu amor não tem tempo nem regras,
Acorda sempre para não dormir, vive sempre para não morrer.

Hoje apaixonado, calaram!
Mas digo sou inteiro,
Me sentindo mera metade
De algo muito maior!...
(SIDNEI CORDEIRO. In: http://alendalua.blogspot.com/)

IV
Ca(lar)

Minha casa
não é aqui
nem lá.

Eu moro dentro de você
e você dentro de mim
é qualquer lugar.
(ÍGOR ANDRADE. In: http://fugadointelecto.blogspot.com/)

V
Ao papel do tempo
não resiste, -
vento que insiste
em soprar os véus...

Eles vão caindo,
caindo...
E ela vai indo,
indo...

Paixão é imperativo, sim,
mas só o amor
sobrevive a gerúndios;
dizem...
(JU RIGONI. In: http://jurigoni.blogspot.com/)

VI
Não sei se do amor agora sou dono
Ou se ele faz de mim papel carbono
Com que extravasar em papéis a tinta
Que embora diáfana se enfraqueça
Tão logo me passe pela cabeça,
Exata chega a quem quer que me sinta.

As noites de sono foram embora,
Por ausente o sonho... que agora, enfim,
Desperta na cama ao meu lado – fora...
Assim... do lado de fora de mim...
(LEANDRO HENRIQUE. In: http://anjomalandro.blogspot.com/)

VII
o amor às vezes é ilha
que só se encontra
quando se naufraga
(GERALDO DE BARROS. In: http://semcatraca.blogspot.com/)

VIII
O melhor
do amor,
à minha maneira,
não é amá-lo
inteiro,
mas inteira
(RENATA DE ARAGÃO. In: http://docedelira.blogspot.com/)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Boca com flores

(Belíssima imagem por Flaviele Leite)

Primavera Nos Dentes
Composição: João Ricardo/João Apolinário

Quem tem consciência para ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra-mola que resiste

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura a primavera

... E não tenho certeza do SER;
O verbo deveras me cala...
E o que antes, claro... hoje anoitece;
Palavras tecem os suspiros! 

Sem perder a candura... perde-se a cabeça!...
Achemos o caminho... a Pasárgada escondida...
A cama para que o desespero repouse...
Sua não-cabeça em mantos primaveris!...

Ó SER que não sabe sê-lo!
Que não sabe dos quereres;
Que nada sabe... mas a tudo sente!...
Carregai-me com as flores... em seus dentes!...

domingo, 6 de junho de 2010

Curta o curto III

... E fez dos poemas cópias ocultas!...
Não se pode esconder o que [se] sente!
Pudera ter o domínio do DELETE... às vezes...

Curta o curto II

As lágrimas de outrora deixaram um bonito papel machê!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Curta o curto I

Queria gritar... mas a calada da noite me cala...
Os tendões inflamados inflamam o sono...
Logo chega!...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Do sábado de cada dia...

Disse-lhe que não seria inspiração...
Tal como a criança impedida de chorar
Ao ver partir a mãe!...
Blefe... - Não, tentativa do orgulho!

E rasbico, desenho, cantarolo...
In/re spiro canções que você deixou,
Minhas não porque assim o são...
Mas porque assim o quis!...

Misto de graça e ternura
A espantar-me fantasmas...
Supreender-me... um e um... são um!...
E para nós todo dia são SÁBADO,
- Para o resto do mundo não...
Lamento!

Tentativa sem regras: escrever sensações do hoje!

Hoje acordei querendo dormir!... Pensando em tantas coisas, histórias que já se foram, outras tantas que ao menos vivi!... Em vão tentei escrever sobre os sentimentos que desperta[m] em mim!...
Pensando, pensando, roendo unhas do amor que não tem medida, mas que há muito a poesia abandonou!...
Apaguei, reescrevi... O que transpiro? Ideias que me deixam insegura e assustada: bicho papão é/da vida!...
Queria poder dizer o quanto me alegra aguardar os sábados... aguardar o sono reparador... os “bom dia”... Não consegui... Inquietude não tão quieta... Suspensa no peito como balões...
Estilingadas seriam bem-vindas... ou apenas adiariam a vontade de dizer e não saber!?...
Longe de comparar... Comparo!... Tento me enganar, adiar o que quero gritar: não sei... e não saber me atrasa!... É... meu tempo é pontual!
Não sei o quanto... Não sei o tão longe... Li a alma de outrem... e a minha fica a ir ao encontro, depois volta assustada!...
... Voltar para as cobertas fica mais fácil do que saber que não é ou será igual... Saber que a vida possivelmente tenha se tornado mais séria, seca, talvez menos divertida!...
Dói!...
E medir o que não se mede soa para mim... no momento... como pedir para as flores não morrerem!... Não sei... não entenderá... Mas para mim o escrever compreende!...
Passarinhemos... à Quintana!

Passou!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

"Só sei que foi assim"...

Bordões que não se apagam, 
Impregnam-se nas vestes que uso...
Está frio... Muitas roupas!... 
... Cachecol, quase um condão!

E as mãos tiritantes, tremem, tremem...
Letras tortas saem, sangria verborrágica
- Espremem-se, lutam...
Quando todas têm um vão!...

Relógio, tempo, vento...
Que horas? Qual ar?
Quando? Quando?
E eu? Perambulo-ando!...

Já sei do que não será...
Já sei da lacuna crescente...
Já sei da falta sem vivê-la...
E esta já pesa...
Nem tudo são Jaz!...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Afagos raptados!... SOBRE A POESIA

(Imagem por Flaviele Leite)

Eis que sequestro pequenas pérolas de grandiosos corações e aqui aproveito para compartilhar:


  ... Sem barreiras para sentir-se acolhido...

 algo novo

         grita pra sair

de dentro do óbvio


ovo

que só a poesia choca.
(De Geraldo de Barros)

 ... Sensações mais do que apreciadas... Sentidas:

Lindos versos
Pairam, voam e brotam
Maravilhosamente...
Mesmo quando a gente
Vaga por aí sem pensar.
(De Thomas)

... Além da lua, há um cantinho repleto de ideias... ideais:

Cada qual com a sua forma, escreve;
Sente o pulsar e o atrito da caneta,
Que sobre o papel de manso transforma
A ampla planicie branca em paisagem.

Árvores e rios, amor e solidão, alegria e tristeza.
Sementes que germinam...plantação de sentimentos;
Vivos!quando mortos, adormecem no papel.
Em outro coração ressurgem, até que branca e lisa como de início,

Torne-se folha, caida em outono brando,
Aguardando nova primavéra.
(De Sidnei Cordeiro)

... Essencialmente poesia sentida... literal ou não:

“Se todo às emoções terás surgido
e se, Poeta, versas do vazio
ainda assim, sou mais que as emoções
ainda assim és nada em teus escritos...”
(De Osvaldo Fernandes)

 ... E do doce palco poético, AMAlá:

Sonhei dar à luz um poema perfeito
mas ele veio assim, ao meio.
Que culpa eu tenho?
Fui obrigada a amá-lo
fazemos isso com os filhos
mesmo os rebeldes.
E continuo a parir outros
centenas de irmãozinhos pagãos
para os já excêntricos que me moldam.
Haja fios brancos e linhas tortas
para (d)escrevê-los.
(De Lara Amaral)

... Das pimentas doces n'alma:

Traduzir-se em signos
Em língua pensamento - vil
Em língua falada – torpe
Em língua vocábulo – como?

Signos significados símbolos
Intérpretes
Dicionário dissonante
Discrepante

Bailam palavras e sons
Máscaras ocultas incultas
Peixes voadores em saltos
Caíram no barco – diálogo.
(De Gi Moreira)

... De lados iluminados:

Sou
O verbo
Que não
Cala

E

Uma
Poesia
Em
ponto
De
Bala

No
Seu peito
Vou fazer
Revo-
lução. *
(De Jair Fraga)

... Pulsos que impulsionam-nos:

Tropecei
Num poema morto
Sem nome
Nem autor

Encontrei-o
Caído
Prostrado
Na calçada
Enlameada

Aproximei-me
E ergui-o com cuidado
Para que se não desintegrassem
As palavras
Que nele estavam
Incrustadas

Li-o emocionada
Porque lhe senti o amargo
Do malogro
Que o matou

Só no fim percebi
Que o que ali
Jazia
Nas minhas mãos
Era um bilhete suicida
De um amor
Proibido

Que nunca foi...
(De Cleo)

* Espero que os poetas não sintam-se de algum modo prejudicados...
... Levantei alguns poemas (trechos ou não) pelos quais me apaixonei cuja a temática POESIA encontrou abrigo... Leio carinhosamente os blogs dais quais sigo... Que estes acima sejam apenas representantes desse vasto universo lírico e encantador!
Abraços a todos!

Auto traição...

Perfídia do[eu]...
Promessa que fiz: Não irei!
E fui!... 
- Contraste do tempo desleal...
Infiel do cerne... na qual se diz:
- Não repetirei!...
E eis que faço novamente... 
... E a ferida não fecha,
O mar não carrega, o tempo não apaga!...
E tenho outra "mim" a [me] instigar...
Fatalmente eu me traio...
E atraio contradições que não alcanço...
... E se alcançasse?
Traição no a[u]to!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O enfermo


Sorriso a derreter,
Febre que liquifaz:
Tempo a escorrer!
Volta que não refaz!

O enfermo, na cama, cochilo enganado;
Na cabeceira: telefone e flores que não desejou...
Doente que cospe feridas - outro machucado;
Do termômetro fez-se espada - outro exasperou...

Dor aguda, mexe-lhe com a razão;
Pertuba(dor)... Vazão da vertigem;
Ver-se dilacerar sem saber sua origem;
Voam fuligens de músculo do são...