quarta-feira, 14 de abril de 2010

Flaviele

 (foto de Flaviele)
Doce menina, congela a imagem
Pausa - tempo para:
Paisagens, perfumes, amores, paixões...
... Fulguram!

Flaviele é menina-moça, 
Traquina, pula, sorri...
Coração de criança,
Com a grandeza das eras!...

Flaviele é Flá:
Três letras
- carinhos sem valor...
Ele vi, Flá... Flá, vi ele...
Seja visão, seja cacófato...
Flaviele é do tamanho que tem de ser!...

E quando tudo parece tirar-lhe o ar... clica!
... E quem não respira somos nós!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ansiedade em pétalas...

(Foto de Flaviele Leite)


Hoje estou ansiosa!...
Poderia encerrar assim, sem pormenores...
Deixemos a ferida cicatrizar...
Inalemos o perfume da flor...
...Quando a mesma banhar-se plenamente de sol!...

... Mas o desejo de gritar não pausa meus dedos!...
Grito [en]surdo[dor]...
... E as reticências não colocam fim:
Branco alheio que me arranha!...
Sabes? Pudesse saber...
Só sei que a lacuna é sentida,
Que a sentida cutuca,
Que os olhos nos olhos incomodam...
Oras, se incomoda refletes...
Se refletes... age!
Assim aguardo...

Atenciosamente, SAUDADE!...

Selo

Pequeno mimo aos blogs:

- Baita Blog;
- NOP;
- Pimenta Poética;
- Pensamentos, poesias e textos ao vento;
- Leca

Abraços a todos!

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Gole de amorida...

(Linda imagem por Flaviele Leite)
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos ! - (Clarice Lispector)


Amo-te e bebo-te!...
Bebida gelada -

Agregada: aquece!...

Canto e brindo à vida...

A vida... ida...
Tão somente a alcolizar-me de alegria...

Peito a pulsar, costuras na alma...
Já não sei se sou ou suo:

Líquidos segregados do que não (se) parte!...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Selo

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Pequeno mimo aos blogs:

- Divagações AlendaLua;
- Fuga do Intelecto;
- Meu divã é na cozinha;
- Meio pau!


... Como disse... aos poucos distribuo ;)

Deixarei por uma semana...

Abraços a todos!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Do Kiwi que quiuía...

(foto de Flaviele Leite. In:http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl )

A aparência mais que âmago
- Sapiência do recém-nascido...
O exterior amacia
- Mãos cegas!...

Do choro choroso...


O choro toca, balança,

Não cansa... Agita...

... Lágrimas plangentes no salão...

Coração é mais tantan que tuntun!...

terça-feira, 23 de março de 2010

Josi

(Foto de Flaviele Leite. IN: http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl)


Josi é outra...
Outra face ou mesmo corpo...

A ocupar idêntico espaço?...
Ou outro passo...

A caminhar no espaço entre nós?
...
Ou é enlace da qual não desfaz...
Pudera ser fugaz - trem-bala!...

... Ou atendente a recepcionar:

Breu com dono,

Flutua, viaja, some?...

Ou apenas equívoco de articulação fonética?!...

quarta-feira, 17 de março de 2010

"Eu te amo", de Tom Jobim e Chico Buarque


... Ao acaso encontrei uma análise semiótica da música!... Trata-se de um artigo de Peter Dietrich, na qual discorre sobre a relação entre o texto linguístico e o texto musical, levantando as relações existentes entre os elementos... Resumidamente: símbolos... Eis que compartilho parte dele, bem como a letra!... Sem matar o sentido individual... ;)

EU TE AMO                                                      Composição: Tom Jobim / Chico Buarque
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.


(...)O amor relatado pelo narrador não é apenas intenso. Ele é, literalmente, visceral. Podemos verificar esse fato principalmente nos versos: 'Já confundimos tanto as nossa pernas/ Diz com que pernas eu devo seguir', 'Se na bagunça do teu coração/ Meu sangue errou de veia e se perdeu'. Sujeito que ama e objeto amado se entrelaçam e se confundem (...) Nestes versos podemos perceber que a proximidade entre os amantes é tanta que chega mesmo a superar o conceito de proximidade: estamos diante de um amor que chamaremos de 'fusional'(...)
O mundo em que este amor acontece não faz fronteira com o mundo externo ('Rompi com o mundo/ Queimei meus navios'), nem tampouco é limitado temporalmente ('perdemos a noção da hora', 'noites eternas').
(...)
Seguindo as estrofes da canção temos o seguinte padrão melódico: AB CD CD C. É importante notar, desde já, que esta é uma estrutura inusitada(...) temos uma estrutura assimétrica (...) O tema melódico das partes A e C é construído a partir de uma escala cromática, ou seja, uma escala que 'anda' de meio em meio tom. Nesta canção as notas estão portanto absolutamente coladas: não há espaço possível entre uma nota e outra. Já nas partes B e D, podemos observar a presença de diversos saltos intervalares: é a manifestação da disjunção, da descontinuidade (...)"

Levanta-se a aprendizagem...

(Foto tirada por Flaviele Leite. In: http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl)

Na interação checamos hipóteses,
... E similitudes são averiguadas!...

Em intervenções constantes

Avança-se à doce constatação:

De um gostar sem tabelas!...

Ações são intensificadas,

A sincronia é embalada por batidas invisíveis,

Sem que se excluam outras...


... Estabilidade espontânea que desabrocha em sorrisos recíprocos!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Há tempos não canto amor...

(Foto por Flaviele Leite. IN: http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl)
Amor é rosa instável que ora perfura, ora perfuma;
Sorrateira, domina veias, de duas aortas, deixa uma.
Flecha que tange em um corpo já oco;

O que nos fere, depois adere e centímetro é pouco!...

Eu amo e cantar basta ao meu coração;

Sou amada e sentir é a certeza-explosão!...

Estou em um dia fatigado...

(Foto por Flaveiele Leite. IN: http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl)

Ouço o castanho de seu olhos bramir:
- Respiração densa também é bronca
E a insatisfação encobre a raiva!...


Olhos nos ouvidos, lábios na linha:

Balbucio ao léu desejo de aproximar,

Vontade rouca de tocar o que escorre,

E o querer é encoberto por nuvens mandrionas...

... E no caderno sem pautas suspiro:
Leveza entorta, espantados por sussuros...

Por fim, tédio evidenciado!