sábado, 16 de janeiro de 2010

... do redpower...


O vermelho da veia pulula...
Olhos, dedos, cabelos...

Tudo avermelhado,

Tudo pulsando...

Vida vivendo...

Vivices sangrando tal meninices...
No mais poético dos pleonasmos!...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Belíssimo 2010!

A todos os leitores, amigos, almas que se encontram (se)...
Votos de um ano enriquecedor!...
Muito embora saiba que nosso calendário é a junção do 'juliano' e do 'gregoriano' [com dedos intencionais religiosos... cerca de três anos e meio de alteração]...
... Serão mais alguns dias... E que esses dias sejam esclarecedores, sejam escolas diárias!...
Não, não estou a sonhar com maravilhas cotidianas... mas que tudo ensine, acresça e que permita-nos crescer!...

Abraços afetuosos!...

Texto: O lustre

(LEITE, Flaviele. IN: http://www.fotolog.com.br/flavielephotos)

No salão mãos cochicham,
Dedos timidos afagam-se...
Ariscamente o convite desabrocha,
Flor desenvolta a estampar rostos...
Iluminados pela música,
Dançam ao som do ilustre lustre!...
O prédio e o casebre;
A vila e a cidade;
Os extremos de um cordão envoltos por um só nó de luz!...
E a chama é carregada por ambos;
E a melodia enleva...
... A bela e fera:
São o um ante todos que dizem muito in vazio!...
Candelabro pendente;
Brilho lustrado, riqueza que adorna sem que se veja...
Lampadário dos opostos que se escolhem!...
Uma irradiação, sem muita certeza...
Movem-se pelo mesmo sentir...
Ainda tudo vale a pena!...
Beijo sela a noite de dança, de luz, de brilho, do lustre belo...
Dos ilustres conhecidos!...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Lista lunar


(LEITE, Flaviele. IN: http://www.fotolog.com.br/flavielephotos/41605778 )

1- Estou sem saber dizê-lo!
2- O não sei e o cansei,

3- Há pensamento, sem meio de fazê-lo!

4- Nem sempre o que encontro, procurei...

5- Cansaço não dele, daquilo ou disto...

6- Um não saber daqui, um cansei dali...
7- Dúvida a martelar... "não" quisto
8- Não se manda na razão;

9- Certeza em desconfiar sem acreditar!

10- Não se ordena o tempo todo o coração,
11- Das fases, qual delas melhor ministrar?
12- Da metade, fica-se o minguar;
13- Do cheio, o vazio... o nada está iluminado
14- Desejo de destaque, tende a aumentar...
15- Não é do todo que me faço metal lapidado
16- Velhice retrograda... meninice que desponta;
17- Cresce-se, sobejos que se quer dividir...

18- O céu impõe limites, meu ímpeto afronta;
19- Em um eclipse, resta-me partir!...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Nata Serena



Meu poeta eu hoje estou contente, todo mundo de repente ficou lindo... ficou lindo de morrer!... Eu hoje estou me rindo, nem eu mesma sei de quê... Porque eu recebi uma cartinhazinha de você!... (Vinicius de Moraes)


Ária graciosa do leite delicado
Entoa pela noite afável
E o que se bebe é o nãorenovado...

Aquecida bebida a embalar;
Panaceia a vibrar de cordas e abraços,
Uma só batida, um só enlaço...
E as dores... não demoram a naufragar!

Amêndoas doces, perfume do lácteo.
Creme sem gordura, leveza esparsa...
De temas - calor aromático;
De lágrimas - que o beijo nasça!

A poetisa é só menina...
Embalada pela cantiga, batucada;
Pelo creme, pela visão antineblina...
Na roda a flutuar... serena como a nata!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Bilhete ao maquinista

Guiai-nos à Refazenda!...

Devagar, suave como as nuvens... 
... embora cinzas nesse dia... o poeta tinha razão: o cinza lá fora não diminui as magnitudes que podem naufragar cá dentro!...

... Que o trem seja leve como os batuques silenciosos, espirituosos,
... a saltitarem no primeiro vagão!... 


Sorrisos de carmim!!!
Sem mais, 
Tamborim no coração!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Da poesia do laço...


A ponta do laço desfaz;
Uma tira, outra tira e nada acrescenta...
Desisto e refaço amarras,
O descaso afronta;
Encerramos em outro laço não tão laçado.

Jogo de mãos e nós,
Tropeços e alças...
Quem dera só não sentir-me
Na trilha única dos medos!...

Todo espaço do não saber:
Pequeno, apertado, sufoca...
O querer é combustível:
Energia que impulsiona o andar.

Do laço desfeito, poesia da incerteza
Sem saber se arremato lirismo,
Ou se deixo o lirismo me arrebatar!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Caixa cor de rosa



Palavras graciosas a brincar na caixa:
Rosa da rosa perfuma olhares...

Fada de palha a iluminar grutas obscuras...
Salta da caixa,
A luzir, tocar, transformar...
Sorrisos esculpidos subitamente!...

Papelão rosáceo,
Ganha vida, ganha odor...
Condão que embala o deleite,
Pula da caixa, salta aos olhos e...
E gargalha com o espectador,
E flutua no espaço das mãos entreabertas,
E descansa na pausa da tampa,
E principia sono dos nobres...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Prece ao Nãoamor III


(Imagem de: http://www.fotolog.com.br/flavielephotos ... porque só uma alma sensível consegue fotografar detalhes igualmente dotados de sentidos)


Hoje não enxergo mais do que um pequeno fulgor...
Sentes decepção?
Pois... há dias que desejamos sair e sentir toda a pele queimar...
... Sentir que privar a vista é melhor do que reconhecer o frio!


Nãoamor... pense... tempos que não lhe rogo...
Então... transcenda!
Faça com que o sol volte a trautear cá dentro,
Faça com que a (in)diferença do meu pulsar determine faltas...


... Não colho flores, apenas alimento-me do que poderia...


Bata em outra janela... Deixai o sim aquentar-me...
Tirai novamente espinhos da rosa!!!





Que assim seja...
Nadine Granad.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Vou-me... que o vento seja a mão que afaga e aparta...




Novo dia...
momentos que são
...
e a vida sã!...
Fora do casulo as flores são mais flores;

O ar mais respirável!...

Dói, mas que se vá!...

Vou-me..
.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

... Sei lá...

Sei lá... a vida tem sempre razão

Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes

Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer. 


Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão. 


A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.


De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Algumas ideias sufocadas... I

Como consta na definição do blog... ideias sufocadas!...

Muito do que eu escrevo não segue a saudosa métrica clássica... ou simplesmente não é encarado como poema por sua estrutura deveras desestruturada... Que tenha poesia!...
Não digo da forma... refiro-me (sempre) à essência!...
... Muito embora eu seja a sombra de outrem... estou em cada palavra!... E antes de cada palavra, sou eu que 'humanamente' sinto vontade de cuspir nesse espaço palpitações nem sempre físicas!...

E hoje venho para escrever que brotou uma lágrima cardíaca!...
Muito provavelmente a imagem seja difícil... áspera... soa quase como uma fantasia de uma aprendiz de poeta que se abriga em linhas tortuosas e em milhares de reticências...
... Se há o ato de umedecer a conjuntiva, a córnea... digo, pois, que os olhos do peito não ficam imunes de poeira e corpos (nem sempre) estranhos...

... E como uma criança em um dia tempestuoso... quer uma mão para segurar, um cobertor para cerrar os olhos e dormir... Ignorar completamente os relâmpagos e trovões que insistem em bradar...
... Quando não há mãos, cobertas, o ignorar... há o temor... há a lágrima a escorrer do músculo...
... Aqui deixo um cadinho de sal puro...
... Sigo... Há quem torça para que lágrimas não cessem...
... Todavia... Há quem torça para que as lágrimas sequem!...
... Para esses
o coração pulsa embalado pelo frevo...