
Muro entre meus olhos e a cidade,
Doses sem pressa e precisão:
De gaiolas e fronteiras!
Tijolos gastos pelo tempo...
De frestas funestas:
Escuro e o claro do mesmo lado do muro:
Infrutuosidade explícita.
Escuto frases reiteradas;
Ludíbrios ditos placidamente,
Perfumados de verdades das quais desacredito...
Bebeu da taça de enganações?
A sombra já não protege...
Temos o mesmos sonhos... lanternas diferentes!
Ah! Pudesse derrubar o muro!...
Ah! Pudesse ter sua mão sobre a minha!
Mas não há certo... o errado é cimento...








