
... Olho para o piso próximo a pia...
conto quantos cantos tem cada quadrado...
... Não vejo como mania, vício ou vislumbre...
vejo como oportunidade de prestar atenção a pequenos detalhes
... Vejo uma formiga, caminha faceira... pequena, ligeira...
foge de pés desatentos
... Várias formigas pertubam, protestam...
uma formiga: sem manifestos, panelas em seus devidos lugares
... Ela sai por uma fresta, fico com a indignação de perdê-la...
assim perco meus cálculos, perco minha política, perco minha formiga
... Minha porque no instante que a vi livre, passei a ansiar aquela liberdade... sentimento humano verde, sentir sem sentido
... Ela partiu carregando minhas partes mais desejosas...
vontade de caminhar nos cantos dos pisos







