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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Do sábado de cada dia...

Disse-lhe que não seria inspiração...
Tal como a criança impedida de chorar
Ao ver partir a mãe!...
Blefe... - Não, tentativa do orgulho!

E rasbico, desenho, cantarolo...
In/re spiro canções que você deixou,
Minhas não porque assim o são...
Mas porque assim o quis!...

Misto de graça e ternura
A espantar-me fantasmas...
Supreender-me... um e um... são um!...
E para nós todo dia são SÁBADO,
- Para o resto do mundo não...
Lamento!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

"Só sei que foi assim"...

Bordões que não se apagam, 
Impregnam-se nas vestes que uso...
Está frio... Muitas roupas!... 
... Cachecol, quase um condão!

E as mãos tiritantes, tremem, tremem...
Letras tortas saem, sangria verborrágica
- Espremem-se, lutam...
Quando todas têm um vão!...

Relógio, tempo, vento...
Que horas? Qual ar?
Quando? Quando?
E eu? Perambulo-ando!...

Já sei do que não será...
Já sei da lacuna crescente...
Já sei da falta sem vivê-la...
E esta já pesa...
Nem tudo são Jaz!...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Afagos raptados!... SOBRE A POESIA

(Imagem por Flaviele Leite)

Eis que sequestro pequenas pérolas de grandiosos corações e aqui aproveito para compartilhar:


  ... Sem barreiras para sentir-se acolhido...

 algo novo

         grita pra sair

de dentro do óbvio


ovo

que só a poesia choca.
(De Geraldo de Barros)

 ... Sensações mais do que apreciadas... Sentidas:

Lindos versos
Pairam, voam e brotam
Maravilhosamente...
Mesmo quando a gente
Vaga por aí sem pensar.
(De Thomas)

... Além da lua, há um cantinho repleto de ideias... ideais:

Cada qual com a sua forma, escreve;
Sente o pulsar e o atrito da caneta,
Que sobre o papel de manso transforma
A ampla planicie branca em paisagem.

Árvores e rios, amor e solidão, alegria e tristeza.
Sementes que germinam...plantação de sentimentos;
Vivos!quando mortos, adormecem no papel.
Em outro coração ressurgem, até que branca e lisa como de início,

Torne-se folha, caida em outono brando,
Aguardando nova primavéra.
(De Sidnei Cordeiro)

... Essencialmente poesia sentida... literal ou não:

“Se todo às emoções terás surgido
e se, Poeta, versas do vazio
ainda assim, sou mais que as emoções
ainda assim és nada em teus escritos...”
(De Osvaldo Fernandes)

 ... E do doce palco poético, AMAlá:

Sonhei dar à luz um poema perfeito
mas ele veio assim, ao meio.
Que culpa eu tenho?
Fui obrigada a amá-lo
fazemos isso com os filhos
mesmo os rebeldes.
E continuo a parir outros
centenas de irmãozinhos pagãos
para os já excêntricos que me moldam.
Haja fios brancos e linhas tortas
para (d)escrevê-los.
(De Lara Amaral)

... Das pimentas doces n'alma:

Traduzir-se em signos
Em língua pensamento - vil
Em língua falada – torpe
Em língua vocábulo – como?

Signos significados símbolos
Intérpretes
Dicionário dissonante
Discrepante

Bailam palavras e sons
Máscaras ocultas incultas
Peixes voadores em saltos
Caíram no barco – diálogo.
(De Gi Moreira)

... De lados iluminados:

Sou
O verbo
Que não
Cala

E

Uma
Poesia
Em
ponto
De
Bala

No
Seu peito
Vou fazer
Revo-
lução. *
(De Jair Fraga)

... Pulsos que impulsionam-nos:

Tropecei
Num poema morto
Sem nome
Nem autor

Encontrei-o
Caído
Prostrado
Na calçada
Enlameada

Aproximei-me
E ergui-o com cuidado
Para que se não desintegrassem
As palavras
Que nele estavam
Incrustadas

Li-o emocionada
Porque lhe senti o amargo
Do malogro
Que o matou

Só no fim percebi
Que o que ali
Jazia
Nas minhas mãos
Era um bilhete suicida
De um amor
Proibido

Que nunca foi...
(De Cleo)

* Espero que os poetas não sintam-se de algum modo prejudicados...
... Levantei alguns poemas (trechos ou não) pelos quais me apaixonei cuja a temática POESIA encontrou abrigo... Leio carinhosamente os blogs dais quais sigo... Que estes acima sejam apenas representantes desse vasto universo lírico e encantador!
Abraços a todos!

Auto traição...

Perfídia do[eu]...
Promessa que fiz: Não irei!
E fui!... 
- Contraste do tempo desleal...
Infiel do cerne... na qual se diz:
- Não repetirei!...
E eis que faço novamente... 
... E a ferida não fecha,
O mar não carrega, o tempo não apaga!...
E tenho outra "mim" a [me] instigar...
Fatalmente eu me traio...
E atraio contradições que não alcanço...
... E se alcançasse?
Traição no a[u]to!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O enfermo


Sorriso a derreter,
Febre que liquifaz:
Tempo a escorrer!
Volta que não refaz!

O enfermo, na cama, cochilo enganado;
Na cabeceira: telefone e flores que não desejou...
Doente que cospe feridas - outro machucado;
Do termômetro fez-se espada - outro exasperou...

Dor aguda, mexe-lhe com a razão;
Pertuba(dor)... Vazão da vertigem;
Ver-se dilacerar sem saber sua origem;
Voam fuligens de músculo do são...

domingo, 25 de abril de 2010

Traga água doce!...



Eu sabia que ele viria!...
Não, não havia a certeza,
O saltitar no peito e entusiasmo das mãos
- que teimam em pentear-me e perfumar-me... e "mes" de nós...

Eu queria que viesse!...
E do desejo do querer acredita-se,
Banha-se, troca-se...
Roupa de festa para a fresta da porta 
- que teima em não abrir!...

E atesta-se, contesta-se, manifesta-se:
Ainda nem um sinal!
MAS ele vem!
Pernas inquietas... e "ses" de mim...

Nada... nada... o nada é algo...
O algo é preencher...
Lacunas assustam-me...
Logo... salve o lago de sentires
- que teima em deixar-me boiar!...


Sê nosso esse lago!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Poema de Cassiano Ricardo

(Foto por Flaviele Leite)

As Andorinhas 
(CASSIANO RICARDO)
Nos
fios
ten
sos

da
pauta
de me-
tal

as
an
do
ri
nhas
gri-
tam

por
fal
ta
de u-
ma
cl'a-
ve
de
sol

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Flaviele

 (foto de Flaviele)
Doce menina, congela a imagem
Pausa - tempo para:
Paisagens, perfumes, amores, paixões...
... Fulguram!

Flaviele é menina-moça, 
Traquina, pula, sorri...
Coração de criança,
Com a grandeza das eras!...

Flaviele é Flá:
Três letras
- carinhos sem valor...
Ele vi, Flá... Flá, vi ele...
Seja visão, seja cacófato...
Flaviele é do tamanho que tem de ser!...

E quando tudo parece tirar-lhe o ar... clica!
... E quem não respira somos nós!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ansiedade em pétalas...

(Foto de Flaviele Leite)


Hoje estou ansiosa!...
Poderia encerrar assim, sem pormenores...
Deixemos a ferida cicatrizar...
Inalemos o perfume da flor...
...Quando a mesma banhar-se plenamente de sol!...

... Mas o desejo de gritar não pausa meus dedos!...
Grito [en]surdo[dor]...
... E as reticências não colocam fim:
Branco alheio que me arranha!...
Sabes? Pudesse saber...
Só sei que a lacuna é sentida,
Que a sentida cutuca,
Que os olhos nos olhos incomodam...
Oras, se incomoda refletes...
Se refletes... age!
Assim aguardo...

Atenciosamente, SAUDADE!...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Gole de amorida...

(Linda imagem por Flaviele Leite)
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos ! - (Clarice Lispector)


Amo-te e bebo-te!...
Bebida gelada -

Agregada: aquece!...

Canto e brindo à vida...

A vida... ida...
Tão somente a alcolizar-me de alegria...

Peito a pulsar, costuras na alma...
Já não sei se sou ou suo:

Líquidos segregados do que não (se) parte!...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Do Kiwi que quiuía...

(foto de Flaviele Leite. In:http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl )

A aparência mais que âmago
- Sapiência do recém-nascido...
O exterior amacia
- Mãos cegas!...

Do choro choroso...


O choro toca, balança,

Não cansa... Agita...

... Lágrimas plangentes no salão...

Coração é mais tantan que tuntun!...

terça-feira, 23 de março de 2010

Josi

(Foto de Flaviele Leite. IN: http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl)


Josi é outra...
Outra face ou mesmo corpo...

A ocupar idêntico espaço?...
Ou outro passo...

A caminhar no espaço entre nós?
...
Ou é enlace da qual não desfaz...
Pudera ser fugaz - trem-bala!...

... Ou atendente a recepcionar:

Breu com dono,

Flutua, viaja, some?...

Ou apenas equívoco de articulação fonética?!...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Levanta-se a aprendizagem...

(Foto tirada por Flaviele Leite. In: http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl)

Na interação checamos hipóteses,
... E similitudes são averiguadas!...

Em intervenções constantes

Avança-se à doce constatação:

De um gostar sem tabelas!...

Ações são intensificadas,

A sincronia é embalada por batidas invisíveis,

Sem que se excluam outras...


... Estabilidade espontânea que desabrocha em sorrisos recíprocos!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Há tempos não canto amor...

(Foto por Flaviele Leite. IN: http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl)
Amor é rosa instável que ora perfura, ora perfuma;
Sorrateira, domina veias, de duas aortas, deixa uma.
Flecha que tange em um corpo já oco;

O que nos fere, depois adere e centímetro é pouco!...

Eu amo e cantar basta ao meu coração;

Sou amada e sentir é a certeza-explosão!...

Estou em um dia fatigado...

(Foto por Flaveiele Leite. IN: http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl)

Ouço o castanho de seu olhos bramir:
- Respiração densa também é bronca
E a insatisfação encobre a raiva!...


Olhos nos ouvidos, lábios na linha:

Balbucio ao léu desejo de aproximar,

Vontade rouca de tocar o que escorre,

E o querer é encoberto por nuvens mandrionas...

... E no caderno sem pautas suspiro:
Leveza entorta, espantados por sussuros...

Por fim, tédio evidenciado!

sábado, 6 de março de 2010

Sobressaltos incoerentes... ou sim...

(foto por Flaviele Leite. IN:http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl)

Queria que você lesse últimas palavras...
Queria que você lesse minhas últimas palavras...
Queria que você me lesse...
... E ainda assim, escrevo sabendo que sou eco vazio...
Reflexo da sombra que quis ser sombra...
Se és sombra de si mesmo...
Sou sombra ansiosa a carregá-lo para o sol...
Fraquinha... cof cof...
... Tosse ruborizada por não suportar;
Engasgada para ser lida com olhos carregados de amor!...
Rascunho poético da insistência!...
Até quando!...

sexta-feira, 5 de março de 2010

O menino e o barquinho

(foto por Flaviele Leite. In: http://www.flickr.com/photos/flaviele-apl)


O menino veleja na cama,
Ondas dos cabelos guiam,

Arma lençóis como marinheiro ama-mar,

Indaga tubarões temporais;

Vendavais dos pesadelos...
Naufraga de cansaço!...

Mamãe é sereia a embalar o mais doce dos sonos!...

MAR À VISTA

Eu não sei,
que será de mim!
Eu não sei
e nada me importa saber
eu só sei,
que havia um mar à vista ali
você passou assim por mim
e eu me perdi.

(Djavan)

O menino doente

O menino dorme.

Para que o menino
Durma sossegado,
Sentada ao seu lado

A mãezinha canta:

— "Dodói, vai-te embora!

"Deixa o meu filhinho,
"Dorme . . . dorme . . . meu . . ."

Morta de fadiga,

Ela adormeceu.

Então, no ombro dela,

Um vulto de santa,

Na mesma cantiga,
Na mesma voz dela,
Se debruça e canta:

— "Dorme, meu amor.

"Dorme, meu benzinho . . . "


E o menino dorme.


(Manuel Bandeira)

Ele não gosta de doce...

(Mais uma imagem sensível, por Flaviele Leite. IN: http://www.fotolog.com.br/flavielephotos)


Papilas gustativas, gustam do acre;
Ele somente aprecia o sem mel;
E por gostar da sacarose - amargo no sem-afago;
Espargem-se fagulhas que perduram em fel;
Receptor sensorial do paladar a não sentir:
O terno do melaço a regar o porvir...
E, assim, tudo acaba em cocada sem condensar!...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Metonímia da Filosofia Poética

(Belíssima foto tirada por Flaviele Leite. IN: http://www.fotolog.com.br/flavielephotos)


Ao lado: folhas e canetas...
Penso, medito no talvez
- doso o que é incalculável...


Palavras não cabem em linhas simétricas,

Pensamentos não cabem no que é imaterial...


Se a morte fora tomada,

Se o autor fora lido,

Se bebesse o cálice...

Por que não recordar a reflexão?


Vias áereas obstruídas,

Já não sinto o ar diferente

E o igual também não serve!


Cada palavra remete ao que finito,

Torna-se infinito, viagem...

Louca e alucinante viagem poética,

Onde morte sem pernas não alcança.


Penas e torturas não cabem...

Dor de poeta, vida na morte,

Escura sombria e escorregadia,

Vaza pelas mãos munidas de tinteiro.


Folhas azuis no branco das ideias

Caneta branca de tinta azul a dormir...

E o contraste é a diferença que flutua.



Parceria com Sidnei Cordeiro... mais do que aguardada ;)
Obrigada!