domingo, 30 de março de 2014

Polly

Hoje o dia acordou com sol, mas a Polly não latiu...
Hoje o dia choveu nos olhos da família da Polly...
Outra etapa, outra lembrança a ficar nos corações...

terça-feira, 18 de março de 2014

Desculpe-me, eu amo demais...

Sim, lamento...

Fragmentos do texto de Fabrício Carpinejar – “ELE VEIO DE CARRUAGEM, ELA ESPERAVA UMA CARRETA DE BOIS”
– Por que vocês se separaram?
– Ela explicou que eu amava demais.
– Amor demais? Tá de sacanagem? Aprontou alguma?
– Não, amei demais.
– Ninguém se separa por amor demais.
– Sim, ela se separou de mim por este motivo.
– Traição, ciúme, ressentimento são as causas mais comuns.
– Não, havia química poderosa. A gente ria muito. Os amigos enxergavam nosso contentamento. Admiravam nossa felicidade.
– Ria?
– Sim, de gargalhar, de doer de gargalhar. Bebíamos de noite conversando bobagem.
– Não faz sentido. Explica?
– Era muita surpresa para uma rotina. Casal perfeito, sabe?
– Sem filosofia, ela alegou o quê?
– Que era muito amor para uma mulher só, que ela não era o que eu idealizava.
– Você falou isso?
– Não, pelo contrário, eu falei que ela era muito melhor do que eu idealizava.
– Toda mulher deseja alguém por perto, romântico, com olhos somente para ela, não?
– Ela não gostava. Chamava de carência. Insistia para me controlar, amarrar as mãos, amordaçar a boca, não ficar em cima, dar espaço.
– Não tem cabimento... Tá brincando?
– Tem, sim. Amor demais. Eu lavava a louça antes dela acordar, eu a levava para o trabalho, eu estava à disposição de seus chamados.
– Ela ainda reclamava?
– Sim. Amor demais. Reclamava que não aguentava tanta pressão, que não conseguia respirar.
– Pressão de quê?
– Do meu amor demais.
– O que você pensava da situação?
– Nada. Estava feliz amando demais. Escrevia cartas e bilhetes, fazia declarações públicas, mandava flores, banquei serenata na janela, coloquei outdoor.
– Nossa, que estranho!
– Não é estranho, ela reclamava do amor demais. Ela se separou pelo amor demais. É muita expectativa.

Curta o curto LIII

Minha linguagem não verbal tem me deixado rugas...
E você não saber ler em braille!...

Curta o curto LII

Queria saber o antes quando por vezes nem sei se haverá depois...
Gostaria de ter certeza do agora, mas a ampulheta já não tem tanta areia...
Vês?  Nem eu...

segunda-feira, 17 de março de 2014

... Sobre o fato do UM não me ler e sobre o passado que me consome...

(Imagem retirada do Google)

Não sou lida!...
Não, não são as palavras!... elas estão aqui gratuitamente... quem quer degusta, quem não quer deixe...
É a pátria dos ditos que podem desdizer... porque a contradição é alavanca para o DIZcurso...

Sou toda uma leitura... minhas entrelinhas estão desnudas... mas há UM que não lê...
Estou em letras maiúsculas, mas talvez em uma língua difícil ... demais... pesada...
Meus excessos são para lentes de grau elevado, talvez...
Ou é um não ler da preguiça que devora os músculos... e tudo o que se quer é dormir...
- Mas sem sonhar!

Eu leio o passado nos olhos do UM e vejo minhas letras sumirem...
Surgem outras mais claras, mais sólidas, decididas...
O novo texto é velho, de um passado em que os artistas encenavam nas ruas...
De um passado em que tudo era amor, tudo era no diminutivo...
E as leituras eram diárias...

... Estou consumindo um pouco de dor de algo que não vivi!... não viverei e fico a especular...