segunda-feira, 17 de março de 2014

... Sobre o fato do UM não me ler e sobre o passado que me consome...

(Imagem retirada do Google)

Não sou lida!...
Não, não são as palavras!... elas estão aqui gratuitamente... quem quer degusta, quem não quer deixe...
É a pátria dos ditos que podem desdizer... porque a contradição é alavanca para o DIZcurso...

Sou toda uma leitura... minhas entrelinhas estão desnudas... mas há UM que não lê...
Estou em letras maiúsculas, mas talvez em uma língua difícil ... demais... pesada...
Meus excessos são para lentes de grau elevado, talvez...
Ou é um não ler da preguiça que devora os músculos... e tudo o que se quer é dormir...
- Mas sem sonhar!

Eu leio o passado nos olhos do UM e vejo minhas letras sumirem...
Surgem outras mais claras, mais sólidas, decididas...
O novo texto é velho, de um passado em que os artistas encenavam nas ruas...
De um passado em que tudo era amor, tudo era no diminutivo...
E as leituras eram diárias...

... Estou consumindo um pouco de dor de algo que não vivi!... não viverei e fico a especular...

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... Falta a sua pitada!...