sábado, 22 de fevereiro de 2014

Também quero escrever o adeus de Thereza...

(foto tirada por Nadine Granad - "amigos na garrafa")
Thereza me deu adeus primeiro:
quando seguiu para o seu futuro
e em seu futuro não caberia uma colecionadora de figurinhas...
Thereza tem longas pernas,
longas para alcançar seu futuro
e em seu futuro ela consegue tudo o que almejou...
Tudo?! Eu torço... torço...
porque eu nunca disse adeus...

Também quero escrever o adeus de Thereza...
mas as palavras não saem...
A primeira vez que vi Thereza ela ainda tinha figurinhas
e como uma super cola, os lábios cerraram ao vê-las...
Não tardou, ela encerrou o assunto:
- Adeus, porque meu futuro a mim pertence...
... Seu atraso não acompanham olhos não-mais-cansados!...
E Thereza tinha cara de olhos cansados,
com cãibras por olhar para mesma direção...

Não pude conter, não quis evitar o adeus...
O futuro de Thereza parecia tentador demais,
grande demais para que eu pudesse acompanhar...
Fui buscar meu futuro com pernas curtas,
Sei que está lá em algum lugar,
E o faço timidamente, sem deixar meus trapos
sem substituir por seda, a seda é quase um sonífero...

Não há adeus de Thereza,
porque Thereza faz parte desses passos,
Thereza é o palácio em festa -
- mas um dia poderá voltar a ser casebre
que estarei lá, com minhas figurinhas!...

2 comentários:

  1. Oi, Nadine!
    Para Thereza "longe é um lugar que não existe" - não pude deixar de lembrar desse título do livro de Richard Bach :D Para os simples mortais, pisar devagarinho evita mais do que aborrecimentos. Mas talvez a ousadia possa também vir com uma análise do terreno.
    Beijus,

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  2. Isso! Thereza é ousada... eu sou pequenininha ;)

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... Falta a sua pitada!...