quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Curta o curto XLIX

Eu gosto de admirar a chuva,
Cada gotícula brilha a seu modo,
...Cada brilho tem a sua gotícula...
E "ele" tem mesmo cor de papelão molhado!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Da nãomãe e do tãomãe da mãe


A mãe diz que não tem preferência,
Mas não dorme pelo mais frágil...
Ela é A mãe dos filhos e mãe da mãe,
Mas desgosta das outras mães,
Porque mãe que é mãe, é A mãe...

A mãe briga quando o filho adoece,
A gripe é nossa falta de diligência!...
E por mais que sejamos ágeis,
Ela é A mãe que antecede a tudo...

Para ouvir novidades A mãe se oferece,
E para ouvir nossos desabafos - A mãe assiste à TV!...
São receitas de bolo anotadas nas capas dos CDs ,
Que não podem aborrecer mais do que toalha molhada na cama...

A mãe tem o tamanho que tem e sempre é pouco,
Porque tem muito nas mãenias, muito nas mãenhas,
E as manhãs dA mãe têm cheiro de café grande,
Grande para caber tantas gotas de adoçante!...

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Se eu soubesse...


(Chico Buarque)


"Ah, se eu soubesse não andava na rua
Perigos não corria
Não tinha amigos, não bebia, já não ria à toa
Não ia enfim
Cruzar contigo jamais

Ah, se eu pudesse te diria, na boa
Não sou mais uma das tais
Não vivo com a cabeça na lua
Nem cantarei: eu te amo demais
Casava com outro, se fosse capaz

Mas acontece que eu saí por aí
E aí, larari, lairiri (...)"

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Se eu soubesse não arriscaria versos tímidos,
Nem escutaria Vinicius de Moraes.
Não abriria as mágoas para não ouvir:
- O casamento é sua fuga!...
E eu posso dizer que é verdade!...
Pensei que quisesses andar ombro a ombro,
E mostra-me que morar sozinha que é a minha necessidade!
Mas acontece que somos escolhidos
(E talvez nos escolhêssemos)
Sem  devoluções...
Porque o desejo e o querer etiquetam
E não tem nota fiscal para os que estão perdidos...
E para os que querem se perder!...
Não sei onde estou... e você?

  NADINE GRANAD


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Coffee Break VIII

O bom-bocado com café foi corretivo aguado: apagou por instantes um bocado de trabalho!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Ele não-me-quer...

(Foto: Nadine Granad)

E não foi a pétala quem disse...
A folha!... E esta gracejou: bem-me-quer...
Mas ele, ele não quer...
Blasfêmia acéfala contra a poesia da flor,
E insulta toda poesia já proferida...
Não quer corpos entrelaçados,
Sem suor salgado no peito que sopra...
Prefere jogar sozinho!...

O beijo, o beijo fora esquecido,
Tal como o guarda-chuva...
E chove... e a saliva sobra...

Não-me-quer... E sentir que sobrando,
Sobrando eu me falto!...
Não me basto para mim...

Em cada verso eu morro,
Porque morrer não é escolha
- é minha única opção!...
Esvaindo-se a vida e a esperança,
Aceito meu destino de folha!...

IN-direta 2

Confiança demais já surpreendeu o seguro (sim, ele não morreu idoso!)...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Curta o curto XLVIII

A esperança é regar para a chegada da flor -
a semente cresce (e não dá para calcular a força de algo tão pequeno),
surgem brotos, folhas e lá no alto,
lá em cima... eis que surge a flor!