segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Ele não-me-quer...

(Foto: Nadine Granad)

E não foi a pétala quem disse...
A folha!... E esta gracejou: bem-me-quer...
Mas ele, ele não quer...
Blasfêmia acéfala contra a poesia da flor,
E insulta toda poesia já proferida...
Não quer corpos entrelaçados,
Sem suor salgado no peito que sopra...
Prefere jogar sozinho!...

O beijo, o beijo fora esquecido,
Tal como o guarda-chuva...
E chove... e a saliva sobra...

Não-me-quer... E sentir que sobrando,
Sobrando eu me falto!...
Não me basto para mim...

Em cada verso eu morro,
Porque morrer não é escolha
- é minha única opção!...
Esvaindo-se a vida e a esperança,
Aceito meu destino de folha!...

6 comentários:

  1. Um poema de desilusão por um não querer...
    Desejo que esteja bem.
    Beijinhos
    Irene Alves

    ResponderExcluir
  2. Nadine, obrigado pela tua visita.
    Volta sempre, e eu farei o mesmo.
    Gostei da tua poesia e do teu blogue.
    Beijo.

    ResponderExcluir
  3. Olha só, agora não foi um curto, mas um longo (ou meio longo, rs) , e mandou muito bem também, intenso, melancólico, musical. Bjo

    ResponderExcluir
  4. Lindo, Granad.

    há quem tenha medo de espinhos, agora, de folha, só um relapso jardineiro...

    ResponderExcluir
  5. ah, não deites fora a flor...

    procura outro ele

    beijinho

    ResponderExcluir

... Falta a sua pitada!...