quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Carta sem você

(Legenda na foto de Caio Fernando Abreu:"Uma alegria interna quase como uma primavera"- Foto de Flaviele Leite)

E a espera de cinco minutos é a eternidade aos meus sentidos...
Nariz a não-respirar nicotina;
Mãos, braços, pés... polvo inútil;
Língua sem papilas;
Ouvidos sem canção...
E os cinco minutos não são nada sem ele...
Mas esperei a vida inteira, por que não esperar cinco minutos?
Porque o Agora é rápido... Talvez não seja trans[lúcida] o suficiente...
Talvez o querer sempre, não é um dos quereres dele...
Guerra! Porque a paz apenas encontro no peito do meu amado...


(Escutando: SEM VOCÊ, de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes).

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Recado de um estafeta

(Foto de Flaviele Leite)





Até que venham a compreender a verdadeira significação!...
Até que venham a substituir caridade por bondade;
Fé por acreditar;
Esperança por certeza...
... Tormentas!

Até que significados sejam mais importantes que símbolos;
Amor-renúncia mais importante que calendários;
Dia-a-dia mais do que finais de anos criados por entidades duvidosas...
... Testes!

Até que trilhem pelo fio da navalha e não se cortem;
Até que sigam o exemplo sem idolatrias;
Até que o íntimo seja valorizado mais do que um velhinho...
... Depressões!

... E fica assim, sem amém... porque sempre o É!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Curta o curto XXIV

Não sei se chove mais fora ou dentro;
O pluviomêtro marca: enchente na certa;
Não sei se enche o ente dentro ou fora!...

Curta o curto XXIII

Os caninos que me perdoem,
Mas ela está a latir e a expor:
-Seu gênio de cão!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sabelá que sábado!

(Imagem retirada do Google)

... E o sábado fez-se sem mim...
Eu não estava lá e mal sabia;
Não ouvi, ao menos toquei;
Um dia que não é o dia, não é dia!

... E o sábado fez-se sem mim...
Os ventos, os cheiros, texturas;
Camadas espessas de poeira na mobília;
Um quase imaginar de dois ao lado igual um!

... E o sábado fez-se sem mim...
Hoje não estou, logo não sou;
Ainda sim o dia é assim:
O sol permanece, sabiá canta;
Sem que eu esteja!

... E o meu sábado não se faz sem ele!...


(Obrigada a todos!... Sempre =) )