domingo, 28 de fevereiro de 2010

Alguns desabafos...

(Foto tirada por Flaviele. IN: http://www.fotolog.com.br/flavielephotos)

A foto é linda!
... E acredito veemente que cada momento capturado conversa com nosso estado intrínseco!... Diálogo entre coração, mãos, olhos... sinestesias que batem papo com chá!
Hoje chove, dentro e fora... Quisesse não dormir para ver o sol nascer!... E é engraçado como o cinza lá fora atinge-me por dentro!...
Ignorem a confusão... ou não, já que é assim que estou hoje...
Não sei explicar, mal sei expressar em poesia o turbilhão que passa cá dentro... Sei que tem dias que acordamos [se é que poucas horas de sono podem ser consideradas SONO] tão desgastados que queremos poupar pessoas...
... Então vivam as palavras!...
Se não fossem palavras, talvez cuspisse... rs...
... Escarrar dúvidas, anseios, não-compreensão... Bem, antes de cuspir pensei cinzamente [sim, incorporando a cor] que erro ao desejar que leiam-me nas entrelinhas!... Ao desejar ser um livro com gravuras que qualquer criança diz: olha lá, a personagem está incomodada... está assim, assado...
Raios de afeição disseram-me: Não erra por enxergar mais... não erra por repensar!... Apenas aqueça-se... e aqui venho despejar pitadas de lã...
Vamos costurar?!

Reflexões Taciturnas...


Nas tiras de papel, palavras avulsas!...
Aleatoriedade do que não quer decidir...
Vento bafeja;
Tiras caem -
Palavras ficam...

Vento vascoleja letras, modifica vocábulos...
Ou são neologismos de sentires...
... Ou transparência do que se deseja ocultar...
... Ou o ar deslocado são pés que [nos] guiam para a clareira da floresta do que é...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tristeza d'água

(Foto de Flaviele. IN: http://www.fotolog.com.br/flavielephotos)

... E a tristeza d'água caiu seca...
Do pranto fez-se Nilo!...
... Macaréu...
Desnível nivelado...
Elevação repentina que leva a dor...
... Suspende amor!...
Hoje só reticências dos anseios d'água...
Quero papilas úmidas...
Mãos enrugadas!...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Metonímia da Filosofia Poética

(Belíssima foto tirada por Flaviele Leite. IN: http://www.fotolog.com.br/flavielephotos)


Ao lado: folhas e canetas...
Penso, medito no talvez
- doso o que é incalculável...


Palavras não cabem em linhas simétricas,

Pensamentos não cabem no que é imaterial...


Se a morte fora tomada,

Se o autor fora lido,

Se bebesse o cálice...

Por que não recordar a reflexão?


Vias áereas obstruídas,

Já não sinto o ar diferente

E o igual também não serve!


Cada palavra remete ao que finito,

Torna-se infinito, viagem...

Louca e alucinante viagem poética,

Onde morte sem pernas não alcança.


Penas e torturas não cabem...

Dor de poeta, vida na morte,

Escura sombria e escorregadia,

Vaza pelas mãos munidas de tinteiro.


Folhas azuis no branco das ideias

Caneta branca de tinta azul a dormir...

E o contraste é a diferença que flutua.



Parceria com Sidnei Cordeiro... mais do que aguardada ;)
Obrigada!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Do cansaço comercial...

(Para me colorir ;). Imagem de Flaviele. IN: http://www.fotolog.com.br/flavielephotos)

Estou cansada!...
Quero o não;
Quero o sim...
Talvez não quero sim!...

Estou cansada!...
Quero o sol;
Quero senti-lo;
A chuva sente o sol!...

Estou cansada!...
Quero olhar além vidro;
Quero respirar com as mãos;
O vidro tem respiração!...

Estou cansada!...
Quero um poema alegre;
Quero não fingir para o intento;
O poema intenta fingir!...

Todo Sentimento (ou Do Sentimento Todo)

(por Flaviele. IN: http://www.fotolog.com.br/flavielephotos)

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente.
Preciso conduzir
Um tempo de te amar,
Te amando devagar e urgentemente.

Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.

Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente...
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente.

Depois de te perder,

Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu
.
(Composição: Chico Buarque e C. Bastos)

Porque sinto... sem senso;
Porque afago... sem preço;

Oferto-lhe mais que apreço...

[Em versos embalados por

Sentimento que não meço!...