quarta-feira, 1 de julho de 2009

Estertor da agonia d'um dia morto...


Por caminhos ínvios...
num desfiladeiro me encontrei...

Porvir ante/passado
Solo mordaz...
Intuições, enleios...
[perseguidos pelo ceifador...

Cadáveres que riem...
Sem medos, ríspidos...
... à face da luz solar
[Não vejo... apenas ouço-os...

Retrovisor alinhado...
Espelho que condensa singularidades...
Apontam para lembranças fúnebres...

O invisível açoita...
Punindo recordações;
Cessar de regulações;
Pedras laterais;
Carro obscuro...
Cada mundo numa distância indefinível... refletida.

As trevas assoberbam...
Gadanha entre o que mata e o que parte...
Grito aos fulgores...
Morte... reflete-se para que eu não me esqueça...
da ceifa que corta sem noção de lateralidade...
Reto, profundo... exatidão do tempo...

Olhar para trás... apenas reflexo...
Para frente é que se prossegue...
Adiante o clarão me eleva...
Retrocesso...

Um comentário:

  1. Achei de extrema sensibilidade - e criatividade - a forma como a "desconstrução" expressa o nascimento! Talvez um cenário de contradições, é uma impressão minha...
    ...Mas essa despedida vem de encontro a um futuro positivo, com certeza... Sempre em frente!!

    Abraços, lindo texto!

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... Falta a sua pitada!...